Ser romântico é caminhar alegremente rumo ao precipício, cantarolando como se cada passo não fosse só mais um centímetro em direção ao fundo pedregoso da sofrença.
Mas isso é justamente o que torna tudo tão… tão… me falta a palavra certa, misterioso? Fascinante? Arrepiante?… não sei ao certo. Saberia, você, explicar essa incerteza?
Talvez porque, no fundo, amar é um ato de coragem — ou de teimosia inglória ou, quem sabe tudo isso junto. Vai entender a cabeça dos enamorados?
Penso que, se existe, esse tal grande segredo dos relacionamentos que os poetas declamam, seja o fato, concreto, de que ninguém realmente sabe o que está fazendo.
Num aceno ao profundo (e põe pro fundo nisso) filme daquele navio que afundou, sejamos mesmo quase, ou totalmente, como Jack e Rose, debatendo quem cabe na porta, discutindo física básica enquanto o mundo afunda. Uma discussão que esconde os verdadeiros motivos disso: o equivocado sentido romântico do ato de amar a outra pessooa, a tal ponto de sacrificar-se por ela. Mas será que isso é a melhor forma de amar ao outro? Que dúvida!
E é justamente nisso que reside a beleza dos relacionamentos humanos: não na segurança, mas no risco. Não na certeza, mas no arrepio da dúvida. Não na porta flutuante, mas na disposição de se jogar na água gelada por alguém, mesmo que isso inmplique na sua completa aniquilação.
E, sinceramente, se não houver esse arrepio, essa incerteza, melhor deixar tudo naufragar mesmo, bem profundamente, pois com certeza não é amor, nem paixão, nem nada de belo… só obsessão, essa personificação da carência afetiva que assola a tantos por aí.
E, quer mais sinceridade? Se isso não é profundamente romântico, tragicômico e humano, então nada mais é.
PS. eu tive certa dificuldade em finalizar esse post, se você, meu querido (a) leitor (a) quiser melhorá-lo, modificá-lo, ou sugerir outra linha de raciocínio, fique à vontade para isso, basta postar nos comentários.

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