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Mostrando postagens de 2026

Chove. e como chove?!. Revendo antigos post do DV.. Huxley

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Há seis anos escrevi dois textos sobre Admirável Mundo Novo .    No primeiro , tomado pelo desânimo daqueles dias de pandemia, praticamente desisti do livro e de Huxley .  No segundo , contudo, resolvi insistir na leitura e comecei a perceber que havia algo naquela história que me inquietava mais do que eu estava disposto a admitir. Hoje, numa tarde igualmente cinzenta — não por causa de um vírus, mas porque a chuva interrompe as fiscalizações aqui em Paraíso do Norte, enquanto o Rio Grande do Sul enfrenta mais uma de suas dolorosas enchentes — aproveitei o raro luxo do tempo para reler aqueles dois posts. Da janela da Prefeitura observo o céu carregado cobrindo a cidade. Não há muito o que fazer além de esperar que a chuva dê trégua. Entre um café e outro, reencontrei aquele Nêodo de agosto de 2020: inquieto, impaciente e, talvez sem perceber, procurando no livro respostas para um mundo que parecia ter perdido o rumo. Naqueles textos eu dizia, sem cerimônia, que havia ab...

Entre ficar e partir: quando amar também é ajustar

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Há momentos em que o amor não acaba — ele se transforma em pergunta. Continuar ou parar? Seguir juntos ou admitir que algo mudou? Nem sempre o dilema nasce da ausência de sentimento. Às vezes, nasce das diferenças na forma de expressá-lo. Dois corações podem amar com a mesma verdade, ainda que com intensidades próprias. Um demonstra afeto na constância das ligações, na necessidade de ouvir a voz várias vezes ao dia. O outro expressa amor com mais silêncio, com mais espaço, com menos chamadas — não por falta de sentimento, mas por uma maneira diferente de existir dentro da relação. Amar não é competir por quem sente mais. É reconhecer que cada um sente à sua maneira. Quando o diálogo acontece com maturidade, o amor cresce. Não se trata de provar quem está certo, mas de compreender o que o outro precisa para se sentir seguro e respeitado. O acordo não representa perda. Representa cuidado. Um decide reduzir os excessos que podem sufocar. O outro se compromete a se fazer presente quando se...

Lei nº 14.133/2021: Inovação Necessária ou Desafio Estrutural para os Pequenos Municípios?

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A busca pela proposta mais vantajosa, entendida como aquela capaz de aliar preço, qualidade e atendimento ao interesse público, é um princípio estruturante das contratações públicas brasileiras, conforme já destacado por Gasparini (2011). Essa lógica foi reafirmada e ampliada pela Lei nº 14.133/2021, que inaugura um novo marco regulatório das licitações e contratos administrativos, com foco em planejamento, gestão de riscos, transparência e governança. Entre as principais inovações da nova Lei de Licitações, destaca-se a valorização da fase preparatória , especialmente por meio da exigência do Plano Anual de Contratações (PAC) , da análise de riscos e da profissionalização da atuação dos agentes públicos envolvidos no processo licitatório. Em tese, tais instrumentos representam um avanço significativo, pois permitem que a Administração planeje melhor suas contratações, reduza desperdícios, mitigue riscos e selecione propostas verdadeiramente vantajosas, indo além da lógica reducionist...