Ao lê-lo, considerei tão repleto de sentimento que achei que merecia um novo post, somente para ele. Eis o complemento:
E quando o amor chega, ele não ilumina tudo: deixa sombras. Sombras que dançam com a luz, lembrando-nos de que até o mais doce afeto carrega mistérios que não se explicam. Talvez seja essa dança, entre o que sabemos e o que pressentimos… que faz o sentimento pulsar. Amar é aceitar que algumas perguntas jamais terão resposta, e que mesmo assim vale a pena tentar decifrá-las. Porque, no fim, é nesse enigma que mora a beleza: em sentir sem entender, em permanecer mesmo quando o coração treme, em mergulhar sabendo que a profundidade é desconhecida.”
Mas o fato que permanece é que não sabemos bem como explicar a ligação que existe entre algumas pessoas, aquelas que passam por nossa existência, deixando marcas, perfumes e saudades. E, às vezes, elas se encontram. Afinal é essa a essencia dessas almas, encontrarem-se um dia. Enquanto esse encontro não acontece parece que há uma sensação de incompletitude, de que um vazio se forma no peito e não sabemos bem explicar o porquê.
Eis aqui um breve resumo da lenda:
“Diz a velha lenda que há, no coração secreto do mundo, um fio azul — tênue como o suspiro que não ousa nascer — que liga duas almas que se procuram desde antes do tempo.
É um fio feito de silêncio e madrugada, desenhado na respiração do vento, e que atravessa vidas, distâncias, nomes que mudam e corpos que cansam.
Quando uma alma treme, a outra escuta.
Quando uma se perde, a outra acende um lume invisível, como quem chama de volta o que é seu por destino e ternura.
Não é um laço de posse, mas de promessa.
Não prende: convoca.
Não exige: reconhece.
E assim seguem as duas, errantes e eternas, cada qual levando no peito o eco azul do outro, até que um dia — no instante em que o mundo respira mais devagar — se reencontrem e compreendam, enfim, que nunca caminharam sós.”
Há, também, uma animação sobre isso, muito embora a minha versão seja um pouco diferente, a cor do fio que é azul e não vermelho, que vai acima, além disso é uma versão poética, meio florbeliana, que inventa uma simbologia própria: azul = serenidade, madrugada, silêncio, espiritualidade suave.
A versão tradicional do hilo rojo (fio vermelho) é mais mítica, nipônica, já estabelecida: vermelho = destino, paixão, ligação inevitável.
Mas a ideia central? Duas almas conectadas por um vínculo invisível que atravessa o tempo e o espaço.
Vai aqui a animação…

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