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Um titanic de sinceridade

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Nós, humanos, somos criaturas fascinantes: passamos a metade do tempo fugindo de decepções e a outra metade correndo atrás delas como se fossem os louros da nossa vitória, tal qual meninos com flores na mão. Ser romântico é caminhar alegremente rumo ao precipício, cantarolando como se cada passo não fosse só mais um centímetro em direção ao fundo pedregoso da sofrença.  Mas isso é justamente o que torna tudo tão… tão… me falta a palavra certa, misterioso? Fascinante? Arrepiante?… não sei ao certo. Saberia, você, explicar essa incerteza?  Talvez porque, no fundo, amar é um ato de coragem — ou de teimosia inglória ou, quem sabe tudo isso junto. Vai entender a cabeça dos enamorados? Penso que, se existe, esse tal grande segredo dos relacionamentos que os poetas declamam, seja o fato, concreto, de que ninguém realmente sabe o que está fazendo.  Num aceno ao profundo (e põe pro fundo nisso) filme daquele navio que afundou, sejamos mesmo quase, ou totalmente, como Jack e Rose ,...