terça-feira, março 30, 2004

A IMPONTUALIDADE DO AMOR
(Luis Fernando Verissimo)

Você está sozinho.
Você e a torcida do Flamengo.
Em frente à tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone
tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em
folha.
Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser?
Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada.
Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem
disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou
pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado,
cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver.
Por que o amor nunca chega na hora certa?
Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans.
Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um
cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e
começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração as moscas e
morrendo de frio.
O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa
uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e
mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você.
Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a
sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na
cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo,
sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará
sentido a sua vida.
O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa. O
jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode
estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na
fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar
cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, ao seu
lado, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não
procura direito.
A primeira lição está dada: o amor é onipresente.
Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num
jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a
primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa
terça-feira, as quatro da tarde, depois de uma discussão e as flores vão
chegar num dia qualquer.
Idealizar é sofrer.
Amar é surpreender.

segunda-feira, março 29, 2004

CLARICE LISPECTOR

De minha amiga gaúcha eis um poema (do qual desconheço o título) o qual se lido ao contrário também contrário é o seu sentido.

Lendo de frente pra trás...

"Não te amo mais
Estarei mentindo dizendo que
ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!"

Lendo de trás pra frente...

"EU TE AMO!
E jamais usarei a frase
já te esqueci!
Sinto cada vez mais que
alimento um grande amor.
Não poderia dizer jamais que
você não significa nada.
Sinto dentro de mim que
nada foi em vão.
Tenho certeza que
ainda te quero como sempre quis.
Estarei mentindo dizendo que
Não te amo mais"

Abraços,
Alê

sexta-feira, março 26, 2004

CONSELHOS DE UM VELHO APAIXONADO
(Carlos Drummond de Andrade)

"Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu
coração parar de funcionar por alguns segundos, preste
atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o
mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser
a pessoa que você está esperando
desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for
apaixonante, e os olhos se encherem d'água neste
momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o 1º e o último pensamento do seu dia for essa
pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o
coração, agradeça: Algo do céu te
mandou um presente divino : O AMOR.

Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por
algum motivo e, em troca, receber um abraço, um
sorriso, um afago nos cabelos e os gestos
valerem mais que mil palavras, entregue- se: vocês
foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te
deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu
sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com
ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com
ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da
pessoa como se ela estivesse ali do seu lado...

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo
ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e
cabelos emaranhados...

Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...

Se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um
futuro sem a pessoa ao seu lado...

Se você tiver a certeza que vai ver a outra
envelhecendo e, mesmo assim,
tiver a convicção que vai continuar sendo louco por
ela...

Se você preferir fechar os olhos, antes de ver a outra pessoa
partindo: é o amor que chegou na sua vida.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas
poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

Às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses
sinais, deixam amor passar, sem deixá-lo acontecer
verdadeiramente. É o livre-arbítrio. Por isso, preste
atenção nos sinais.

Não deixe que as loucuras do dia a dia o deixem cego
para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!"


Recebido da minha amiga gaúcha a qual seria quase perfeita se não fosse Colorada e tivesse simpatia pelo Fluminense (ou será que ela é o lado feminino do Nêodo?...rs...).

Abraços,
Alê
A Saudade...

Sabem.. essa é uma coisa que não tem muito explicação.. sente-se ou não... pensando nisso, andei procurando oque dizer sobre ela..e encontrei, lá no atelier de redação um texto d oFalabela.. particularmente, não sou muito fã do falabela.. mas, tenho que dar mão à palmatória, o texto é bom !

Saudade
Miguel Falabela

Em alguma outra vida,
devemos ter feito algo de muito grave,
Para sentirmos tanta saudade...
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé , doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa,
Dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe,
Saudade de uma cachoeira da infância,
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais,
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu,
Saudade de uma cidade,
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem estas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar no quarto e ela na sala, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela pra faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,
Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi à consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre culpada,
Se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na internet,
A encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros,
Se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua detestando McDonalds,
Se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos,
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento,
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música,
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
É não saber se ela está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Saudade é isso que eu estive sentido enquanto escrevia
E o que você provavelmente estará sentindo depois que acabar de ler.


bração . . .

quinta-feira, março 25, 2004

Mais uma do Millôr.. lá no Livre Expressão......

O Millôr tem uma imaginação do caralho!!!.. o cara é foda mesmo!!! As vezes, nas viagens que faço na rede, encontro uma coisa ou outra que desopila o fígado... e, no meu modesto pensar, merece reconhecimento...

A Cris Fernandes, vez ou outra coloca, lá no Livre Expressão, um texto do Millôr... esse de hoje, que posto aqui, é du caralho....

lá vai....:

Foda-se por MILLOR FERNANDES
O nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional a quantidade de foda-se! que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do foda-se!? O foda-se! aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. Não quer sair comigo?
Então foda-se!. Vai querer decidir essa merda sozinho (a) mesmo? Então foda-se!. O direito ao foda-se! deveria estar assegurado na Constituição Federal.
Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia.
Prá caralho, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que Prá caralho? Prá caralho tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas prá caralho, o Sol é quente prá caralho, o universo é antigo prá caralho, eu gosto de cerveja prá caralho, entende? No gênero do Prá caralho, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso Nem fodendo!. O Não, não e não! e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade Não, absolutamente não! o substituem.
O Nem fodendo é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo Marquinhos presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!. O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicinio.
Por sua vez, o porra nenhuma! atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a gravata daquele chefe idiota senão com um PHD porra nenhuma!, ou ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!. O porra nenhuma, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha.
São dessa mesma gênese os clássicos aspone, chepone, repone e mais recentemente, o prepone - presidente de porra nenhuma. Há outros palavrões igualmente clássicos.
Pense na sonoridade de um Puta-que-pariu!, ou seu correlato Puta-que-o-pariu!, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer puta-que-o-pariu! dito assim te coloca outra vez em seu eixo.
Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.
E o que dizer de nosso famoso vai tomar no cu!? E sua maravilhosa e reforçadora derivação vai tomar no olho do seu cú!. Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: Chega! Vai tomar no olho do seu cú!.
Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima.
Desabotoa a camisa e sai a rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.
E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: Fodeu!. E sua derivação mais avassaladora ainda: Fodeu de vez!. Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação?
Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e autodefesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? Fodeu de vez!.
Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!!!

bração...

quarta-feira, março 24, 2004

Paraquem pensa que Inter nunca ganhou nada... aí vai uma "pequena" lista de títulos do colorado....

O Sport Club Internacional acumula ao longo dos seus 94 anos de história muitas conquistas. Os títulos e as taças erguidas, eternizam o espírito vitorioso do Colorado na sua gloriosa trajetória. Em diversos tempos, em diversas competições e com diferentes times, o Internacional nunca parou de conquistar títulos.

Confira todos os títulos conquistados pelo Sport Club Internacional nas mais diversas categorias de futebol:

Categoria Profissional:

1913 - Campeão Metropolitano de Porto Alegre
1927 - Campeão Gaúcho
1934 - Campeão Gaúcho
1945 - Hexacampeão Gaúcho (1940, 41, 42, 43, 44, 45)
1948 - Bicampeão Gaúcho
1953 - Tetra-Campeão Gaúcho (1950, 51, 52, 53)
1955 - Campeão Gaúcho
1956 - Campeão Panamericano representando a Seleção Brasileira
1961 - Campeão Gaúcho
1975 - Campeão Brasileiro
1976 - Octacampeão Gaúcho (1969, 1970, 71, 72, 73, 74, 75, 76)
1976 - Bicampeão Brasileiro
1978 - Campeão Gaúcho
1979 - Tricampeão Brasileiro de forma invicta
1980 - Campeão do Torneio Casablanca, em Marrocos
1982 - Campeão da Copa Juan Gamper, em Barcelona/Espanha
1983 - Campeão do Torneio de Vancouver, no Canadá
1983 - Campeão Torneio de Malága, na Espanha
1984 - Tetracampeão Gaúcho (1981, 82, 83, 84)
1984 - Vice-Campeão Olímpico representando a Seleção Brasileira
1984 - Campeão da Copa Kirin, em Tóquio-Japão
1984 - Campeão do Torneio Heleno Nunes
1985 - Campeão do Torneio Costa do Sol, em Málaga-Espanha
1985 - Campeão do Torneio Costa do Pacífico, no Canadá
1988 - Campeão do 1º Torneio Internacional de Glascow-Escócia
1989 - Campeão do Torneio de Celta-Espanha
1992 - Campeão da Copa do Brasil
1992 - Bicampeão Gaúcho
1994 - Campeão Gaúcho
1996 - Campeão do Torneio Mercosul
1997 - Campeão Gaúcho
2001 - Campeão do Torneio Viña Del Mar-Chile
2002 - Super Campeão Gaúcho
2003 - Bi-Campeão Gaúcho

Categorias de Base:

Categoria Júnior (16, 19 e 20 anos)

1996 - Campeão da Copa Coca Cola (Japão)
1997 - Campeão Gaúcho
1998 - Bi-Campeão Gaúcho
1998 - Tetra-Campeão da Copa São Paulo
1998 - Vice-Campeão Blue Star FIIFA
2001 - Campeão da Copa Brasil Júnior (RJ)
2002 - Campeão Gaúcho
2002 - Bi-Campeão da Copa Brasil Júnior
2003 - Campeão Copa James Vidal (RS)

Categoria Juvenil (16 e 17 anos)

1997 - Campeão Gaúcho
1998 - Bi-Campeão Gaúcho
1998 - Campeão Brasileiro (Bebedouros/SP)
1999 - Tri-campeão Gaúcho
1999 - Campeão da Taça Brasil (RJ)
2000 - Tetra-campeão Gaúcho
2000 - Campeão da Copa Macaé (RJ)
2000 - Campeão do Torneio Sul Brasileiro (Imbituba/SC)
2001 - Vice-campeão Gaúcho
2001 - Campeão da Copa Macaé (RJ)
2001 - Campeão da Copa Santiago (RS)
2002 - Vice-campeão Gaúcho
2003 - Campeão da Copa Santiago (RS)

Categoria Infantil (15 anos)

1999 - Campeão da Copa da Paz (ES)
1999 - Campeão da Copa Nike Premier Cup Regional (RS)
2000 - Campeão da Copa Nike Premier Cup Mundia
2000 - Campeão da Copa Nike Premier Cup Nacional (RJ)
2000 - Campeão da Copa Nike Premier Cup Regional (RS)
2000 - Campeão da Copa Nike Premier Cup Sul Americana
2003 - Campeão da Copa Internacional de Flores da Cunha (RS)
2003 - Copa Moranguinho (Bom Princípio-RS)
2003 - Campeão Gaúcho
2003 - Campeão Metropolitano
2003 - Campeão Copa Brasil Londrina (PR)

Seleção de 14 anos

1997 - Campeão da Copa Melita (RS)
1997 - Campeão do EFIPAN
1998 - Campeão do Sul Americano (Araras/SP)
1998 - Campeão da Copa Melita (RS)
1999 - Campeão Gaúcho
1999 - Bi-campeão da Copa Sul Americana (Araras/SP)
1999 - Campeão da Copa Rio Negrinho (SP)
2000 - Bi-campeão Gaúcho
2000 - Campeão do Campeonato Metropolitano
2001 - Campeão do Campeonato Internacional (Buritama/SP)
2001 - Campeão do Campeonato Metropolitano
2001 - Campeão da Copa Melita (RS)
2001 - Campeão da Taça Cajamar (SP)
2002 - Campeão do EFIPAN
2003 - Bi-campeão do EFIPAN
2003 - Campeão Gaúcho

Seleção de 13 anos

1996 - Campeão Gaúcho
1997 - Campeão da Copa Melita (RS)
1997 - Campeão do Torneio Concepcion (ARG)
1999 - Campeão Gaúcho
1999 - Campeão Sul Americano (Araras/SP)
2000 - Bi-campeão Gaúcho
2000 - Campeão do Campeonato Metropolitano
2001 - Campeão do Campeonato Internacional (Buritama/SP)
2001 - Campeão Metropolitano
2001 - Campeão da Rio Negrinho (SP)
2001 - Campeão Cajamar (SP)
2003 - Campeão Gaúcho
2003 - Campeão Metropolitano

Seleção de 12 anos

1997 - Campeão da Copa Melita (RS)
2001 - Campeão da Copa Internacional (Buritama/SP)
2001 - Campeão Metropolitano
2002 - Campeão da Copa Internacional de Flores da Cunha (RS)
2003 - Bi-Campeão da Copa Internacional de Flores da Cunha (RS)
2003 - Campeão Metropolitano

Seleção de 11 anos

1999 - Campeão do Campeonato Metropolitano
2000 - Campeão Gaúcho
2000 - Campeão do Campeonato Internacional (Buritama/SP)
2000 - Campeão do Torneio de Inverno do Alegrete
2001 - Bi-Campeão do Campeonato Internacional (Buritama/SP)
2002 - Campeão do Torneio Sesc (RS)
2003 - Campeão Gaúcho

Seleção de 10 anos

1996 - Campeão do Campeonato Metropolitano
1998 - Campeão da Copa Melita
2000 - Campeão Gaúcho
2000 - Campeão do Campeonato Metropolitano
2001 - Campeão do Campeonato Internacional (Buritama/SP)
2002 - Campeão Metropolitano
2003 - Bi-Campeão Metropolitano

Categoria Futebol Feminino:

1996 – Campeão da Liga Canoense
1996 - Campeão Citadino de Porto Alegre
1997 – Campeão da Copa Sesc
1997 – Campeão do Torneio Início
1997 – Campeão Gaúcho
1998 – Campeão da Copa Sesc
1998 - Bi-Campeão Gaúcho
1998 – Campeão Metropolitano de FutSal
1999 – Tri-Campeão Gaúcho de forma invicta
2000 – Campeão da Copa Sul, em Maringá
2001 – Bi-Campeão da Copa Sul
2001 – Campeão da Copa Cidade de Gravataí
2003 - Campeão da Copa Sul
2003 - Penta Campeão Gaúcho de Futebol
2003 - Tri-Campeão da Copa Sul
2003 - Tri-Campeão Municipal - Não Federadas
2003 - Campeão do 39º Jirgs - Futsal
2003 - Campeão Municipal Juvenil - Futsal
2003 - Bi-Campeão Municipal Adulto - Futsal

Futebol de Salão (FUTSAL):

Octa Campeão Estadual (1976, 77, 78, 88, 89, 90, 98, 2001)
Primeiro Campeão da Liga Nacional (1996)
Campeão do Mundial Interclubes (1997)
Campeão da Taça Brasil (1999)
Campeão Sul-Americano (2000)
Campeão da Copa Tramandaí (2000)
Bi-Campeão Estadual Juvenil (2000-2001)
Bi-Campeão Estadual Infantil(2000-2001)
Campeão da Taça Brasil Juvenil (2002)


terça-feira, março 23, 2004

Celeiro de Ases

Nélson Silva (1957)

Glória do desporto nacional
Oh, Internacional
Que eu vivo a exaltar
Levas a plagas distantes
Feitos relevantes
Vives a brilhar
Correm os anos, surge o amanhã
Radioso de luz, varonil
Segue tua senda de vitórias
Colorado das glórias
Orgulho do Brasil
O teu passado, Alvi-Rubro
É motivo de festas em nossos corações
O teu presente diz tudo
Trazendo a torcida
Alegres emoções
Colorado de ases celeiro
Teus astros cintilam num céu sempre azul
Vibra o Brasil inteiro
Com o time do povo do Rio Grande do Sul



bração...
Um monte de emoções...

Puxa!!! Os primeiros posts do Alessandro são repletos de emoção... caro amigo, saiba que a tua estadia aqui nos foi de um imenso prazer.. indiscritivel.. excetuando-se o hino gremista.... é claro...

se te enteguei as chaves da casa, que de fato não é nem minha, foi, como sempre lhe disse, por sentir que existe algo maior entre nós nessa nossa amizade... que não sei explicar..

sinto imensa saudade da tua presença.. que me foi constante nos dias de trabalho e no retorno à casa querida... és como um irmão mais novo, e gostei imensamente da tua presença...

se fostes aqui educado a não parecer gringo, parece-me que aprendestes bem.. de fato, poucos acreditaram que vc fosse mesmo estrangeiro.. e, graças à Cla vc não deu uma de gringo por aqui...lembra o que disse Rejane quando estávamos em Ipanema indo até a Toca do Vinícius Vc parece até carioca ... eheheheh

Bom.. era isso....

um grande abraço...

segunda-feira, março 22, 2004

PROMESSA

Amanhã vou pegar as revelações dos primeiros três filmes: fico muito emocionado! Mesmo porquê não sei quais são, com exeção de um que sei que é o último.
Mas antes devo cumprir promessa. Na minha vida só não cumpri duas promessas: uma pode ainda ser cumprida, da outra eu fui "liberado" da pessoa que me fez fazer a promessa. Posso então deizer que compri todas?
De qualquer modo....Prometi ao Nêodo que o primeiro "texto de canção" que eu ia escrever depois da minha volta era um hino por um time de futebol.
Mas antes algumas pequenas explicações....rs....
O "Grupo Carioca" ainda não esqueceu que a meta original da minha viagem deveria sêr Porto Alegre. Tanto o Nêodo quanto a Cla não perderam ocasião de falar mal dos gaúchos: muito era só pra me sacanear, mas sempre procurei defender o Rio Grande do Sul. Lembro bem a Cla quando via que eu ficava deslumbrado com as maravilhas cariocas: "...eu vou para Porto Alegre...para São Paulo...para Minas..." com a sua teatralidade carioca que só por isso valeu a minha viagem no Rio. O Nêodo acrescentou que os piores gaúchos eram os gremistas. Aí não! Sim, sou Flamenguista mas não me toquem o Grêmio! Então prometi que a primeira letra que eu ia escrever era o hino ao tricolor dos Pampas. Com a bandeira gaúcha numa mão e à gremista na outra (e Rio de Janeiro no coração) vem aí o

HINO DO GRÊMIO
(Lupicínio Rodrigues)

Até a pé nós iremos
Para o que der e vier
Mas o certo é que nós estaremos
Com o Grêmio onde o Grêmio estiver.
Cinquenta anos de glória
Tens imortal tricolor
Os feitos da tua história
Canta o Rio Grande com amor
...
Nós como bons torcedores
Sem hesitarmos sequer
Aplaudiremos o Grêmio
Aonde o Grêmio estiver
...
Lara o craque imortal
Soube o teu nome elevar
Hoje com o mesmo ideal
Nós saberemos te honrar
...


Tadinho do Nêodo: enquanto tem simpatias Fluminense e Colorada, só viu o Fla e o Grêmio levantar taças de campeões mundiais....rs...rs...

MAIS BONITO

As pessoas que me encontraram depois da minha volta me acharam mais bonito: mais alegre, mais feliz com a vida, olhar em chama....
Será que no Rio de Janeiro achei um bom medicamento? Com certeza, achei um(a) ótimo(a) doutor(a)...

Rio de Janeiro...Rio Grande do Sul...Minas...Sampa...BRASIL!!

Abraços,
Alê

domingo, março 21, 2004

PENSAMENTOS GERAIS

Antes de comentar alguns fatos que me acompanharam nos meus dias cariocas (coisa que acontecer? quando vou ter as fotos na mão, então tem que ter paciência), quero escrever alguns pensamentos gerais.
O que eu tenho no coração? Principalmente a amizade das pessoas que encontrei, a confiança delas em mim.
Antes de tudo quero dizer que eu para elas no máximo era um semi-desconhecido. Para as donas da casa Therezinha e Juliana sem o "semi": desconhecido mesmo! Mas elas aceitaram a minha presença quase desculpando-se que não poderiam fazer mais. Mas qual era o "mais"? Mais disso? Aceitar um monte de incomodações pra hospedar um ilustre desconhecido vindo de longe ? o mais do mais do mais do mais...
Primeiros minutos da minha visita: Nêodo me entrega as chaves da casa. As chaves da casa! Fiquei quase espantado por isso!! Queria dizer a ele: olha, que você não me conhece, come pode me entregar as chaves?? Ele me deu, sem pedir "curriculum vitae", o passaporte da casa dele (que além do mais não é dele). "fique à vontade", palavras que aprendi e que tenho no meu coração...
E que dizer da Cla? Foram vários momentos sozinhos: e seu fosse um "cara de mal"? (não sei como dizer mas espero de ser intendido). Também ela não me conhecia muito. Oh, Cla!! Não sei se todas as cariocas são como você é: com certeza todas as mulheres, no mundo inteiro, deveriam ser como você é. Ou pelo menos espalhar a alegria que você espalha com a sua teatralidade nos gestos, palavras e...risada! Acho que você seja o melhor remédio contra a tristeza. E a coisa linda foi que ela disse que são os italianos que falam cantando...
Quem me surpreendeu foi a Pouly: ela sim que não me conhece!! Só por comentários lá no Penicilina. E não foi que me hospedou na casa dela pra passar uma noite assim que na manhã seguinte eu pudesse ir cedo à praia com a Cla? Mas que coração têm esses amigos meus? Fiquei pensando que não mereço tudo isso: que confiança que têm! E a mesma Pouly pediu desculpas porque não foi muito presente...Pouly: você devia trabalhar, que desculpas? Um beijo pra você que além de tudo eu não pude nem saudar.
E os professores da Unigranrio? Falando comigo como se fosse um velho amigo!
Uma das colegas do Nêodo (como de costume não lembro o nome mas acho alguma coisa parecida a "Rifane" ] comentário do Nêodo = [é REJANE]) quase chorou (ou chorou mesmo?) no momento da despedida porqu? ela não teve a possibilidade de me conhecer melhor pra falar de Mpb da qual ambos gostamos muito.
Com certeza esqueço muitos que encontrei e conheci por poucos minutos, colegas de trabalho (Reginaldo...rs..) ou pessoas ligadas aos amigos (pais, irmãos, amigos deles) mas tenho o coração cheios das emoções que todos vocês me deram, todo o carinho e amor que com certeza eu não soube devolver.
Ao voltar na Itália, em Florença (não em Milão onde eu desembarquei diretamente de um país estrangeiro, mas em Florença mesmo) um dos policiais do corpo da "guardia di finanza" me perguntou de onde eu vinha. Eu disse de Milão mas o ponto de partida era Rio de Janeiro, Brasil. Com o seu jeito típico de "carcamano" (carcamano mesmo), seu ar de superioridade, ele quis saber tudo: onde fui, quantos dias, e ao meu "nada a declarar" com o seu ar de superioridade ainda mais superior me disse: "Então você quer me fazer crer que foste ao Brasil e não trouxe nem um souvenir?" Respondi que comprei livros, cd's... "Tá bom", me respondeu o cara, broncando...
Bentornato in Italia, Alê!! (era isso mesmo?)

Com saudade de todos vocês, de todos os lugares, de todo o que não é gringo,
Alê.

(upgrade por Nêodo em 23 de março de 2004 as18:01 hs)

quinta-feira, março 18, 2004

Uma do Millôr... env iadopor Cris Fernandes....

HighTechPor Millôr Fernandes

Na deixa da virada do milênio, anuncia-se um
revolucionário conceito de tecnologia de
informação, chamado Local de Informações Variadas,
Reutilizáveis e Ordenadas - L.I.V.R.O.

L.I.V.R.O. representa um avanço fantástico na
tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos,
pilhas. Não necessita ser conectado a nada nem
ligado. E tão fácil de usar que até uma criança
pode operá-lo. Basta abri-lo!

Cada L.I.V.R.O. é formado por uma seqüência de
páginas numeradas, feitas de papel reciclável e é
capaz de conter milhares de informações. As
páginas são unidas por um sistema chamado lombada,
que as mantém automaticamente em sua seqüência
correta.

Através do uso intensivo do recurso TPA -
Tecnologia do Papel Opaco, permite que os
fabricantes usem as duas faces da folha de papel.
Isso possibilita duplicar a quantidade de dados
inseridos e reduzir os seus custos pela metade!
Especialistas dividem-se quanto aos projetos de
expansão da inserção de dados em cada unidade. É
que, para fazer L.I.V.R.O.s com mais informações,
basta usar mais páginas. Isso porém os torna mais
grossos e mais difíceis de ser transportados,
atraindo críticas dos adeptos da portabilidade do
sistema.

Cada página do L.I.V.R.O. deve ser escaneada
opticamente, e as informações transferidas
diretamente para a CPU do usuário, em seu cérebro.
Lembramos que quanto maior e mais complexa a
informação a ser transmitida, maior deverá ser a
capacidade de processamento do usuário.

Outra vantagem do sistema é que, quando em uso, um
simples movimento de dedo permite o acesso
instantâneo à próxima pagina. O L.I.V.R.O. pode
ser rapidamente retomado a qualquer momento,
bastando abri-lo. Ele nunca apresenta "ERRO GERAL
DE PROTEÇÃO", nem precisa ser reinicializado,
embora se torne inutilizável caso caia no mar, por
exemplo. O comando "browse" permite acessar
qualquer página instantaneamente e avançar ou
retroceder com muita facilidade. A maioria dos
modelos à venda já vem com o equipamento "índice"
instalado, o qual indica a localização exata de
grupos de dados selecionados.

Um acessório opcional, o marca-páginas, permite
que você acesse o L.I.V.R.O. exatamente no local
em que o deixou na última utilização mesmo que ele
esteja fechado. O compatibilidade dos marcadores
de página é total, permitindo que funcionem em
qualquer modelo ou marca de L.I.V.R.O. sem
necessidade de configuração. Além disso, qualquer
L.I.V.R.O. suporta o uso simultâneo de vários
marcadores de página, caso seu usuário deseje
manter selecionados vários trechos ao mesmo tempo.
A capacidade máxima para uso de marcadores
coincide com o número de páginas.

Pode-se ainda personalizar o conteúdo do
L.I.V.R.O., através de anotações em suas margens.
Para isso, deve-se utilizar um periférico de
Linguagem Apagável Portátil de Intercomunicação
Simplificada - L.A.P.I.S.

Portátil, durável e barato, o L.I.V.R.O. vem sendo
apontado como o instrumento de entretenimento e
cultura do futuro. Milhares de programadores desse
sistema já disponibilizaram vários títulos e
upgrades utilizando a plataforma L.I.V.R.O.
Fim de uma visita... início deuma grande amizade... real...



é isso aí mesmo... o Ale está indo embora ... não se sabe quando voltará; talvez em agosto.. mas, daí, para São Paulo... então, fica a SAUDADE...o alemão sabe disso... agora ele sabe..

na verdade o Ale não é alemão, é italiano, mas como ele mesmo disse, seu modo meio frio de não demonstrar os sentimentos o torna meio alemão... não sei se os alemães são assim mesmo.. mas se ele diz... então é...

Alê... saiba que aqui você será sempre bem vindo... fique em casa.. como se fosse a tua...

bração...
Recebi por email... e reproduzo aqui, pois o artigo nos faz refletir um pouco mais sobre o poder legislativo e como podemos contribnuir para faze-lo funcionar...

Jornal da Tarde, 10/03/2004.



O Legislativo em transformação

Marco Aurélio Nogueira



Todo início de ano político joga luz sobre o Poder Legislativo. Salvo quando o recesso parlamentar é suspenso, a política só começa mesmo quando deputados e senadores entram em cena. A democracia, a rigor, não pode funcionar sem um Legislativo forte e atuante.

O quadro geral, porém, contrasta e relativiza essa tendência: o Poder Executivo insiste em tomar decisões a toque de caixa, por temor de não conseguir governar, aumentam as pressões em favor da democracia direta e o Legislativo parece claudicar. A representação ficou emparedada.

A “sociedade da informação” se afirma impelida pela velocidade, a inovação tecnológica cria novidades contínuas e facilita enormemente o processamento de informações, a globalização unifica mercados e enfraquece os Estados nacionais. O poder efetivo – consubstanciado nas decisões econômico-financeiras transnacionais – escapa da política, que passa assim a operar sem muita eficácia. A sensação é de que políticos, rotinas parlamentares e governos são impotentes ou inúteis diante da força dos fatos e dos grandes interesses econômicos.

A imagem que a opinião pública tem do Parlamento é tendencialmente negativa. O decisionismo do Executivo agrava ainda mais os efeitos das “irracionalidades” existentes no sistema político, da fragilidade e do despreparo técnico da classe política, da espetacularização que esvazia a política de sentido cívico. Hoje, o Poder Legislativo está submetido a um complexo conjunto de pressões e desafios, provenientes do próprio processo de reorganização da vida contemporânea e sobretudo de sua tradução brasileira, onde globalização e inovação tecnológica acelerada se misturam com uma questão social que não parece ter limites. O Legislativo tornou-se, ele também, um “ambiente” carregado de demandas e às voltas com complicados problemas de organização, funcionamento e desempenho. Quando posto diante de temas polêmicos e estratégicos, parece enfartar. Não deixa de funcionar e nem de cumprir um papel de relevo, mas “sofre” para fazer isso.

As dificuldades do Legislativo provêm tanto das mudanças que ocorrem na base da sociedade e no modo de vida, quanto das transformações por que passa a democracia contemporânea. De uma representação política baseada em partidos e eleitores fiéis, estamos transitando para uma representação de novo tipo, na qual o “público” joga o papel principal. Grupos, interesses e opiniões pressionam por participação e cobram agilidade e soluções dos parlamentares. Os eleitores são, hoje, mais informados, mais instáveis, mudam de opinião com rapidez, são menos leais aos políticos. O Poder Legislativo nem sempre consegue operar em sintonia com a sociedade.

O Instituto do Legislativo Paulista foi criado pela Assembléia Estadual de São Paulo com o objetivo principal de organizar atividades para aumentar o preparo e a competência de seus quadros, tanto os parlamentares quanto os de assessoria e suporte. Tem dialogado e interagido com as universidades públicas estaduais, buscando parceiros, idéias e sugestões. É um caminho promissor. Desde o final de 2002, a Universidade Estadual Paulista (UNESP) tem participado intensamente dessas atividades, procurando contribuir e auxiliar a Assembléia nessa que é, sem dúvida, uma iniciativa digna de todo apoio. Agora, no mês de fevereiro, a própria UNESP deu início a um Curso de Especialização em Governo e Poder Legislativo, com duração de 420 horas, que deverá se estender até meados de 2005, para uma turma de 50 participantes.

A melhoria contínua da qualificação técnica, ética e política dos quadros do Poder Legislativo é fundamental para o bom funcionamento da democracia representativa em qualquer lugar do mundo, e portanto também no Brasil. A “classe política”, o Estado e a sociedade só têm a ganhar com isso.

Mais preparo técnico e político não garante tudo, é evidente. A recuperação plena do Poder Legislativo depende de como avançará a reforma do sistema político. Quanto mais democrática e criteriosa for essa reforma – quanto mais ela estiver aberta para a sociedade civil e os interesses da maioria --, mais o Legislativo será valorizado e se recolocará de modo ativo na vida brasileira. Sistemas, porém, não agem por moto próprio. Depende de idéias e pessoas. Um “novo” sistema político só produzirá efeitos positivos se encontrar bons profissionais que o implementem e façam funcionar.

domingo, março 14, 2004

Maraca...

Hoje fomos, Alê e eu, ao Maracanà, assitir ao jogo entre o Botafogo e o Flamengo, time do coração do amigo italiano... pena, deu azar, o Botafogo meteu 1 a zero.. foi um gol de letra... pena que no estádio não tem replay.. ehehehe...

Mas, em todo caso, o menino ficou arrepdiado com as torcidas.. ficamos bem no mei delas, de um lado a Raça Rubro-Negra e do outro a Torcida Jovem... não teve pancadaria, só um momento de tensão quando alguns integrantes da Fúria (Botafoguense) estiveram por perto...

Foi uma emoção e tanto.. no final, foi bom...

bração...
SAUDADE

Estar aquí e não escrever nada? Impossível!!
O que eu vi, vou escrever mais tarde..na Itália. Se alguem quer saber os meus sentimentos posso só dizer uma coisa: agora sei o que quer dizer a palavra saudade. Não dá pra ler nos dicionários, e' só ouvir a mistura de dor e alegria que aperta o coração quando penso numa coisa. Vocês estão pensando que tenho saudade da Itália? Estão errando: eu tenho saudade do Brasil ainda morando no Brasil. Porquê nada do que está aquí eu posso levar lá. Poderia comprar coisas de gringo ou não. Do que eu gosto, nada posso levar: só a lembrança.
O meu jeito alemão de não demonstrar as emoções pelo momento deu certo. Mas podem crer que ate'hoje, todos os dias foram emoções só.
Muito obrigado, povo carioca!

Bjs e abraços,
Alê

sábado, março 13, 2004

Semana corrida...

por aqui as coisas continuam com aquele ritmo acelerado de sempre.. alem dos afazeres de todo o dia, o nosso amigo italiano está por aqui, então, como disse a clarice, ,estamos tendo uma semana de grringo.. e estamos adorando isso.. eheheh

Bom, o Alê tem feito alguns passeios bons e outros nem tanto.. os bons ficam por conta da Clá, e os nem tatnto, de minha parte.. levar o italiano para passeaar em Silva Jardim não parece ser um bom progrrama, mas, fazer o que.. tenho que trabalhar... mas mesmo assim, arrumamos tempo para conhecer alguns lugares pitorescos... como a Biblioteca Nacinal, ,o Outeiro da Glória, a Catedral, o largo da carioca, as ruas da Lapa, e a Baixada Fluminense... esse passeio o Alê ficou meio apreensivo, mas tudo no normal, só uns tirinhos entre polícia e trraficantes e uns 10 mortos, nada fora do normal... ehehe, é o Rio!!!

além disso, ,os fatos na Espanha assutam um pouco, afinal, se temos aqui bala perdida, lá eles tem bomba com remetente e destinatários certos... cpisa chocante a imagem que circulou por aqui e, as opiniões, as mais diferentes possíveis, uns dizendo ser culpa deles mesmos por terem apoiado os EUA na guerra contra o Iraque e o Afeganistão, outros, condenando o terrorismo.. eu, de minha parte, acuso os dois.. !!!

bração...

domingo, março 07, 2004

Turista com jeitinho brasileiro....


Chegou.. e já chegou mostrandoo seu jeito brasileiro de ser... as datas e horários marcados não foram respeitadas, o Alê deu o jeitinho e chegou com quase duas horas de antecedência.. é.. um jeitinho brasileiro à italiana, prá~menos, e não pra mais... fosse um brasileiro, certamente chegaria com atraso....

Pois chegou adiantado e pegou todos de surpresa! E, hilário, a Clá, que chegou as 10 e 30 teve a felicidade de sentar-se bem ao lado dele no aeroporto à espera dele... não presenciei a situação, mas pareceu-me, pela história, coisa hilariante... dois estranhos, que se esperavam, olhando um para o outro e perguntando-se: será que é ele (a)??? É... não é.. ficam assim quase meia hora.. depois é que o Alê se aproxima e faz a pergunta:
- você está esperando alguém que vem da Itália? .... com seu protuguês claríssimo????

é ou não hilário???

Bom, oso dois foram para um city tour, e ainda não voltaram.. nós almoçamos juntos e depois form conhecer a cidade...

amanhã, vamos visitar o centro histórico.. e algumas coisas mais..

Alê já está aqui... e estamos gostando disso!!!

Seja BEM VINDO Alê!!!

bração...

sexta-feira, março 05, 2004

MENSAGEM PARTICULAR...PÚBLICA

Como o meu correio eletrónico tem algum problema, tenho que usar este espaço pra escrever uma mensagem que eu gostaria de escrever por e-mail.
Tenho que dizer ao "Grupo Carioca" que não há mudanças de horário. Só no dia da volta, o avião Rio-Sampa vai largar 5 minutos antes (11:10 no lugar das 11:15, se não me engano). O único problema que posso enfrentar serão as fortes chuvas e a neve que estão previstas justamente por amanhã em Florença e Milão. Se os vôos serão atrasados ou anulados, vou fazer todo o possível pra ligar ao Nêodo e dizer a notícia ruim.
O horário da largada será às 18:20 de Florença (14:20 horário de Brasília) e 21:50 de Milão (17:50). O resto o Nêodo já sabe, também os números dos vôos.
Estou um pouquinho nervoso por causa do mau tempo, mas espero que tudo vá direitinho.
Que dizer?
Tô chegando....

Até breve, esta vez de verdade,

Com muita emoção, alegria, medo (que nunca desaparece...rs....) e vontade de já estar com vocês,

Alê (Alessandro David Andreini)

quinta-feira, março 04, 2004

1980

Eh...como já sabem muito bem os leitores deste blog (aos quais da minha vida nada interessa, mas eu só posso escrever dela...), o 1980 é o ano em que eu descobri o Brasil.
Estava lá diante da televisão a cores, novidade da minha casa, olhando cartoons japoneses ma estava um pouco chateado...mudei de canal e...lá vem o Brasil!!
Mascarado de jogo de futebol, o Brasil chamou a minha atenção: Ale, vem me descobrir...
Depois disso, o futebol continuou a ser a máscara da Terra Brasilis. Esta vez me disse, sempre baixinho: Ale, vem me AMAR.
Os dois promeiros jogos, as duas primeiras máscaras foram:
América x Vasco da Gama
Flamengo x Botafogo
Agora, por favor, vejam a tabela do carioca 2004. Domingo 14 de março, o que tem em cartaz? América x Vasco, Fla x Bota....Fico sem palavras....
E é deste ano esta canção que a dupla Toquinho-Vinícius de Moraes escreveu a canção que vou citar neste posting. Por sinal, a dupla foi a máscara com que a Terra Brasil me pediu em casamento. E acetei...

SAMBA PRA ENDRIGO
(Toquinho - Vinícius de Moraes, 1980)

Quando eu chego ao Rio
Eu me arrepio de ver tanta coisa linda
Solta no ar
Eu que vim do frio
Me delicio
A ponto de ter vontade de não voltar
Cada um na rua
É um rei na sua maneira tão popular
Sou tão batuqueiro
Quanto qualquer tocador de pandeiro é
Sou tão mandingueiro tão brasileiro quanto
Um cidadão qualquer
Mas afinal até que eu não sou mau de bola
Mas não sei sambar na escola
Nem sou bom de ginga não
Mas a questão para mim
É que ser sambista
É mais do que um passista
Bem mais do que um folião

quarta-feira, março 03, 2004

SAMBA DO AVIÃO

Nêodo, na verdade já chorei. E quando falo em chorar, falo em lágrimas...Sim, pensando em tudo o que você está fazendo...Sabe o que pode escrever no aeroporto? "ALÊ", simplesmente.
Alessandro David Andreini volta do exílio...Estou esagerando? Pode ser. O meu exílio é um exílio "dourado". Eu gosto muito dos lugares onde nasci e moro. Ao meu redor, há pessoas felizes em saber que eu venho, outras tristes até chorando. Do outro lado do mundo há pessoas que estão sacrificando eles mesmas e as suas famílias pra me receber. Será que eu não sou tão ruim assim como eu penso se há tantas pessoas com estes sentimentos?..rs...
O que eu espero do Brasil? Nada...no sentido que ver coisas ao vivo depois que eu vi milhares de vezes por postais, vídeos etc, vai me dar uma emoção enorme que nem quero pensar!! Mas não é a paisagem, o monumento...não...Mesmo por aquí há coisas lindíssimas, mesmo se diferentes claro! O que eu queria aprender é a humanidade dos brasileiros: olha o Nêodo. Ele não me conhece, uma só vez nós ouvimos por telefone. Eu nunca teria a coragem de dizer pra ele se me podia ajudar numa minha viagem (hospedar, nem falar). Sem eu pedir, ele abriu pra mim a sua casa. Na Itália tudo isso seria quase impossível. Eu, que sou uma pessoa reservada, quero aprender um pouquinho desta "brasilidade". Doze dias não vão me mudar de vez, mas gostaria de aprender mais o jeito brasileiro de viver. Choro, choro...ao me imaginar quem me vai receber, ao imaginar quando vou ver o Maraca, ao ver coisas que nem imagino estar lá. Será que todas as minhas lágrimas rolaram e não ficou mais uma? Seria melhor: não deve ser um bom espetáculo ver um homem chorando como um menino. Chorando de emoção, chorando pra ver que as coisas que estão acontecendo são reais.

GRUPO PAULISTA

Sampa se está organizando! Rogério e Robson me querem lá em São Paulo. Estão meios zangados porquê venho no Rio e não em Sampa! Ah, se haverão dois dias em que tanto o Nêodo quanto a Cla vão trabalhar muito, eu poderia ir lá...Onibus?...rs... Mas o Rio será a minha casa.
Vejam só: onde vou, faço alguém zangar! Rio x Sampa, Sampa x Rio: o resultado é Brasil!

AVIÕES
E o meu famoso medo do avião? Ah, aquele fica! E o aeroporto? Ah, aquele fica! Uma pessoa me disse que o aeroporto de Guarulhos mete medo de tão grande...Vou me perder lá..rs...
Mas todos estes medos são menores da emoção em ler que o Nêodo está comprando "roupa" nova pela casa....Pra mim...pra mim...
Isto é emoção, emoção pura. Deixo a minha família pra achar a minha família...Como faço a não chorar?

Com todo o amor que houver nesta vida,
Alê
Fazendo as malas...

é isso aí, neste momento o Ale deve estar finalizando suas malas paa a viagem de sábado... destino: BRASIL!!!!

Fico aqui imaginando como ficará esse italiano que ama o Brasil mas que nunca aqui esteve... já pensou? Sei lá.. deve ser alguma coisa impressionante.. imagino que deve até chorar quando estiver sobrevoando teritório brasileiro.. imagine quando sobrevoar o Rio de Janeiro (pois SAMPA é só cimento... )

VEr as praias do alto é maravilhoso.. e a VARIG deve fazer algum voo no qual se possa ver bastante...

Ao chegar ao Rio, estarei lá no Galeão esperando.. não sei se devo levar um papel com o nome: Mrs. Andreini... escrito , que acha disso?

bom.. estamos por aqui também preparando as acomodações... estive ontem comprando lençóis, endredons, toalhas.. esssas coisas que vai ser preciso... o mais, vemos depois...

Té lá....

bração...

O tempo não apagou o que não terminou

O dia amanheceu cinzento, chuvoso e frio. Ainda assim, a certeza de que, em algum lugar longe daqui, você pensa em mim acalenta minha alma e...