Política do Terror...ou seria outra coisa?
Hoje o Rio de Janeiro amanheceu sob o signo do terror político... Ondas de boataira sobre suposto ordenamento do Tráfico para que a cidade parasse alastraram-se pela cidade, de norte à sul.
A mídia, como de praxe, encarregou-se de transformar o boato em "notícia", contribuindo para o crescimento do pavor, do pânico.
Bancos, lojas, escolas e universidade fecharam suas portas num sinal claro de desnorteamento sem saber ao certo no que acreditar.
Seriam ações políticas desejosas de reverter os caminhos, já delineados, do quadro político sucessório do estado? Ou seria uma ação desesperada do "crime organizado" numa tentativa de mostrar ao aparto estatal de que "ainda" vive?
Não se ao certo o que isso significa. Mas, com certeza o boato transtornou a vida de todos os cidadãos cariocas e fluminenses.
Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo foram as cidades mais afetadas pelo ocorrido. Dividendos políticos do fato foram possíveis de perceber na propaganda política de hoje à noite.
A governadora Benedita da Silva, com o maior índice de rejeição (diz a mídia) aproveita o momento para aparecer em edição extraordinária, num pronunciamento ao estado, a fim de tranqüilizar a população e dizer o que pensa do ocorrido. O Estado, de fato, sente-se num momento de fraqueza crônica, demonstrando sua inépcia para tratar do caso. César Maia, prefeito do Rio, aproveita para dar um empurrazinho à campanha de sua apadrinhada, Solange Amaral, que aparece na rabeira das intenções de voto, no emaranhado que é a segunda posição, tendo três candidatos "empatados" tecnicamente, como gostam de dizer os estatísticos.
Afinal, o que isso poderia significar? Assim, de imediato só posso pensar: Boatos, com nítidos contornos políticos.
Não se viu, efetivamente, nenhuma ação do crime organizado, nem bonde, nenhum arrastão, nenhum tiroteio (a não ser o já considerado normal, como foi o caso da revolta de populares em bairro de São Gonçalo - mas isso é outro caso), nada que pudesse indicar uma possível orquestração do comando do tráfico, de Fernandinho Beira Mar, de Elias Maluco, do Terceiro Comando ou do Comando Vermelho.
Só nos resta esperar para ver o que acontece na calada da noite...
bração.
Diário Virtual Coletivo - Cotidianas Escritas por: Nêodo N Dias Jr. Bem Vindos!
segunda-feira, setembro 30, 2002
domingo, setembro 29, 2002
Uma das canções que acompanharam os italianos durante o verão (e também neste começo de outono), é "O Paraíso do Mundo" do grupo Costarica que tem como cantora Ana...não lembro. Passou uma multidão de vezes em todos os tipos de rádio: é uma espécie de Bossa 'n drums, uma coisa assim. Gostei bastante, só que de vez em quando surgem esses grupos do nada, e do nada vão desaparecer. Lembro dos "Kaoma" com a Lambada nos anos '80. Assim os "estrangeiros" lembram deles e não conheçam Jobim...Quem está tornando-se "cult" é o Caetano Veloso: reportagens na TV, concerto, sempre na TV...
Este verão o "carro fumacê" passou também por aquí: na Itália apareceu um mosquito que foi batizado "zanzara tigre". E apareceu o carro...
Abraços aos recém-nascidos,
Alessandro.
Este verão o "carro fumacê" passou também por aquí: na Itália apareceu um mosquito que foi batizado "zanzara tigre". E apareceu o carro...
Abraços aos recém-nascidos,
Alessandro.
sábado, setembro 28, 2002
Arthur e Heitor....
Chegaram, finalmente ... principalmente Arthur.. são os filhos (Gêmeos) do meu mano caçula Nilo.... nasceram dia 25 de setembro... ainda não os conheço, mas Nilo promete enviar fotos breve..
Arthur é o nome de um filho que eu gostaria de ter, sempre chamei meus sobrinhos por esse nome, agora, Nilo decidiu (talvez não por isso) dar o nome aofilhão dele... legal.. gostei muito.. será que é o mesmo??? [para os espíritas....???]
Verônica...
Verônica seria o nome de uma filha que queria.. (já tenho a Flávia.. que adoro!!!).. mas espera ter uma outrra com esse nome.. então, quando nasciam sobrinhas, mesma coia, tasa o nome nelas... Alice, filha da Michele, foi chamada de Verônica por muitos anos... agora, Michele está novamente esperando um filho.. ainda não sabemos se é menino ou menina, mas se or menina, espero que se chame Verônica..
é... se eu não as tenho, elas vem de outra forma.. né mesmo???
bração....
Chegaram, finalmente ... principalmente Arthur.. são os filhos (Gêmeos) do meu mano caçula Nilo.... nasceram dia 25 de setembro... ainda não os conheço, mas Nilo promete enviar fotos breve..
Arthur é o nome de um filho que eu gostaria de ter, sempre chamei meus sobrinhos por esse nome, agora, Nilo decidiu (talvez não por isso) dar o nome aofilhão dele... legal.. gostei muito.. será que é o mesmo??? [para os espíritas....???]
Verônica...
Verônica seria o nome de uma filha que queria.. (já tenho a Flávia.. que adoro!!!).. mas espera ter uma outrra com esse nome.. então, quando nasciam sobrinhas, mesma coia, tasa o nome nelas... Alice, filha da Michele, foi chamada de Verônica por muitos anos... agora, Michele está novamente esperando um filho.. ainda não sabemos se é menino ou menina, mas se or menina, espero que se chame Verônica..
é... se eu não as tenho, elas vem de outra forma.. né mesmo???
bração....
segunda-feira, setembro 23, 2002
Planeta Terra, 21 de setembro de 2002.
================
89 NUNCA MAIS!!!
================
:::: O ALVO LULA
Em ação o mais formidável terror eleitoral desde Collor, contra o único candidato com força nas urnas para encerrar a era FHC de fazer política. Confira nesta edição um pouco do que ainda suspira de imprensa independente no Brasil
::: E A MÁQUINA AVANÇA
Por Bob Fernandes, da CartaCapital
As ações e reações de Fernando Henrique, Nelson Jobim... e, mais uma vez, o embarque da mídia numa candidatura oficial.
http://www.novae.inf.br/midia/sob_suspeita.htm
::: O RETORNO DOS SÓRDIDOS
Por Glauco Faria, da Fórum
Desde Miriam Cordeiro e o sequestro do Abílio Diniz, os métodos do candidato oficial, marketeiros e seus cúmplices nunca levaram a política a patamares tão baixos e degradantes.
http://www.novae.inf.br/midia/sordidos.htm
::: REINVENÇÃO DA POLÍTICA
Por Maria Alzira Brum Lemos
Só o essencial não é notícia, invisível aos olhos da mídia. Essencial é a história. Essencial é a cultura. Um perfil de Lula e do PT sem isenção nem neutralidade.
http://www.novae.inf.br/midia/areinvencao.htm
::: NÃO, OBRIGADO!
A ALCA E O MODO DE VIDA AMERICANO
Por Vanderlei Pequeno Teixeira
Os efeitos da implantação da ALCA, da forma pretendida pelos americanos do norte, serão devastadores sobre as economias do restante do continente. Quito, palco da negociação, deverá ser invadida por militantes de boa vontade de todo o mundo. O modo de vida americano é privativo dos filhos do Tio Sam.
Leia e dissemine o artigo completo:
http://www.novae.inf.br/pequeno/alca_paraeles.htm
(Na foto de capa, Os Waltons, seriado americano dos anos 60 e 70)
=====================
MÍDIA DA PAZ - EVENTO
=====================
NADA É IMPOSSÍVEL DE MUDAR
Iniciativas como a Praça pela Paz Mundial e Imagens da Paz unem inconformistas, utópicos, teóricos, práticos e revolucionários em busca da tolerância entre os homens.
http://www.novaeconomia.inf.br/midiadapaz/index.htm
=========================
O MUNDO, SEGUNDO OS EUA
=========================
Por Carolina Borges, Mikel Amigot , Maurício F. Pinto, Rodrigo Quesada, Nemo Nox
Confira agora o canal Especial:
http://www.nova-e.inf.br/ativismo/mundo_estadunidense.html
===========
DESTAQUES
===========
.:: NOVAE ELEIÇÕES
OS NÚMEROS DA VERDADEIRA "SEGUNDA-FEIRA" DO BRASILEIRO
O futuro não é azul. É vazio se dependermos da criatividade de marketeiros. A Novae dedica essa página aos principais números da economia dos últimos 8 anos e que não devem sair da cabeça do eleitor em nenhuma segunda-feira, até 6 de outubro:
http://www.novae.inf.br/ativismo/segunda_feira.htmlapoios
::: NÃO !!!
Alca, globalização, indústria cultural. Confira o canal da Novae que diz NÃO! à tirania americana sobre os povos da terra.
http://www.novae.inf.br/ativismo/nao.html
.:: PELO BEM DO PLANETA
NOVAE LIVRE É DE SEUS LEITORES
A livre expressão e o não ao monopólio da informação e do conhecimento são direitos inalienáveis para formação do espírito democrático que sustenta a sociedade. A Novae reafirma sua convicção na multiplicidade de idéias e opiniões e, com o ideal livre desse novo leitor conectado, coloca-se como alternativa real de atuação por um painel transparente e contemporâneo para esse debate.
A Novae conta com a sua colaboração espontânea (a partir de R$ 5,00) , pois sua grande força é o grupo de leitores, de amigos, de admiradores e de entusiastas do projeto editorial.
Por um mundo livre de manipulações
http://www.novae.inf.br/apoios/index.htm
.:: CONTATO NOVAE
Para enviar mensagens e conversar com a Revista Novae:
novae@mfn.com.br
www.novae.inf.br - JORNALISMO COM AS PRÓPRIAS MÃOS!Atitude, independência e livre expressão.
Fortaleça a imprensa alternativa: indique a Novae para seus amigos.
Ajude a divulgar esta proposta de Livre Expressão.
Boa semana :-)
bração.
================
89 NUNCA MAIS!!!
================
:::: O ALVO LULA
Em ação o mais formidável terror eleitoral desde Collor, contra o único candidato com força nas urnas para encerrar a era FHC de fazer política. Confira nesta edição um pouco do que ainda suspira de imprensa independente no Brasil
::: E A MÁQUINA AVANÇA
Por Bob Fernandes, da CartaCapital
As ações e reações de Fernando Henrique, Nelson Jobim... e, mais uma vez, o embarque da mídia numa candidatura oficial.
http://www.novae.inf.br/midia/sob_suspeita.htm
::: O RETORNO DOS SÓRDIDOS
Por Glauco Faria, da Fórum
Desde Miriam Cordeiro e o sequestro do Abílio Diniz, os métodos do candidato oficial, marketeiros e seus cúmplices nunca levaram a política a patamares tão baixos e degradantes.
http://www.novae.inf.br/midia/sordidos.htm
::: REINVENÇÃO DA POLÍTICA
Por Maria Alzira Brum Lemos
Só o essencial não é notícia, invisível aos olhos da mídia. Essencial é a história. Essencial é a cultura. Um perfil de Lula e do PT sem isenção nem neutralidade.
http://www.novae.inf.br/midia/areinvencao.htm
::: NÃO, OBRIGADO!
A ALCA E O MODO DE VIDA AMERICANO
Por Vanderlei Pequeno Teixeira
Os efeitos da implantação da ALCA, da forma pretendida pelos americanos do norte, serão devastadores sobre as economias do restante do continente. Quito, palco da negociação, deverá ser invadida por militantes de boa vontade de todo o mundo. O modo de vida americano é privativo dos filhos do Tio Sam.
Leia e dissemine o artigo completo:
http://www.novae.inf.br/pequeno/alca_paraeles.htm
(Na foto de capa, Os Waltons, seriado americano dos anos 60 e 70)
=====================
MÍDIA DA PAZ - EVENTO
=====================
NADA É IMPOSSÍVEL DE MUDAR
Iniciativas como a Praça pela Paz Mundial e Imagens da Paz unem inconformistas, utópicos, teóricos, práticos e revolucionários em busca da tolerância entre os homens.
http://www.novaeconomia.inf.br/midiadapaz/index.htm
=========================
O MUNDO, SEGUNDO OS EUA
=========================
Por Carolina Borges, Mikel Amigot , Maurício F. Pinto, Rodrigo Quesada, Nemo Nox
Confira agora o canal Especial:
http://www.nova-e.inf.br/ativismo/mundo_estadunidense.html
===========
DESTAQUES
===========
.:: NOVAE ELEIÇÕES
OS NÚMEROS DA VERDADEIRA "SEGUNDA-FEIRA" DO BRASILEIRO
O futuro não é azul. É vazio se dependermos da criatividade de marketeiros. A Novae dedica essa página aos principais números da economia dos últimos 8 anos e que não devem sair da cabeça do eleitor em nenhuma segunda-feira, até 6 de outubro:
http://www.novae.inf.br/ativismo/segunda_feira.htmlapoios
::: NÃO !!!
Alca, globalização, indústria cultural. Confira o canal da Novae que diz NÃO! à tirania americana sobre os povos da terra.
http://www.novae.inf.br/ativismo/nao.html
.:: PELO BEM DO PLANETA
NOVAE LIVRE É DE SEUS LEITORES
A livre expressão e o não ao monopólio da informação e do conhecimento são direitos inalienáveis para formação do espírito democrático que sustenta a sociedade. A Novae reafirma sua convicção na multiplicidade de idéias e opiniões e, com o ideal livre desse novo leitor conectado, coloca-se como alternativa real de atuação por um painel transparente e contemporâneo para esse debate.
A Novae conta com a sua colaboração espontânea (a partir de R$ 5,00) , pois sua grande força é o grupo de leitores, de amigos, de admiradores e de entusiastas do projeto editorial.
Por um mundo livre de manipulações
http://www.novae.inf.br/apoios/index.htm
.:: CONTATO NOVAE
Para enviar mensagens e conversar com a Revista Novae:
novae@mfn.com.br
www.novae.inf.br - JORNALISMO COM AS PRÓPRIAS MÃOS!Atitude, independência e livre expressão.
Fortaleça a imprensa alternativa: indique a Novae para seus amigos.
Ajude a divulgar esta proposta de Livre Expressão.
Boa semana :-)
bração.
domingo, setembro 22, 2002
Oi amigos!
Que bom poder voltar a escrever por aí...É que não tenho muito tempo: o diretor da revista pela qual escrevo me pediu de fazer parte da redação virtual. O portal é um dos maiores da Europa no assunto "cultura brasileira". Então, faço isso com nada experiência, mas paixão a todo vapor!! Escrevo isso com, no fundo, um dos "novos" CD que comprei: "Sou de qualquer lugar" da Daniela Mercury. Cresceu, a menina, né? Depois da fase "Axé" agora vai explorar outros tipos de música. Ainda não posso dizer se gosto o não. Acho que melhorou, gostei muito do "Sol da Liberdade", o seu penúltimo: a Axé music não é pra mim, embora foi bom pela alegria que deu e porquê era em português e não caiu no "inglesismo". Outros três são o último do Gilberto Gil, aquele homenageando o Bob Marley, e duas novidades pra mim como Mônica Salmaso (Voadeira) e Badi Assad (Rhythms).
Até logo,
Alessandro.
Que bom poder voltar a escrever por aí...É que não tenho muito tempo: o diretor da revista pela qual escrevo me pediu de fazer parte da redação virtual. O portal é um dos maiores da Europa no assunto "cultura brasileira". Então, faço isso com nada experiência, mas paixão a todo vapor!! Escrevo isso com, no fundo, um dos "novos" CD que comprei: "Sou de qualquer lugar" da Daniela Mercury. Cresceu, a menina, né? Depois da fase "Axé" agora vai explorar outros tipos de música. Ainda não posso dizer se gosto o não. Acho que melhorou, gostei muito do "Sol da Liberdade", o seu penúltimo: a Axé music não é pra mim, embora foi bom pela alegria que deu e porquê era em português e não caiu no "inglesismo". Outros três são o último do Gilberto Gil, aquele homenageando o Bob Marley, e duas novidades pra mim como Mônica Salmaso (Voadeira) e Badi Assad (Rhythms).
Até logo,
Alessandro.
sábado, setembro 21, 2002
Signs.. ou simplesmente SINAIS....
Fui lá.. vi o filme.... coisa de louco meu, como diria o K. brito, meu amigo paulista... mas, de fato, o filme não é assim, digamos, um explodir de bombas e outros mais.. se bem que a tensão do filme sempre nos levar acrer que, agora sim, o Mel Gibson vai sair dando tiro prá todo lado, ou, então, pegar aquela machadinha do "Patriot" e começar a dar machadadazinhas prá todo lado e acabar com os danados dos ET´s...
que nada!! Ledo engano.. o diretor indiano é bom mesmo!! Até faz uma pontinha no filme: é o veterinário que atropela e mata a esposa do padre/marido (Gibson...) - deve ser uma daquelas religiões lá dos americanos do norte... sei lá.. padre e casado? Católico é que não é... maas voltemos ao filme:
O Suspense é do começo ao fim.. ouvesse gritos de terror na sala esfura.. são as pessoas mais impressionadas que se assustam com facilidade.. mas não tive vontade de gritar, nem de sair no meio do filme para ir ao Banheiro e não voltar mais.. fiquei até o fim.. afinal, queria saber como ele (Gibson/Shymalan) iriam por fim na história... supreendente?? Talvez...
Um filme bom.. mas prá médio...
O tema principal é mesmo o da autoconfiança, de Deus (existe/não existe??) coincidências, e outros mais... valeu pela disração...
bração...
PS. música da hora: Zeca Baleiro: Vapor Barato!!!
Fui lá.. vi o filme.... coisa de louco meu, como diria o K. brito, meu amigo paulista... mas, de fato, o filme não é assim, digamos, um explodir de bombas e outros mais.. se bem que a tensão do filme sempre nos levar acrer que, agora sim, o Mel Gibson vai sair dando tiro prá todo lado, ou, então, pegar aquela machadinha do "Patriot" e começar a dar machadadazinhas prá todo lado e acabar com os danados dos ET´s...
que nada!! Ledo engano.. o diretor indiano é bom mesmo!! Até faz uma pontinha no filme: é o veterinário que atropela e mata a esposa do padre/marido (Gibson...) - deve ser uma daquelas religiões lá dos americanos do norte... sei lá.. padre e casado? Católico é que não é... maas voltemos ao filme:
O Suspense é do começo ao fim.. ouvesse gritos de terror na sala esfura.. são as pessoas mais impressionadas que se assustam com facilidade.. mas não tive vontade de gritar, nem de sair no meio do filme para ir ao Banheiro e não voltar mais.. fiquei até o fim.. afinal, queria saber como ele (Gibson/Shymalan) iriam por fim na história... supreendente?? Talvez...
Um filme bom.. mas prá médio...
O tema principal é mesmo o da autoconfiança, de Deus (existe/não existe??) coincidências, e outros mais... valeu pela disração...
bração...
PS. música da hora: Zeca Baleiro: Vapor Barato!!!
Uma visita agradável....
Hoje encontrei um site de uma poetisa que sempre a-do-rei.....
"Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor.
Que tem que ser vivido até a última gota.
Sem nenhum medo. Não mata." .. sabe quem??? clique no link!!! :)
bração
Hoje encontrei um site de uma poetisa que sempre a-do-rei.....
"Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor.
Que tem que ser vivido até a última gota.
Sem nenhum medo. Não mata."
bração
Sites internacionais já anunciam Rodrigo Santoro
em "As Panteras 2" Da Redação
[[descaradamente copiado de Elô]]
O ator Rodrigo de Santoro já está na ficha técnica do filme "Charlies Angels 2: Halo", segundo alguns sites especializados, como o Internet Movie Database (www.imdb.com) e o The Z Review (www.thezreview.co.uk). Seu nome figura ao lado de Cameron Diaz, Drew Barrymore, Lucy Liu e Demi Moore.
Estrela de filmes nacionais como "Abril Despedaçado" e "Bicho de Sete Cabeças", Santoro viajou para Los Angeles para negociar sua participação na continuação de "As Panteras", remake da série dos anos 70, que faturou mais de US$ 125 milhões no mundo todo. De acordo com os sites, ele está cotado para interpretar o vilão Emmers.
No Brasil, Santoro é aguardado no filme "Estação Carandiru", de Hector Babenco, que deve ser lançado no primeiro semestre de 2003.
bração....
em "As Panteras 2" Da Redação
O ator Rodrigo de Santoro já está na ficha técnica do filme "Charlies Angels 2: Halo", segundo alguns sites especializados, como o Internet Movie Database (www.imdb.com) e o The Z Review (www.thezreview.co.uk). Seu nome figura ao lado de Cameron Diaz, Drew Barrymore, Lucy Liu e Demi Moore.
Estrela de filmes nacionais como "Abril Despedaçado" e "Bicho de Sete Cabeças", Santoro viajou para Los Angeles para negociar sua participação na continuação de "As Panteras", remake da série dos anos 70, que faturou mais de US$ 125 milhões no mundo todo. De acordo com os sites, ele está cotado para interpretar o vilão Emmers.
No Brasil, Santoro é aguardado no filme "Estação Carandiru", de Hector Babenco, que deve ser lançado no primeiro semestre de 2003.
bração....
Agora é prá valer!!! Já está nos cinemas...
SIGNS (Sinais)... o novo filme do diretor de "OSexto Sentido"... eu vou hoje...
[[descaradamente copiado de Elô]]
bração...
SIGNS (Sinais)... o novo filme do diretor de "OSexto Sentido"... eu vou hoje...
[[descaradamente copiado de Elô]]
bração...
quarta-feira, setembro 18, 2002
Claudia Teles...
O novíssimo site de Claudinha Telles <<http://www.claudiatelles.mus.br >>, local onde se pode obter diversas informações sobre a vida da artista, ,tais como discogrrafia, biografia, notícias, etc.. e, ainda mais interessante, imagens e midis (poderia ser real player??? ou MP3???) de músicas cantadas péla bela voz de Claudinha, está concorrendo ao prêmio IBest 2002.. já passei lá e votei... vale a pena contribuir para a divulgação da boa música brasileira...
Alessandro, meu amigo italiano, e web-writer aqui do Diário, vai, com certeza, adorar o site...
PS.. a foto acima é dela, , Claudinha... ainda nenen, no colo da mama Silvinha... que bonitinha... :))))
Bração....
Alessandro, meu amigo italiano, e web-writer aqui do Diário, vai, com certeza, adorar o site...
PS.. a foto acima é dela, , Claudinha... ainda nenen, no colo da mama Silvinha... que bonitinha... :))))
Bração....
segunda-feira, setembro 16, 2002
Sobre amigos... de sempre...
Dias destes estava procurando um velho amigo.. daqueles do tempos de outrora.. já havia tentado antes, mas nada conseguia.. mas as coisas só acontecem no seu devido tempo.. por isso esperava...
eis que digitei as palavras "Nelson Morghetti" num mecanismo de buscas...e, supresa minha, lá estava.. em dois sites sobre famílias italianas... ei-lo!! Encontrei-o... !!! Que alegria... há quanto tempo distantes... sempre o tive na mais alta conta.. então.. escrevi, imediatamente, um e-mail ..
Esperei, ,esperei.. mas eis que veio a reposta.. que vai publicada abaixo...
Cmo sempre disse aqui, a Internet, é uma ferramenta efiaz, e que pode ser utilizada de diversos modos... um deles, é claro, o de encontrar amigos perdidos nos caminhos da vida!!!
=================== o email dee resposta...===================
Querido irmão.
Ahhhh, quanto tempo né.
Nada como esse velho companheiro nosso (tempo), para nos deixar cicatrizes marcantes como a saudade dos tempos áureos de nossa juventude, de nossas experiências de vida e das atitudes que tomamos que mudam, da noite para o dia, todo o rumo de nossas vidas.
Cicatrizes de saudades dos nossos inúmeros irmãos que deixamos para trás, no caminho da vida. Claro que ficam para trás fisicamente mas no fundo de nossa alma, num
pedacinho de nosso ser, com certeza, existe um espaço para cada um desses nossos irmãos. Seu espaço em meu coração sempre teve lugar garantido.
Fico contente que vc se tornou um sociólogo.
Rogo à forças divinas que sua nova profissão multiplique no caminho se sua vida, os cidadãos conscientes, cidadãos conhecedores de seus direitos e deveres e que
lutam pela cidadania plena de nosso povo. Única forma que vejo de conseguirmos mudar a situação que nosso povo vem sofrendo. RESGATAR A CIDADANIA é função de todos nós e vc, como Sociólogo, deve ser um multiplicador.
====================================================
Hoje recebi mais um e mais outro.. também do Nelson.. mas estes, por egoísmo meu, irei guardá-los só para mim..
bração...
Alê... nosso italianao...
Alessandro, nosso italiano-brasileiro, ou seria brasileiro-italiano???
Que legal que agora escreves no site.. vou visita-lo... viu só como temos muito mais italianos-brasieliros por aqui.. sem contar do Enrico Neodo, lá em Modena, agoar temos encontrado o Morghetti, que tem raízes italianas, é o máximo!!!
bração...
Dias destes estava procurando um velho amigo.. daqueles do tempos de outrora.. já havia tentado antes, mas nada conseguia.. mas as coisas só acontecem no seu devido tempo.. por isso esperava...
eis que digitei as palavras "Nelson Morghetti" num mecanismo de buscas...e, supresa minha, lá estava.. em dois sites sobre famílias italianas... ei-lo!! Encontrei-o... !!! Que alegria... há quanto tempo distantes... sempre o tive na mais alta conta.. então.. escrevi, imediatamente, um e-mail ..
Esperei, ,esperei.. mas eis que veio a reposta.. que vai publicada abaixo...
Cmo sempre disse aqui, a Internet, é uma ferramenta efiaz, e que pode ser utilizada de diversos modos... um deles, é claro, o de encontrar amigos perdidos nos caminhos da vida!!!
=================== o email dee resposta...===================
Querido irmão.
Ahhhh, quanto tempo né.
Nada como esse velho companheiro nosso (tempo), para nos deixar cicatrizes marcantes como a saudade dos tempos áureos de nossa juventude, de nossas experiências de vida e das atitudes que tomamos que mudam, da noite para o dia, todo o rumo de nossas vidas.
Cicatrizes de saudades dos nossos inúmeros irmãos que deixamos para trás, no caminho da vida. Claro que ficam para trás fisicamente mas no fundo de nossa alma, num
pedacinho de nosso ser, com certeza, existe um espaço para cada um desses nossos irmãos. Seu espaço em meu coração sempre teve lugar garantido.
Fico contente que vc se tornou um sociólogo.
Rogo à forças divinas que sua nova profissão multiplique no caminho se sua vida, os cidadãos conscientes, cidadãos conhecedores de seus direitos e deveres e que
lutam pela cidadania plena de nosso povo. Única forma que vejo de conseguirmos mudar a situação que nosso povo vem sofrendo. RESGATAR A CIDADANIA é função de todos nós e vc, como Sociólogo, deve ser um multiplicador.
====================================================
Hoje recebi mais um e mais outro.. também do Nelson.. mas estes, por egoísmo meu, irei guardá-los só para mim..
bração...
Alê... nosso italianao...
Alessandro, nosso italiano-brasileiro, ou seria brasileiro-italiano???
Que legal que agora escreves no site.. vou visita-lo... viu só como temos muito mais italianos-brasieliros por aqui.. sem contar do Enrico Neodo, lá em Modena, agoar temos encontrado o Morghetti, que tem raízes italianas, é o máximo!!!
bração...
UM MINUTO DE SILÊNCIO
Com certeza você ficou horrorizado com o ataque terrorista de 11 de setembro, depois de um ano desse ato terrível vamos fazer um minuto de silencio em respeito aos 3.000 americanos, a maioria civis, assassinados covardemente por terroristas.
Agora por ordem de justiça vamos fazer silêncio por:
QUATORZE MINUTOS em homenagem aos 70.000 civis japoneses mortos no bombardeio a Hiroshima,
OITO MINUTOS em homenagem aos 40.000 civis japoneses no bombardeio a Nagasaki.
VINTE MINUTOS de silêncio pelos 100.000 civis cambojanos que morreram nos bombardeios que Nixon ordenou,.
CENTO E CINQUENTA MINUTOS de silêncio para homenagear os 750.000 civis norte vietnamitas que morreram nos bombardeios sistemáticos e consecutivos a cidade de Laos.
VINTE E SEIS MINUTOS pelos 130.000 civis iraquianos mortos em 1991 por ordem de Bush pai.
UMA HORA pelos 300.000 civis palestinos massacrados por Israel com armamento americano...
QUARENTA MINUTOS pelos 200.000 iranianos mortos pelo Iraque com armas e dinheiro dados a Hussein pelos mesmos AMERICANOS que mais tarde viraram seus inimigos..
TRINTA MINUTOS pelos russos e os 150.000 afegãos mortos nas mãos do Talibán, também armas e dinheiro de USA...
MEIA HORA pelos 150.000 mortos por tropas americanas na invasão do panamá...
MEIA HORA pelos 150.000 inocentes nos bombardeios americanos a Kosovo.
Fazendo isso você ficaria em silêncio por SEIS HORAS e CINQUENTA E TRES MINUTOS
UM MINUTO para todos os TRES MIL americanos...
SEIS HORAS e CINQUENTA E TRES MINUTOS para TODAS suas vítimas...
!!! DOIS MILHOES E CINQUENTA E OITO MIL ALMAS!!!...
A reflexão é, quantos minutos devemos guardar para o ataque ao Iraque?
[e-mail recebido do vereador de Piúna, Espírito Santo, Nelson Morghetti Júnior.... que é meu amigo-irmão de longa data.... ]
Com certeza você ficou horrorizado com o ataque terrorista de 11 de setembro, depois de um ano desse ato terrível vamos fazer um minuto de silencio em respeito aos 3.000 americanos, a maioria civis, assassinados covardemente por terroristas.
Agora por ordem de justiça vamos fazer silêncio por:
QUATORZE MINUTOS em homenagem aos 70.000 civis japoneses mortos no bombardeio a Hiroshima,
OITO MINUTOS em homenagem aos 40.000 civis japoneses no bombardeio a Nagasaki.
VINTE MINUTOS de silêncio pelos 100.000 civis cambojanos que morreram nos bombardeios que Nixon ordenou,.
CENTO E CINQUENTA MINUTOS de silêncio para homenagear os 750.000 civis norte vietnamitas que morreram nos bombardeios sistemáticos e consecutivos a cidade de Laos.
VINTE E SEIS MINUTOS pelos 130.000 civis iraquianos mortos em 1991 por ordem de Bush pai.
UMA HORA pelos 300.000 civis palestinos massacrados por Israel com armamento americano...
QUARENTA MINUTOS pelos 200.000 iranianos mortos pelo Iraque com armas e dinheiro dados a Hussein pelos mesmos AMERICANOS que mais tarde viraram seus inimigos..
TRINTA MINUTOS pelos russos e os 150.000 afegãos mortos nas mãos do Talibán, também armas e dinheiro de USA...
MEIA HORA pelos 150.000 mortos por tropas americanas na invasão do panamá...
MEIA HORA pelos 150.000 inocentes nos bombardeios americanos a Kosovo.
Fazendo isso você ficaria em silêncio por SEIS HORAS e CINQUENTA E TRES MINUTOS
UM MINUTO para todos os TRES MIL americanos...
SEIS HORAS e CINQUENTA E TRES MINUTOS para TODAS suas vítimas...
!!! DOIS MILHOES E CINQUENTA E OITO MIL ALMAS!!!...
A reflexão é, quantos minutos devemos guardar para o ataque ao Iraque?
[e-mail recebido do vereador de Piúna, Espírito Santo, Nelson Morghetti Júnior.... que é meu amigo-irmão de longa data.... ]
domingo, setembro 15, 2002
Já falei do jornal que está na rede de música e cultura brasileira MUSIBRASIL. Ele "sai" o dia 10 de cada mês, é feito por italianos e brasileiros e a partir desta edição tem um jornalista a mais: eu mesmo. O site é www.musibrasil.net e pra vêr os titulos e lêr é só clicar em "In questo numero". De qualquer modo è muito interessante pra quem gosta da ligação entre Brasil e Itália.
Até a próxima,
Alessandro.
Até a próxima,
Alessandro.
sábado, setembro 14, 2002
Novo Blog... conheci hoje...
Hoje visitando 'pelaí...' encontrei o Blog da Claudinha Teles.. sabem quem é?? se não, passe por lá para conferir as 'novidades' da menina.. vale a visita!!! Só prá quem ainda não sabe... a cantora acaba de lançar um CD "Tributo a Vinicius - Chega de Saudades"..
para ouvir a chamada da entrevista da cantora na TV Senado...
bração..
para ouvir a chamada da entrevista da cantora na TV Senado...
bração..
Debate sobre Cotas - Negros...
Comprei a úlima edição da revista Caros Amigos e gostei muito da matéria, por isso, tomo a liberdade de trasncrevê-la aqui... lá vai...
================
Debate quente - Negros
================
Na Caros Amigos de junho último, César Benjamin escreveu um artigo ("Tortuosos Caminhos") sobre a adoção de cotas para negros no serviço público (20 por cento). Na edição seguinte, julho, Sueli Carneiro, diretora do Geledés Instituto da Mulher Negra, rebateu os argumentos de Benjamin. Ao mesmo tempo, dois outros estudiosos do tema – Samuel Aarão Reis e Marco Frenette – enviavam para a redação textos também criticando a posição de nosso articulista. São os que publicamos agora, juntamente com a resposta tríplice de Benjamin.
Nosso bloco está disposto e é bonito, também temos o direito de desfilar na avenida.
Samuel Aarão Reis
Brasil, país de mestiços. Que beleza!
Nos sonhos de Darcy Ribeiro esta seria a grande contribuição brasileira para a civilização humana, a mistura das raças nos garantindo um espaço único e original entre os povos do mundo. Jorge Amado defende em seus romances tese semelhante: não haveria nenhum brasileiro que não fosse mestiço, mistura de brancos, índios e negros, e justamente daí nossa criatividade e beleza.
Como esses dois intelectuais brasileiros do mais alto gabarito, progressistas, engajados na luta social, chegaram a essas idéias?
É necessário conhecer a época em que eles formaram suas idéias.
Darcy Ribeiro e Jorge Amado brigavam na primeira metade do século passado contra setores conservadores da sociedade brasileira, com alguma influência no poder, defensores da "pureza e da superioridade da raça branca", setores racistas, portanto, identificados com as idéias nazistas que então avançavam através do mundo. Naqueles anos, após o fim da escravidão (aliás, o Brasil foi o último dos países a acabar legalmente com o regime escravo), os racistas brasileiros estavam preocupados em "extirpar" do nosso país a "mancha social" formada pelas populações negras e mestiças. Seriam essas populações as responsáveis pelo nosso atraso político, econômico, cultural. E, com esse objetivo, tais setores conservadores estavam conseguindo algumas vitórias.
Na migração existiam orientações explícitas para dificultar a entrada de africanos no nosso país. Na diplomacia e na Marinha, nossos representantes no estrangeiro, negros e mestiços não eram aceitos.
A religião de origem africana era proibida, perseguida pela polícia, que invadia terreiros, quebrava tudo, batia nas pessoas, seqüestrava os objetos sagrados de culto. Apenas em 1952 o candomblé passou a ser permitido, assim mesmo, pasmem!, com a obrigatoriedade de se registrar nas secretarias de Segurança.
O Carnaval na época era o do corso, automóveis desfilando pelas avenidas, batalhas de confete, as pessoas bem-nascidas, brancas, se divertindo; quando os negros formavam seus blocos, eram dispersados pela polícia, baderneiros! – os negros, para driblar a repressão, criaram os blocos de índios, famosos até hoje. A capoeira também foi proibida. Ensinada e aprendida às escondidas, os mestres eram perseguidos, presos, obrigados a mudar de cidade.
Um ataque geral a todas as manifestações públicas da cultura negra. (Como se sabe, para destruir um povo, não é necessário matar cada uma das pessoas que o formam, é suficiente desmoralizar sua cultura.)
Darcy, Jorge Amado e outros tantos debochavam daqueles brancos arrogantes que se achavam raça pura: deixem disso, besteira isso de raça pura, isso não existe, todos nós somos mestiços. Naqueles anos, quem fosse progressista, contra o racismo e o nazismo defendia a necessidade da comunhão entre as raças, que passou a ser confundida com a mestiçagem – uma solução original, brasileira, para evitar o conflito entre as raças. A luta era, como ainda hoje, política, ideológica, cultural, sem abandonar o campo científico no qual a existência de raças e a superioridade de umas sobre as outras já estavam completamente desmistificadas.
Brasil, país de mestiços. Que mentira!
Na segunda metade do século que acaba de se encerrar, em especial nas últimas duas décadas, várias pesquisas e estudos, distinguindo a situação de brancos, negros e pardos, vieram demonstrar que a tão falada mestiçagem do povo brasileiro era um engodo. As desigualdades entre brancos de um lado e negros e pardos de outro não só eram grandes, como se mantinham estáveis após cem anos do fim da escravidão. Já entre pardos e negros, as diferenças eram insignificantes.
Os dados levantados pelas pesquisas e estudos não deixaram margem para dúvidas.
Renda e salário – O salário médio de um negro é de 2,61 salários mínimos; já um pardo ganha 2,71; enquanto um branco, 5,6 salários mínimos.
Famílias com renda de até meio salário mínimo: brancas, 12 por cento; pardas, 24,5 por cento; negras, 30,4 por cento. Famílias com renda de mais de cinco salários mínimos: brancas, 14,8 por cento; negras, 3,3 por cento; pardas, 3,3 por cento.
Entre os 10 por cento das pessoas com maior renda no Brasil, 90 por cento são brancas. Já entre as 10 por cento com menor renda no Brasil, 70 por cento são negras e pardas.
(Mesmo com a estabilidade econômica do real, nesta última década, não houve uma redução das diferenças raciais, segundo o IPEA.)
Educação – Um branco tem em média 7,5 anos de estudo, e os negros e pardos têm 5,1. O analfabetismo é maior entre os negros e pardos (21,6 e 20,7 por cento) que entre os brancos (8,4 por cento).
Ainda que tenha havido progressos nas últimas décadas para o conjunto da população tanto na média de anos de estudo como nas taxas de analfabetismo, a diferença entre brancos, pardos e negros se manteve estável. E, com a mesma escolaridade, negros e pardos ganham em média 20 por cento menos que os brancos.
Segurança – Relatório sobre a cidade de São Paulo diz que a raça é um fator que influencia nas mortes por assassinato: "Quanto mais escura é a pele da pessoa, mais suscetível ela está de ser vítima da polícia". No Rio de Janeiro, os estudos chegam às mesmas conclusões: 70 por cento das pessoas mortas por policiais são negras ou pardas. Outra pesquisa definiu o grupo de risco nos casos de assassinatos no Rio de Janeiro: tem mais possibilidades de morrer quem é negro ou pardo, solteiro, idade de 20 a 30 anos, e mora na Baixada Fluminense.
Nos presídios estão 76,8 de brancos para cada 100.000 habitantes e 280,5 de negros e pardos. Para os mesmos crimes, estes últimos recebem penas maiores.
Infância – Entre as crianças que trabalham, 62 por cento são negras e pardas. A mortalidade infantil é de 29 por 1.000 nascidos para os brancos e 53 por 1.000 para os negros e pardos.
Muitos foram os números levantados e abrangem os mais variados campos de atividade. Não serão citados todos aqui. Importante é verificar que as conquistas da população negra nos últimos anos não foram resultado apenas nem principalmente de estudos e pesquisas. Essas conquistas foram resultado da luta e da organização crescente dos movimentos negros que passaram a expressar cada vez com mais força suas reivindicações.
Se na primeira metade do século as belezas da mestiçagem eram cantadas em prosa e em verso para enfrentar os racistas que tinham como ideal a pureza e a superioridade, e o domínio também, da raça branca, hoje a situação é outra – diante do avanço dos movimentos negros que querem mudanças, aqueles que não as desejam, os que pretendem a manutenção das desigualdades levantam a bandeira da mestiçagem: "Mudar para que, somos todos mestiços, somos todos iguais, uma e outra injustiça serão sanadas com o tempo, mais investimentos na educação, algumas medidas de emergência aqui e ali, tudo irá se arranjando, todos irão se incluindo nesta nossa sociedade que desde já é de todos, é mestiça". O próprio presidente da República, escorregando feio no preconceito, declara que "tem um pé na cozinha".
As idéias são fortes e muitas delas sobrevivem à época que as geraram.
Mas as idéias, com o passar do tempo, podem mudar de lado. A mesma idéia, numa época instrumento de luta das forças sociais transformadoras, em outra pode passar a ser arma daqueles que não querem mudanças. Darcy Ribeiro, Jorge Amado não perceberam o passar do tempo, que a bandeira que tinham levantado em sua juventude havia mudado de mãos, defendia hoje interesses outros, contrários. Não perceberam em especial, e isso o mais importante, o crescimento dos movimentos negros e suas novas reivindicações.
Quem luta pela transformação precisa estar atento ao surgimento dos novos atores e forças sociais. Que começam pequenos, mas marcam presença, pois sacodem a mesmice, bagunçam a rotina, viram a mesa, questionam as maiorias acomodadas, põem novas questões para a sociedade. As idéias não existem soltas no ar, estão coladas a determinados movimentos sociais e políticos. Quem fica apenas no plano das idéias não vê os movimentos sociais mutantes e em confronto, corre o risco de passar de um lado para outro na luta política.
Hoje, a cada dia que passa, mais e mais pessoas estão sensibilizadas para a necessidade de enfrentar a desigualdade racial no Brasil. Não há mais como escondê-la, daí que as políticas de ação afirmativa ganhem mais adeptos. É preciso fazer alguma coisa. E agora.
Brasil, país de mestiços. Aqui, ó!
As políticas de ação afirmativa buscam incluir os negros e pardos em nossa sociedade. Mas incluí-los como? No mundo branco ou numa sociedade multicultural e pluriétnica? Está aí, hoje, a verdadeira linha divisória entre o racismo e o não-racismo. As políticas de ação afirmativa só têm sentido se e quando costuradas pelo reconhecimento e pela valorização da identidade cultural dos negros. Fora disso serão pontuais, paliativas, paternalistas, e com fracasso anunciado.
"O que é isso de identidade cultural? Somos todos brasileiros (mestiços?...), identidade cultural é invenção dos negros americanos, isso não existe aqui, isso é querer ir para o gueto."
As comunidades negras não querem ir para gueto nenhum. Querem justamente sair do gueto em que hoje se encontram. Uma sociedade multicultural reconhece e, mais do que isso, valoriza as diferentes culturas que se desenvolvem em seu meio. E, numa situação de igualdade de direitos, a tendência é o diálogo e a troca entre as diversas culturas, enriquecendo a sociedade.
Índios, judeus, árabes, poloneses, alemães, italianos, portugueses etc. preservam sua cultura dentro de nossa sociedade e, ao mesmo tempo, são brasileiros. Cada uma destas etnias formadoras do povo brasileiro, cada uma com sua contribuição específica, passou por momentos de maior ou menor fechamento, maior ou menor abertura, em relação às outras culturas, o que não nega seu direito inalienável de preservar a própria cultura.
Os descendentes de africanos no Brasil mostraram ao longo dos anos, de escravidão e opressão, a força de resistência de sua cultura, viva até hoje, com enormes contribuições na construção da sociedade brasileira.
Por que então inventar para os negros um caminho de integração à sociedade diferente daquele aceito para os outros grupos étnicos? Por que para os negros a integração deveria se dar indivíduo por indivíduo, um de cada vez, e não como grupo étnico? Por que impedir que os negros preservem sua identidade, cultuem suas tradições, tenham orgulho de suas representações, e colocar isso como condição para que se integrem à sociedade brasileira?
Alguns séculos atrás, senhores doutores discutiam, com toda a gravidade que o assunto exigia, se os escravos tinham alma ou não. Será que vamos hoje discutir se os negros têm ou não uma cultura própria, rica, específica? O que é um povo, o que é um homem, uma mulher despossuídos de sua cultura, se a cultura é a alma e a dignidade de cada um?
"Queremos ver respeitada nossa diferença em tudo aquilo que diga respeito à nossa identidade cultural, e queremos ser iguais em tudo aquilo que diga respeito à cidadania", é a bandeira dos movimentos negros.
Samuel Aarão Reis é assessor da Secretaria Estadual de Direitos Humanos do Rio de Janeiro.
Na discussão sobre cotas para negros, cada vez mais se confunde a necessidade de políticas emergenciais de inclusão social com planos estruturais de longuíssimo prazo.
Entre osonho e a realidade
Marco Frenette
Em artigo na Caros Amigos passada, César Benjamin se serviu da história e da ciência para criticar a política de cotas. Involuntariamente, acabou reforçando alguns equívocos que cercam essa discussão.
Seu resumo da construção e posterior indefensabilidade científica do conceito de raças é irretocável. Ocorre, porém, que nisso todos estão de acordo; incluindo aí muitos racistas. E aqui já se encontra a primeira fragilidade argumentativa da crítica de Benjamin: a crença implícita de que o racismo é fruto direto da ignorância. Conhecimento não purifica espíritos já poluídos pelo preconceito racial. Muitos enfeitam suas casas com magníficas estátuas africanas, elogiam a mulher negra e ridicularizam A Teoria das Desigualdades Raciais, de Gobineau – fazem tudo isso ao tempo em que continuam perfeitamente racistas.
As coisas são assim porque há forte componente irracional no racismo. Exibam-se conhecimentos científicos, critique-se à vontade o conceito de raça, varrasse-o da Terra, e nada mudará: o negro continuará sofrendo por ser negro. Não se apaga a realidade das coisas destruindo-lhes os símbolos.
Benjamin argumenta que a classificação de grupos humanos tendo como base a cor da pele é visível aos olhos e, como tal, evidente: "Brancos são brancos e negros são negros. Porém, há muito tempo a ciência aprendeu a desconfiar de ‘evidências’. Também não é ‘evidente’ que o Sol gira em torno da Terra? Não é ‘evidente’ que a Terra é plana? O processo de conhecimento é sempre a superação de ‘evidências’".
Isso quer dizer o quê? Que o preto é uma ilusão de óptica? Que um dia a ciência derrubará a teoria das cores de Goethe e o preto desaparecerá? A terra, certamente, não é plana; mas, com absoluta certeza, o preto é preto.
Mais importante que o surrado esvaziamento biológico do conceito de raça é admitir que a cor da pele é o fato fundador da questão racial negra. Sartre escreveu que a maldição do negro é viver permanentemente encurralado na autenticidade da sua cor: a pele não é algo que se possa arrancar. Portanto, tentar diminuir a importância do conceito de raça na emancipação do negro é uma forma de lhe negar aquilo que é justamente a causa de seu sofrimento, mas, também, a base de sua auto-estima e de sua possibilidade de emancipação da tutela branca: a sua negritude.
Nisso não há, como crê Benjamin, nenhum impedimento para o "processo de construção de uma sociedade mestiça". Pelo contrário, isso ajudaria o negro a se reincluir nessa tal sociedade miscigenada com mais dignidade. Não por baixo ou por cima do branco, mas em pé de igualdade.
O artigo também afirma que somos todos "culturalmente mestiços". Não é bem assim. De minha parte, por exemplo, não me sinto e nem me vejo como mestiço. Mas que se pergunte a um negro se ele se sente culturalmente mestiço, e se descortinará um mundo psicológica e culturalmente dividido. Apesar das aparências (aqui, sim, a idéia de "evidência" pode ser contestada), pretos e brancos ainda têm sérias dificuldades em se misturar. Podemos até descambar para o social: nos bairros pobres, brancos e pretos só se misturam pela necessidade imposta por uma vida miserável. Porém, quando brigam entre si, as diferenças aparecem, sendo comum o branco desabafar: "Só poderia ser preto mesmo!" Deveríamos condenar esse tipo de "mestiçagem cultural", pois é lauto alimento para o cinismo e a hipocrisia. A verdadeira miscigenação ainda não aconteceu.
Mas a miscigenação não é nem o problema nem a solução para o racismo. Ela não é, também, nem boa nem ruim em si. É apenas um fato social, biológico e humano, que muitos – tanto à esquerda como à direita – tentam transformar em algo positivo ou negativo de acordo com suas conveniências. O lugar da miscigenação é o terreno da neutralidade.
No relacionamento inter-racial, porém, estão algumas das chaves que possibilitarão melhor compreensão da questão racial brasileira, por um mergulho nas emoções e nos sentimentos inconfessáveis que permeiam o preconceito e o estranhamento racial que há entre pretos e brancos. É nesse contexto, e não em outro, que o conceito de raça se torna instrumento conceitual indispensável.
Tentemos, entretanto, em lugar desse pente-fino no artigo em questão, entender de qual tipo de mentalidade ele é tributário. Em filosofia existe o conceito de plano, que designa os diversos graus ou níveis da existência, cada um deles com características próprias e não redutíveis às características de outros graus ou níveis. Quer dizer, cada plano de realidade é regido por leis próprias, que apenas "dialogam" com outros planos, mas sem se misturar.
A isso o filósofo francês Émile Boutroux chamou de "contingência da realidade". Do respeito e da compreensão dessa contingência vem a espinha dorsal de qualquer raciocínio que busque a inteligibilidade necessária a objetivos práticos. Mas, sempre que esses planos de realidade se misturam indiscrimina-damente, acachapa-se o mundo, estabelece-se a confusão no debate intelectual, e os argumentos viram reféns das necessidades ideológicas dos debatedores. É o surgimento, no mundo das idéias, do nonsense.
Pois bem, tragamos essa constatação filosófica e de método para o problema das políticas de cotas. Tanto os argumentos a favor como os contra saem basicamente da reflexão sobre dois Brasis: o ideal e o real.
O primeiro seria aquele país democrático e justo, onde todos teriam direito a boa educação e a oportunidades iguais. Submetidos a um Estado meritocrático, os melhores cérebros teriam destaque na sociedade, independentemente de cor ou raça. Para o resto, sobraria justiça social, e, assim, se criariam uma elite mestiça e um povo sadio e feliz.
O segundo é este Brasil injusto e perverso que conhecemos, onde a população negra oscila entre 35 e 45 por cento do total (dependendo da estatística e do critério de determinação de cor utilizados) e, no entanto, amarga uma completa invisibilidade social.
Neste ponto é que entra a mistura dos tais planos de realidade que o filósofo camelou para formular, talvez inutilmente. Baseada na realidade, a política de cotas surge como uma medida um tanto quanto desesperada e francamente antipática, sendo, no entanto, um tratamento de choque inadiável. Já os que são contra as cotas usam argumentos tirados de um Brasil ilusório para desqualificar algo que visa uma interferência prática no Brasil real, concreto, e com realidades cotidianas e racistas facilmente verificáveis.
Esse equívoco intelectual permitiu a Benjamin afirmar, para criticar as cotas nas universidades, que "deveríamos garantir uma escola pública universal, gratuita e de boa qualidade, onde todas as crianças convivessem juntas e recebessem a mesma educação fundamental." Argumentos não podem ficar migrando de uma esfera para outra. "Deveríamos garantir", só que não garantimos... Maurício de Nassau morreu, Gustavo Capanema morreu, Anísio Teixeira morreu, Paulo Freire morreu, Darcy Ribeiro morreu – e muitos outros morrerão até surgir essa "escola pública universal".
Portanto, acenar com um Brasil futuro para desqualificar a política de cotas é dar um golpe baixo na inteligência. Usemos de uma imagem para explicitar esse samba do crioulo doido que anda passando por debate sério. Digamos que um homem está gravemente ferido. Ele sangra muito, e pede ajuda a outro: "Chame um médico, rápido, senão morrerei". O homem saudável ouve isso e, calmamente, cheio de complacência oriunda de uma visão de futuro que o faz crer superior, responde: "Meu caro, o Brasil tem um projeto de civilização que vingará, o mais tardar, daqui a cem anos, daí teremos médico e hospitais para todos. Faça o favor de esperar".
O que pede por um médico representa os negros que querem soluções para suas atuais vidas, e não para as próximas reencarnações; o que substitui a urgência de um médico por um projeto futuro e desejável de justiça social representa todos os viajantes do túnel do tempo, que, sádica ou docemente, se comprazem com o vício psicológico de confundir sonho com realidade.
Marco Frenette é jornalista.
Racismo não
César Benjamin
Caros Amigos publicou há três meses um artigo em que eu me posicionava contra a adoção de normas que criem condições diferenciadas de acesso a empregos e serviços públicos de acordo com a cor da pele, ou a "raça", de cada um. No número seguinte, coerentemente, a revista publicou uma defesa da posição oposta, assinada por Sueli Carneiro. Como muitos, ela considera que tais normas são uma forma legítima e necessária de estimular maior presença de negros – obviamente, algo desejável – nessas instituições. Eu não tinha, nem tenho, interesse em esticar o assunto, cada réplica provocando uma tréplica e assim sucessivamente, como se a busca da última palavra ou o grito mais estridente concedessem razão a alguém. Fiquei satisfeito ao saber que ambos os textos estavam sendo reproduzidos para debate em escolas e grupos. Para mim, mesmo com a desvantagem de ter escrito primeiro, estava tudo de bom tamanho. Meus artigos seguintes versaram sobre temas bem diferentes.
Houve depois diversas cartas, algumas bastante agressivas: eu só podia ser um branquinho folgado, que não teve de fazer força para concluir a faculdade (nunca concluí nenhuma); garboso com meu doutorado (que não tenho), ocupo comodamente uma cátedra (quem me dera...) e sou contra as cotas porque tenho medo da concorrência de gente mais esperta, que começaria a chegar. As pessoas que escreveram isso, e sandices afins, não me conhecem. Não obstante, apresentam-se como campeãs na luta contra preconceitos.
Novos artigos também continuaram a chegar. Mais dois saem nesta edição. O nível é outro, mas a tentação da desqualificação permanece pulsante. O melhor deles, de Sueli Carneiro, já publicado, reitera que César Benjamin "deixa deliberadamente de fora" os dados relevantes, "passa intencionalmente por cima" dos processos históricos, "ignora solenemente" a concentração de negros em favelas; diz que a oposição aos negros é "aguerrida", a negação de que o racismo seja uma característica central da nossa sociedade é "patológica", a recusa é "intransigente", a defesa de outras propostas é "maníaca", e assim por diante. Como se vê, minha honestidade intelectual fica por um fio, para dizer o mínimo; surgem dúvidas também sobre minha sanidade mental. Samuel Aarão Reis coloca entre aspas argumentos ridículos, fabricados sob medida para serem demolidos, induzindo o leitor a pensar que eu os usei. E também radicaliza: corro "o risco de passar de um lado para outro na luta política". Desonesto, louco e direitista, eis o triste fim que me espera. Quem diria...
Por tudo isso, e a pedido de Caros Amigos, volto ao assunto, creio (novamente) que pela última vez.
Os dados a que Sueli se refere, e que todos usam, são um conjunto de estatísticas que mostram que, na sociedade brasileira, os subgrupos formados por "brancos", de um lado, e "negros", de outro, apresentam discrepâncias significativas em indicadores representativos da qualidade de vida, como por exemplo níveis de renda. Esses números e percentagens, produzidos em grande quantidade nos últimos anos, têm sido, de longe, o principal ponto de apoio para os que pretendem demonstrar a centralidade da "questão racial" em nosso país. Como todos os números, estes também transmitem com facilidade uma imagem de precisão, objetividade e realismo que torna quase supérflua qualquer discussão. Não são – ou não parecem ser – opiniões; são – ou parecem ser – um reflexo objetivo do real. Por isso, segundo Sueli, eu preciso omiti-los "deliberadamente". Minha posição não pode conviver com eles, como o Super-Homem não pode conviver com a kriptonita. Samuel Aarão Reis repete igual procedimento, que é mais ou menos geral nesse debate, multiplicando os números como Cristo multiplicou os pães. Marco Frenette, embora os exponha menos, remete-se a eles como pano de fundo de toda a sua argumentação sobre como é o "Brasil real".
O fascínio de Sueli, Samuel e Marco pelo poder demonstrativo desses dados é muito comum entre pessoas que, independentemente de serem bem formadas em outras áreas, não conhecem estatística por dentro. Ignoram sua imensa maleabilidade. Os números, que tanto valorizam, em primeiro lugar são inconsistentes, seja pelos vícios presentes em sua construção, seja pelo mau uso que deles se faz. Em segundo, são irrelevantes para o tema em debate. Pois o conteúdo de verdade que revelam não permite a conclusão a que se chega. Vamos por partes.
Todos sabemos que o Brasil apresenta índices de concentração muito altos (foi este o objeto de um de meus artigos recentes em Caros Amigos). Podemos estimar, um pouco grosseiramente, que 1 por cento da população controla cerca de 50 por cento da renda e da riqueza. Todos também sabemos que esse ínfimo grupo dos muito ricos é basicamente formado por brancos. Logo, sempre que dividirmos nossa sociedade em "brancos" e "negros" (divisão muito imprecisa e confusa, quando se leva em conta a população como um todo), essa minoria de muito ricos puxará para cima todas as médias do primeiro grupo. O resultado final mostrará um subconjunto "branco" homogêneo e remediado, quando na realidade ele é imensamente heterogêneo e formado por uma clara maioria de pobres, cujos indicadores não são diferentes daqueles encontrados para as populações de outras cores. Médias devem ser usadas com muita prudência, pois às vezes escondem mais do que mostram e induzem a falsas conclusões. Para advertir os alunos sobre isso, é comum os professores de estatística repetirem uma velha brincadeira: "Se você colocar a cabeça dentro da geladeira e os pés dentro do forno, na média seu corpo terá uma temperatura muito agradável".
Em uma sociedade tão desigual como a nossa, é facílimo construir subgrupos cujos indicadores estatísticos estejam abaixo da média. Sueli, Samuel e Marco referem-se a subgrupos construídos a partir do critério da cor da pele. Note-se que o critério está presente antes de iniciar-se a pesquisa empírica, cujos objetivos – demonstrar o nosso racismo – foram estabelecidos de antemão. São eles que determinam quais números vão ser procurados (e, evidentemente, encontrados). Não é verdade, pois, que as conclusões decorram dos números; na verdade, elas geram os números que serão usados para sustentá-las. Sua produção é uma maneira de conceder bases empíricas a uma dada visão da sociedade. Na mesma busca por legitimar-se, enfoques diferentes podem encontrar – e, de fato, encontram – dados diferentes, simplesmente porque os procuram de forma diferente. Por isso, devemos sempre admitir que o pensamento comanda os números, e não o contrário, o que exige, neste como nos demais casos, manter acesa uma visão crítica sobre eles. Um pouco mais cínico e direto, Churchill dizia: "Só devemos acreditar em estatísticas que nós mesmos fabricamos". (Curiosamente, o esforço dos racistas europeus para "demonstrar objetivamente" a inferioridade dos negros também se baseou na fabricação de estatísticas. A mais recente tentativa nesse sentido foi o livro The Bell Curve, um grosso volume publicado nos Estados Unidos, cheio de números.)
Não estamos diante nem de provas irrefutáveis da "verdade" nem de manipulações geradoras de "mentira". Outros critérios, igualmente possíveis, gerariam outros subgrupos prejudicados na sociedade brasileira, sem relação com a questão racial. Nas regiões Norte e Nordeste (onde, excetuando-se Maranhão e Bahia, a presença negra não é muito significativa) estão os piores indicadores sociais do Brasil, que poderiam fazer a festa de quem quisesse falar de pobreza minimizando os problemas dos negros. Também poderíamos montar subgrupos fragilizados juntando dados, por exemplo, sobre moradores de municípios com menos de 10.000 habitantes, trabalhadores rurais sem terra, minifundistas de todo o país, desempregados e subempregados, idosos, migrantes, trabalhadores manuais de modo geral – e tantos outros grupos quantos a nossa imaginação conceber. Se o racismo fosse o motor da exclusão, apenas o recorte dado pela cor da pele geraria subgrupos desiguais, o que não acontece. A maioria de pobres no Sul é branca; no Centro-Oeste e no Norte, de ascendência indígena nítida e recente; na maior parte dos Estados nordestinos, também de ascendência indígena, porém mais misturada; no Rio de Janeiro, na Bahia e no Maranhão, é negra. Em todas as regiões encontramos todas as cores e, quase sempre, uma enorme mistura, que torna o critério da cor, além de indesejável, muito confuso.
A importância que meus interlocutores dão aos seus números contrasta fortemente com a forma imprecisa como os utilizam. Para Sueli, os negros são "45 por cento da população do país" (o que é claramente absurdo); para Marco Frenette, eles "oscilam entre 35 e 45 por cento", pois ele reconhece que tudo depende "da estatística e do critério da determinação de cor utilizados". Para Sueli, "65 por cento dos pobres e 70 por cento dos indigentes são pessoas negras"; para Samuel, entre as famílias com renda de até meio salário mínimo (onde estão, evidentemente, os pobres e indigentes), "30 por cento são negras". Em seguida, o próprio Samuel passa a referir-se a "negros e pardos", como se isso não alterasse completamente o universo abrangido. Pessoas que defendem as mesmas posições e usam as mesmas fontes apresentam números disparatados e incoerentes, e pretendem, com eles, fechar o debate.
Sueli e Samuel agregam remissões ao processo histórico de formação de nossa sociedade. Com mais razão em alguns casos (como na importante questão da escravidão), com menos em outros, com nenhuma em outros mais, defendem a política de cotas lembrando a antiga exclusão social, cultural e política dos negros. Mas, por que só dos negros, se essa exclusão é uma marca geral da nossa história e atinge a grande maioria dos brasileiros? Os povos indígenas, por exemplo, eram donos destas terras há milhares de anos e somavam pelo menos 10 milhões de indivíduos em 1500; hoje, são 300.000. Por que esquecê-los? Por causa da cor da pele? Quanto à restrição da participação política dos negros na República Velha, também citada por Sueli, basta lembrar que nessa época os brasileiros aptos a votar correspondiam a apenas 4 por cento da população total; durante muito tempo o voto no Brasil foi censitário, associado a determinada renda; além de todos os pobres, também todas as mulheres estavam excluídas desse direito até a década de 1930, por força de lei. Quanto à "falta de qualquer política de integração social da massa escrava ‘liberta’", é a mesma eterna falta de política de integração do povo brasileiro nos benefícios do desenvolvimento; no século 20, por exemplo, expulsamos do campo milhões de famílias, que, independentemente de sua cor, vieram (e continuam vindo) para as cidades também sem nenhuma compensação.
Se as cotas forem só para negros, é inescapável admitir que estamos adotando um critério racial, embora todos aceitem que, no caso da espécie humana, raças não existem. Se as cotas forem estendidas a todos os subgrupos igualmente prejudicados – único desdobramento lógico e coerente da proposta –, pior a emenda do que o soneto. Pois, assim agindo, o Brasil decretaria sua própria extinção, passando a reconhecer-se como um ajuntamento de grupos subnacionais, que podem ser recortados quase até o infinito. Abandonaríamos o conceito de povo brasileiro. Deixaríamos de ser uma nação. Sem projeto coletivo, seríamos facilmente expulsos da história. Voltarei a isso adiante.
É claro que a questão da cor, como muitas outras, agrega especificidades que precisam ser conhecidas, debatidas e trabalhadas em qualquer tentativa de descrição histórica e sociológica do Brasil. Porém, o considerável esforço feito nesse sentido nos últimos anos – que tem contado com fontes de financiamento externas bastante generosas, oriundas especialmente dos Estados Unidos – tem gerado, o mais das vezes, uma sociologia maniqueísta apoiada em estatísticas de má qualidade. No lugar do sistema capitalista, entram os "brancos"; no lugar da exploração do trabalho e das desigualdades sociais, entra uma "índole racista"; no lugar da dependência externa, fica o silêncio; no lugar de revolucionar a sociedade e as instituições, pedem-se cotas. Até a educação pública, universal e gratuita passa a ser considerada uma utopia inalcançável, sendo como tal, na prática, abandonada. Nenhum dos três artigos faz qualquer referência, direta ou indireta, às estruturas do capitalismo periférico e dependente, que são determinantes dos nossos grandes problemas (são essas estruturas, aliás, que explicam tanto a implantação como o prolongamento da escravidão em nosso passado).
Como pode esse pensamento apresentar-se como radical? A resposta é simples: pela construção de uma identidade reativa. Trata-se de um procedimento muito comum dentro da esquerda. Para nos diferenciar do mito do brasileiro pacífico e cordial, por exemplo, freqüentemente inventamos o contramito do brasileiro violento e sanguinário; respondemos ao mito do Brasil grande, caro ao regime militar, jogando fora o conceito de nação; o mito da ausência de racismo encontrou sua resposta no contramito de uma sociedade essencial e visceralmente racista. Constitui-se assim um olhar carregado de negatividade – pois as identidades reativas são, por definição, negativas. A negatividade, por sua vez, se apresenta como radicalidade.
Esse círculo de ferro interdita qualquer aproximação amorosa com o Brasil. Se elogiamos a mistura, somos hipócritas, pois, como diz Marco Frenette, estamos escondendo "emoções e sentimentos inconfessáveis"; se praticamos a convivência e nos misturamos de fato, ainda segundo Frenette, "é pela necessidade imposta pela vida miserável". Embora nenhum dos três autores tenha dito isso, já ouvi muitas vezes que a separação entre brancos e pretos nos Estados Unidos, muito mais nítida, mostra que lá as relações são mais honestas. Chegamos assim onde sempre nos leva o mundo dos pastiches ideológicos: o que é bom (neste caso, elogio e prática da mistura) é ruim (hipocrisia e necessidade), e o que é ruim (separação entre as pessoas) é bom (honestidade).
Dividir o Brasil em negros e brancos é um delírio, pois a grande maioria da nossa população não é uma coisa nem outra. Tratar brancos como privilegiados e opressores é um desrespeito a milhões de pessoas pobres e trabalhadoras. Negar o caráter essencialmente mestiço do nosso povo e da nossa cultura é uma cegueira. Todos os estudos demonstram que o povo brasileiro é o mais mestiço do mundo, constituído por uma infinita gradação de cores e tipos, sendo cada geração mais misturada que a anterior. Essa mestiçagem, além de constitutiva dos nossos corpos, está presente em nossa comida, nossa língua, nossas artes, nossas músicas e danças, nossas festas, nossas formas de religiosidade (inclusive a católica, de matriz ibérica mas cheia de sincretismo), nossa literatura, nossa identidade nacional, nossas maneiras de ver o mundo, nosso jeito de praticar esportes, nossas lendas e mitos. Tudo isso tem de ser esquecido, negado ou desmoralizado, pois as qualidades são o terreno da mistificação. O racismo foi provado com quantidades, números, e os números não mentem jamais. Mestiçagem é apenas discurso. Negritude é fato.
Nenhuma das duas é discurso, nenhuma é fato. Estamos diante de duas propostas para o Brasil, feitas aliás em um momento decisivo de nossa história. Forças muito poderosas, internas e externas, atuam ativamente para desconstruir a idéia de povo brasileiro, tendo em vista consolidar a posição do Brasil como um espaço de fluxos para o capital internacional. Para escapar desse destino, ainda temos alguns trunfos: um amplo espaço geográfico, recursos naturais abundantes, capacidade técnica, as indústrias que constituímos. Mas o trunfo decisivo, aquele que vai decidir nossa viabilidade ou inviabilidade histórica, é o grau de consciência que tivermos sobre a nossa identidade coletiva, a nossa especificidade e o nosso potencial humano. Pois isso é que nos permitirá afirmar que o Brasil tem sentido e pode ter um projeto, pelo qual vale a pena lutar.
Nesse contexto, é desastroso o ponto de vista explicitado no artigo de Samuel Aarão Reis. Aparecemos ali como um ajuntamento de alemães, poloneses, italianos e outros subgrupos expatriados, todos eles praticando aqui, lado a lado, suas culturas de origem, colocados na vizinhança de negros que desejam praticar sua cultura africana e são reprimidos. Não, Samuel, o Brasil não é isso. Aos trancos e barrancos, nós soubemos fazer um povo novo (e estamos tentando fazer uma nação) a partir dos grupos humanos que o capitalismo mercantil encontrou neste território ou transplantou para cá para constituir uma empresa colonial – na origem, índios destribalizados, brancos deseuropeizados e negros desafricanizados, depois gente do mundo inteiro. Um povo filho da modernidade, como tal aberto ao futuro, ao outro e ao novo. Um povo que ainda está no começo de sua própria história, e cuja identidade – por sua gênese e sua trajetória – não pode basear-se em raça, religião, vocação imperial, ódio aos outros ou vontade de isolar-se. Um povo que tem na cultura – uma cultura de síntese – sua única razão de existir.
O que confere sentido ao Brasil, cada vez mais, e o que torna necessário e bonito que lutemos por ele é essa experiência humana de constituição de um povo novo, que aqui está em curso, incompleta e ameaçada. A escravidão é uma enorme mancha do passado, e ela criou facilidades para que também aqui aparecessem o que chamei de elementos (ou traços, ou características, ou idéias) racistas, que não predominaram. Mas, paradoxalmente, o subproduto mais importante da escravidão do passado – a presença de uma significativa população negra como um dos nossos elementos constituintes – é uma enorme dádiva para nosso presente e nosso futuro. Sem essa presença, o Brasil seria muito menos bonito, menos alegre, menos interessante, menos cheio de potenciais. Somos livres para decidir entre, de um lado, remoer as mazelas daquele passado e permanecer presos às categorias ideológicas que ele criou, sendo as "raças" a principal delas, ou, de outro lado, transformar em uma grande promessa de futuro o encontro humano que aqui ocorreu. Nosso povo, tal como existe, nos abre a possibilidade da segunda opção.
Há muito o que fazer. Ninguém deve ficar quietinho, como diz maldosamente a professora Sueli. O grande êxito de constituir um povo onde havia grupos desenraizados foi acompanhado, até aqui, do grande fracasso de não conseguir fazer com que esse povo assuma o comando de sua nação e quebre as estruturas que perpetuam a desigualdade interna e a dependência externa. Eis o desafio. Que é de todos. Nenhum tipo de racismo é bem-vindo.
César Benjamin é autor de A Opção Brasileira (Rio de Janeiro, Editora Contraponto, nona edição, 21-2544-0206) e integra a coordenação nacional do Movimento Consulta Popular.
Comprei a úlima edição da revista Caros Amigos e gostei muito da matéria, por isso, tomo a liberdade de trasncrevê-la aqui... lá vai...
================
Debate quente - Negros
================
Na Caros Amigos de junho último, César Benjamin escreveu um artigo ("Tortuosos Caminhos") sobre a adoção de cotas para negros no serviço público (20 por cento). Na edição seguinte, julho, Sueli Carneiro, diretora do Geledés Instituto da Mulher Negra, rebateu os argumentos de Benjamin. Ao mesmo tempo, dois outros estudiosos do tema – Samuel Aarão Reis e Marco Frenette – enviavam para a redação textos também criticando a posição de nosso articulista. São os que publicamos agora, juntamente com a resposta tríplice de Benjamin.
Nosso bloco está disposto e é bonito, também temos o direito de desfilar na avenida.
Samuel Aarão Reis
Brasil, país de mestiços. Que beleza!
Nos sonhos de Darcy Ribeiro esta seria a grande contribuição brasileira para a civilização humana, a mistura das raças nos garantindo um espaço único e original entre os povos do mundo. Jorge Amado defende em seus romances tese semelhante: não haveria nenhum brasileiro que não fosse mestiço, mistura de brancos, índios e negros, e justamente daí nossa criatividade e beleza.
Como esses dois intelectuais brasileiros do mais alto gabarito, progressistas, engajados na luta social, chegaram a essas idéias?
É necessário conhecer a época em que eles formaram suas idéias.
Darcy Ribeiro e Jorge Amado brigavam na primeira metade do século passado contra setores conservadores da sociedade brasileira, com alguma influência no poder, defensores da "pureza e da superioridade da raça branca", setores racistas, portanto, identificados com as idéias nazistas que então avançavam através do mundo. Naqueles anos, após o fim da escravidão (aliás, o Brasil foi o último dos países a acabar legalmente com o regime escravo), os racistas brasileiros estavam preocupados em "extirpar" do nosso país a "mancha social" formada pelas populações negras e mestiças. Seriam essas populações as responsáveis pelo nosso atraso político, econômico, cultural. E, com esse objetivo, tais setores conservadores estavam conseguindo algumas vitórias.
Na migração existiam orientações explícitas para dificultar a entrada de africanos no nosso país. Na diplomacia e na Marinha, nossos representantes no estrangeiro, negros e mestiços não eram aceitos.
A religião de origem africana era proibida, perseguida pela polícia, que invadia terreiros, quebrava tudo, batia nas pessoas, seqüestrava os objetos sagrados de culto. Apenas em 1952 o candomblé passou a ser permitido, assim mesmo, pasmem!, com a obrigatoriedade de se registrar nas secretarias de Segurança.
O Carnaval na época era o do corso, automóveis desfilando pelas avenidas, batalhas de confete, as pessoas bem-nascidas, brancas, se divertindo; quando os negros formavam seus blocos, eram dispersados pela polícia, baderneiros! – os negros, para driblar a repressão, criaram os blocos de índios, famosos até hoje. A capoeira também foi proibida. Ensinada e aprendida às escondidas, os mestres eram perseguidos, presos, obrigados a mudar de cidade.
Um ataque geral a todas as manifestações públicas da cultura negra. (Como se sabe, para destruir um povo, não é necessário matar cada uma das pessoas que o formam, é suficiente desmoralizar sua cultura.)
Darcy, Jorge Amado e outros tantos debochavam daqueles brancos arrogantes que se achavam raça pura: deixem disso, besteira isso de raça pura, isso não existe, todos nós somos mestiços. Naqueles anos, quem fosse progressista, contra o racismo e o nazismo defendia a necessidade da comunhão entre as raças, que passou a ser confundida com a mestiçagem – uma solução original, brasileira, para evitar o conflito entre as raças. A luta era, como ainda hoje, política, ideológica, cultural, sem abandonar o campo científico no qual a existência de raças e a superioridade de umas sobre as outras já estavam completamente desmistificadas.
Brasil, país de mestiços. Que mentira!
Na segunda metade do século que acaba de se encerrar, em especial nas últimas duas décadas, várias pesquisas e estudos, distinguindo a situação de brancos, negros e pardos, vieram demonstrar que a tão falada mestiçagem do povo brasileiro era um engodo. As desigualdades entre brancos de um lado e negros e pardos de outro não só eram grandes, como se mantinham estáveis após cem anos do fim da escravidão. Já entre pardos e negros, as diferenças eram insignificantes.
Os dados levantados pelas pesquisas e estudos não deixaram margem para dúvidas.
Renda e salário – O salário médio de um negro é de 2,61 salários mínimos; já um pardo ganha 2,71; enquanto um branco, 5,6 salários mínimos.
Famílias com renda de até meio salário mínimo: brancas, 12 por cento; pardas, 24,5 por cento; negras, 30,4 por cento. Famílias com renda de mais de cinco salários mínimos: brancas, 14,8 por cento; negras, 3,3 por cento; pardas, 3,3 por cento.
Entre os 10 por cento das pessoas com maior renda no Brasil, 90 por cento são brancas. Já entre as 10 por cento com menor renda no Brasil, 70 por cento são negras e pardas.
(Mesmo com a estabilidade econômica do real, nesta última década, não houve uma redução das diferenças raciais, segundo o IPEA.)
Educação – Um branco tem em média 7,5 anos de estudo, e os negros e pardos têm 5,1. O analfabetismo é maior entre os negros e pardos (21,6 e 20,7 por cento) que entre os brancos (8,4 por cento).
Ainda que tenha havido progressos nas últimas décadas para o conjunto da população tanto na média de anos de estudo como nas taxas de analfabetismo, a diferença entre brancos, pardos e negros se manteve estável. E, com a mesma escolaridade, negros e pardos ganham em média 20 por cento menos que os brancos.
Segurança – Relatório sobre a cidade de São Paulo diz que a raça é um fator que influencia nas mortes por assassinato: "Quanto mais escura é a pele da pessoa, mais suscetível ela está de ser vítima da polícia". No Rio de Janeiro, os estudos chegam às mesmas conclusões: 70 por cento das pessoas mortas por policiais são negras ou pardas. Outra pesquisa definiu o grupo de risco nos casos de assassinatos no Rio de Janeiro: tem mais possibilidades de morrer quem é negro ou pardo, solteiro, idade de 20 a 30 anos, e mora na Baixada Fluminense.
Nos presídios estão 76,8 de brancos para cada 100.000 habitantes e 280,5 de negros e pardos. Para os mesmos crimes, estes últimos recebem penas maiores.
Infância – Entre as crianças que trabalham, 62 por cento são negras e pardas. A mortalidade infantil é de 29 por 1.000 nascidos para os brancos e 53 por 1.000 para os negros e pardos.
Muitos foram os números levantados e abrangem os mais variados campos de atividade. Não serão citados todos aqui. Importante é verificar que as conquistas da população negra nos últimos anos não foram resultado apenas nem principalmente de estudos e pesquisas. Essas conquistas foram resultado da luta e da organização crescente dos movimentos negros que passaram a expressar cada vez com mais força suas reivindicações.
Se na primeira metade do século as belezas da mestiçagem eram cantadas em prosa e em verso para enfrentar os racistas que tinham como ideal a pureza e a superioridade, e o domínio também, da raça branca, hoje a situação é outra – diante do avanço dos movimentos negros que querem mudanças, aqueles que não as desejam, os que pretendem a manutenção das desigualdades levantam a bandeira da mestiçagem: "Mudar para que, somos todos mestiços, somos todos iguais, uma e outra injustiça serão sanadas com o tempo, mais investimentos na educação, algumas medidas de emergência aqui e ali, tudo irá se arranjando, todos irão se incluindo nesta nossa sociedade que desde já é de todos, é mestiça". O próprio presidente da República, escorregando feio no preconceito, declara que "tem um pé na cozinha".
As idéias são fortes e muitas delas sobrevivem à época que as geraram.
Mas as idéias, com o passar do tempo, podem mudar de lado. A mesma idéia, numa época instrumento de luta das forças sociais transformadoras, em outra pode passar a ser arma daqueles que não querem mudanças. Darcy Ribeiro, Jorge Amado não perceberam o passar do tempo, que a bandeira que tinham levantado em sua juventude havia mudado de mãos, defendia hoje interesses outros, contrários. Não perceberam em especial, e isso o mais importante, o crescimento dos movimentos negros e suas novas reivindicações.
Quem luta pela transformação precisa estar atento ao surgimento dos novos atores e forças sociais. Que começam pequenos, mas marcam presença, pois sacodem a mesmice, bagunçam a rotina, viram a mesa, questionam as maiorias acomodadas, põem novas questões para a sociedade. As idéias não existem soltas no ar, estão coladas a determinados movimentos sociais e políticos. Quem fica apenas no plano das idéias não vê os movimentos sociais mutantes e em confronto, corre o risco de passar de um lado para outro na luta política.
Hoje, a cada dia que passa, mais e mais pessoas estão sensibilizadas para a necessidade de enfrentar a desigualdade racial no Brasil. Não há mais como escondê-la, daí que as políticas de ação afirmativa ganhem mais adeptos. É preciso fazer alguma coisa. E agora.
Brasil, país de mestiços. Aqui, ó!
As políticas de ação afirmativa buscam incluir os negros e pardos em nossa sociedade. Mas incluí-los como? No mundo branco ou numa sociedade multicultural e pluriétnica? Está aí, hoje, a verdadeira linha divisória entre o racismo e o não-racismo. As políticas de ação afirmativa só têm sentido se e quando costuradas pelo reconhecimento e pela valorização da identidade cultural dos negros. Fora disso serão pontuais, paliativas, paternalistas, e com fracasso anunciado.
"O que é isso de identidade cultural? Somos todos brasileiros (mestiços?...), identidade cultural é invenção dos negros americanos, isso não existe aqui, isso é querer ir para o gueto."
As comunidades negras não querem ir para gueto nenhum. Querem justamente sair do gueto em que hoje se encontram. Uma sociedade multicultural reconhece e, mais do que isso, valoriza as diferentes culturas que se desenvolvem em seu meio. E, numa situação de igualdade de direitos, a tendência é o diálogo e a troca entre as diversas culturas, enriquecendo a sociedade.
Índios, judeus, árabes, poloneses, alemães, italianos, portugueses etc. preservam sua cultura dentro de nossa sociedade e, ao mesmo tempo, são brasileiros. Cada uma destas etnias formadoras do povo brasileiro, cada uma com sua contribuição específica, passou por momentos de maior ou menor fechamento, maior ou menor abertura, em relação às outras culturas, o que não nega seu direito inalienável de preservar a própria cultura.
Os descendentes de africanos no Brasil mostraram ao longo dos anos, de escravidão e opressão, a força de resistência de sua cultura, viva até hoje, com enormes contribuições na construção da sociedade brasileira.
Por que então inventar para os negros um caminho de integração à sociedade diferente daquele aceito para os outros grupos étnicos? Por que para os negros a integração deveria se dar indivíduo por indivíduo, um de cada vez, e não como grupo étnico? Por que impedir que os negros preservem sua identidade, cultuem suas tradições, tenham orgulho de suas representações, e colocar isso como condição para que se integrem à sociedade brasileira?
Alguns séculos atrás, senhores doutores discutiam, com toda a gravidade que o assunto exigia, se os escravos tinham alma ou não. Será que vamos hoje discutir se os negros têm ou não uma cultura própria, rica, específica? O que é um povo, o que é um homem, uma mulher despossuídos de sua cultura, se a cultura é a alma e a dignidade de cada um?
"Queremos ver respeitada nossa diferença em tudo aquilo que diga respeito à nossa identidade cultural, e queremos ser iguais em tudo aquilo que diga respeito à cidadania", é a bandeira dos movimentos negros.
Samuel Aarão Reis é assessor da Secretaria Estadual de Direitos Humanos do Rio de Janeiro.
Na discussão sobre cotas para negros, cada vez mais se confunde a necessidade de políticas emergenciais de inclusão social com planos estruturais de longuíssimo prazo.
Entre osonho e a realidade
Marco Frenette
Em artigo na Caros Amigos passada, César Benjamin se serviu da história e da ciência para criticar a política de cotas. Involuntariamente, acabou reforçando alguns equívocos que cercam essa discussão.
Seu resumo da construção e posterior indefensabilidade científica do conceito de raças é irretocável. Ocorre, porém, que nisso todos estão de acordo; incluindo aí muitos racistas. E aqui já se encontra a primeira fragilidade argumentativa da crítica de Benjamin: a crença implícita de que o racismo é fruto direto da ignorância. Conhecimento não purifica espíritos já poluídos pelo preconceito racial. Muitos enfeitam suas casas com magníficas estátuas africanas, elogiam a mulher negra e ridicularizam A Teoria das Desigualdades Raciais, de Gobineau – fazem tudo isso ao tempo em que continuam perfeitamente racistas.
As coisas são assim porque há forte componente irracional no racismo. Exibam-se conhecimentos científicos, critique-se à vontade o conceito de raça, varrasse-o da Terra, e nada mudará: o negro continuará sofrendo por ser negro. Não se apaga a realidade das coisas destruindo-lhes os símbolos.
Benjamin argumenta que a classificação de grupos humanos tendo como base a cor da pele é visível aos olhos e, como tal, evidente: "Brancos são brancos e negros são negros. Porém, há muito tempo a ciência aprendeu a desconfiar de ‘evidências’. Também não é ‘evidente’ que o Sol gira em torno da Terra? Não é ‘evidente’ que a Terra é plana? O processo de conhecimento é sempre a superação de ‘evidências’".
Isso quer dizer o quê? Que o preto é uma ilusão de óptica? Que um dia a ciência derrubará a teoria das cores de Goethe e o preto desaparecerá? A terra, certamente, não é plana; mas, com absoluta certeza, o preto é preto.
Mais importante que o surrado esvaziamento biológico do conceito de raça é admitir que a cor da pele é o fato fundador da questão racial negra. Sartre escreveu que a maldição do negro é viver permanentemente encurralado na autenticidade da sua cor: a pele não é algo que se possa arrancar. Portanto, tentar diminuir a importância do conceito de raça na emancipação do negro é uma forma de lhe negar aquilo que é justamente a causa de seu sofrimento, mas, também, a base de sua auto-estima e de sua possibilidade de emancipação da tutela branca: a sua negritude.
Nisso não há, como crê Benjamin, nenhum impedimento para o "processo de construção de uma sociedade mestiça". Pelo contrário, isso ajudaria o negro a se reincluir nessa tal sociedade miscigenada com mais dignidade. Não por baixo ou por cima do branco, mas em pé de igualdade.
O artigo também afirma que somos todos "culturalmente mestiços". Não é bem assim. De minha parte, por exemplo, não me sinto e nem me vejo como mestiço. Mas que se pergunte a um negro se ele se sente culturalmente mestiço, e se descortinará um mundo psicológica e culturalmente dividido. Apesar das aparências (aqui, sim, a idéia de "evidência" pode ser contestada), pretos e brancos ainda têm sérias dificuldades em se misturar. Podemos até descambar para o social: nos bairros pobres, brancos e pretos só se misturam pela necessidade imposta por uma vida miserável. Porém, quando brigam entre si, as diferenças aparecem, sendo comum o branco desabafar: "Só poderia ser preto mesmo!" Deveríamos condenar esse tipo de "mestiçagem cultural", pois é lauto alimento para o cinismo e a hipocrisia. A verdadeira miscigenação ainda não aconteceu.
Mas a miscigenação não é nem o problema nem a solução para o racismo. Ela não é, também, nem boa nem ruim em si. É apenas um fato social, biológico e humano, que muitos – tanto à esquerda como à direita – tentam transformar em algo positivo ou negativo de acordo com suas conveniências. O lugar da miscigenação é o terreno da neutralidade.
No relacionamento inter-racial, porém, estão algumas das chaves que possibilitarão melhor compreensão da questão racial brasileira, por um mergulho nas emoções e nos sentimentos inconfessáveis que permeiam o preconceito e o estranhamento racial que há entre pretos e brancos. É nesse contexto, e não em outro, que o conceito de raça se torna instrumento conceitual indispensável.
Tentemos, entretanto, em lugar desse pente-fino no artigo em questão, entender de qual tipo de mentalidade ele é tributário. Em filosofia existe o conceito de plano, que designa os diversos graus ou níveis da existência, cada um deles com características próprias e não redutíveis às características de outros graus ou níveis. Quer dizer, cada plano de realidade é regido por leis próprias, que apenas "dialogam" com outros planos, mas sem se misturar.
A isso o filósofo francês Émile Boutroux chamou de "contingência da realidade". Do respeito e da compreensão dessa contingência vem a espinha dorsal de qualquer raciocínio que busque a inteligibilidade necessária a objetivos práticos. Mas, sempre que esses planos de realidade se misturam indiscrimina-damente, acachapa-se o mundo, estabelece-se a confusão no debate intelectual, e os argumentos viram reféns das necessidades ideológicas dos debatedores. É o surgimento, no mundo das idéias, do nonsense.
Pois bem, tragamos essa constatação filosófica e de método para o problema das políticas de cotas. Tanto os argumentos a favor como os contra saem basicamente da reflexão sobre dois Brasis: o ideal e o real.
O primeiro seria aquele país democrático e justo, onde todos teriam direito a boa educação e a oportunidades iguais. Submetidos a um Estado meritocrático, os melhores cérebros teriam destaque na sociedade, independentemente de cor ou raça. Para o resto, sobraria justiça social, e, assim, se criariam uma elite mestiça e um povo sadio e feliz.
O segundo é este Brasil injusto e perverso que conhecemos, onde a população negra oscila entre 35 e 45 por cento do total (dependendo da estatística e do critério de determinação de cor utilizados) e, no entanto, amarga uma completa invisibilidade social.
Neste ponto é que entra a mistura dos tais planos de realidade que o filósofo camelou para formular, talvez inutilmente. Baseada na realidade, a política de cotas surge como uma medida um tanto quanto desesperada e francamente antipática, sendo, no entanto, um tratamento de choque inadiável. Já os que são contra as cotas usam argumentos tirados de um Brasil ilusório para desqualificar algo que visa uma interferência prática no Brasil real, concreto, e com realidades cotidianas e racistas facilmente verificáveis.
Esse equívoco intelectual permitiu a Benjamin afirmar, para criticar as cotas nas universidades, que "deveríamos garantir uma escola pública universal, gratuita e de boa qualidade, onde todas as crianças convivessem juntas e recebessem a mesma educação fundamental." Argumentos não podem ficar migrando de uma esfera para outra. "Deveríamos garantir", só que não garantimos... Maurício de Nassau morreu, Gustavo Capanema morreu, Anísio Teixeira morreu, Paulo Freire morreu, Darcy Ribeiro morreu – e muitos outros morrerão até surgir essa "escola pública universal".
Portanto, acenar com um Brasil futuro para desqualificar a política de cotas é dar um golpe baixo na inteligência. Usemos de uma imagem para explicitar esse samba do crioulo doido que anda passando por debate sério. Digamos que um homem está gravemente ferido. Ele sangra muito, e pede ajuda a outro: "Chame um médico, rápido, senão morrerei". O homem saudável ouve isso e, calmamente, cheio de complacência oriunda de uma visão de futuro que o faz crer superior, responde: "Meu caro, o Brasil tem um projeto de civilização que vingará, o mais tardar, daqui a cem anos, daí teremos médico e hospitais para todos. Faça o favor de esperar".
O que pede por um médico representa os negros que querem soluções para suas atuais vidas, e não para as próximas reencarnações; o que substitui a urgência de um médico por um projeto futuro e desejável de justiça social representa todos os viajantes do túnel do tempo, que, sádica ou docemente, se comprazem com o vício psicológico de confundir sonho com realidade.
Marco Frenette é jornalista.
Racismo não
César Benjamin
Caros Amigos publicou há três meses um artigo em que eu me posicionava contra a adoção de normas que criem condições diferenciadas de acesso a empregos e serviços públicos de acordo com a cor da pele, ou a "raça", de cada um. No número seguinte, coerentemente, a revista publicou uma defesa da posição oposta, assinada por Sueli Carneiro. Como muitos, ela considera que tais normas são uma forma legítima e necessária de estimular maior presença de negros – obviamente, algo desejável – nessas instituições. Eu não tinha, nem tenho, interesse em esticar o assunto, cada réplica provocando uma tréplica e assim sucessivamente, como se a busca da última palavra ou o grito mais estridente concedessem razão a alguém. Fiquei satisfeito ao saber que ambos os textos estavam sendo reproduzidos para debate em escolas e grupos. Para mim, mesmo com a desvantagem de ter escrito primeiro, estava tudo de bom tamanho. Meus artigos seguintes versaram sobre temas bem diferentes.
Houve depois diversas cartas, algumas bastante agressivas: eu só podia ser um branquinho folgado, que não teve de fazer força para concluir a faculdade (nunca concluí nenhuma); garboso com meu doutorado (que não tenho), ocupo comodamente uma cátedra (quem me dera...) e sou contra as cotas porque tenho medo da concorrência de gente mais esperta, que começaria a chegar. As pessoas que escreveram isso, e sandices afins, não me conhecem. Não obstante, apresentam-se como campeãs na luta contra preconceitos.
Novos artigos também continuaram a chegar. Mais dois saem nesta edição. O nível é outro, mas a tentação da desqualificação permanece pulsante. O melhor deles, de Sueli Carneiro, já publicado, reitera que César Benjamin "deixa deliberadamente de fora" os dados relevantes, "passa intencionalmente por cima" dos processos históricos, "ignora solenemente" a concentração de negros em favelas; diz que a oposição aos negros é "aguerrida", a negação de que o racismo seja uma característica central da nossa sociedade é "patológica", a recusa é "intransigente", a defesa de outras propostas é "maníaca", e assim por diante. Como se vê, minha honestidade intelectual fica por um fio, para dizer o mínimo; surgem dúvidas também sobre minha sanidade mental. Samuel Aarão Reis coloca entre aspas argumentos ridículos, fabricados sob medida para serem demolidos, induzindo o leitor a pensar que eu os usei. E também radicaliza: corro "o risco de passar de um lado para outro na luta política". Desonesto, louco e direitista, eis o triste fim que me espera. Quem diria...
Por tudo isso, e a pedido de Caros Amigos, volto ao assunto, creio (novamente) que pela última vez.
Os dados a que Sueli se refere, e que todos usam, são um conjunto de estatísticas que mostram que, na sociedade brasileira, os subgrupos formados por "brancos", de um lado, e "negros", de outro, apresentam discrepâncias significativas em indicadores representativos da qualidade de vida, como por exemplo níveis de renda. Esses números e percentagens, produzidos em grande quantidade nos últimos anos, têm sido, de longe, o principal ponto de apoio para os que pretendem demonstrar a centralidade da "questão racial" em nosso país. Como todos os números, estes também transmitem com facilidade uma imagem de precisão, objetividade e realismo que torna quase supérflua qualquer discussão. Não são – ou não parecem ser – opiniões; são – ou parecem ser – um reflexo objetivo do real. Por isso, segundo Sueli, eu preciso omiti-los "deliberadamente". Minha posição não pode conviver com eles, como o Super-Homem não pode conviver com a kriptonita. Samuel Aarão Reis repete igual procedimento, que é mais ou menos geral nesse debate, multiplicando os números como Cristo multiplicou os pães. Marco Frenette, embora os exponha menos, remete-se a eles como pano de fundo de toda a sua argumentação sobre como é o "Brasil real".
O fascínio de Sueli, Samuel e Marco pelo poder demonstrativo desses dados é muito comum entre pessoas que, independentemente de serem bem formadas em outras áreas, não conhecem estatística por dentro. Ignoram sua imensa maleabilidade. Os números, que tanto valorizam, em primeiro lugar são inconsistentes, seja pelos vícios presentes em sua construção, seja pelo mau uso que deles se faz. Em segundo, são irrelevantes para o tema em debate. Pois o conteúdo de verdade que revelam não permite a conclusão a que se chega. Vamos por partes.
Todos sabemos que o Brasil apresenta índices de concentração muito altos (foi este o objeto de um de meus artigos recentes em Caros Amigos). Podemos estimar, um pouco grosseiramente, que 1 por cento da população controla cerca de 50 por cento da renda e da riqueza. Todos também sabemos que esse ínfimo grupo dos muito ricos é basicamente formado por brancos. Logo, sempre que dividirmos nossa sociedade em "brancos" e "negros" (divisão muito imprecisa e confusa, quando se leva em conta a população como um todo), essa minoria de muito ricos puxará para cima todas as médias do primeiro grupo. O resultado final mostrará um subconjunto "branco" homogêneo e remediado, quando na realidade ele é imensamente heterogêneo e formado por uma clara maioria de pobres, cujos indicadores não são diferentes daqueles encontrados para as populações de outras cores. Médias devem ser usadas com muita prudência, pois às vezes escondem mais do que mostram e induzem a falsas conclusões. Para advertir os alunos sobre isso, é comum os professores de estatística repetirem uma velha brincadeira: "Se você colocar a cabeça dentro da geladeira e os pés dentro do forno, na média seu corpo terá uma temperatura muito agradável".
Em uma sociedade tão desigual como a nossa, é facílimo construir subgrupos cujos indicadores estatísticos estejam abaixo da média. Sueli, Samuel e Marco referem-se a subgrupos construídos a partir do critério da cor da pele. Note-se que o critério está presente antes de iniciar-se a pesquisa empírica, cujos objetivos – demonstrar o nosso racismo – foram estabelecidos de antemão. São eles que determinam quais números vão ser procurados (e, evidentemente, encontrados). Não é verdade, pois, que as conclusões decorram dos números; na verdade, elas geram os números que serão usados para sustentá-las. Sua produção é uma maneira de conceder bases empíricas a uma dada visão da sociedade. Na mesma busca por legitimar-se, enfoques diferentes podem encontrar – e, de fato, encontram – dados diferentes, simplesmente porque os procuram de forma diferente. Por isso, devemos sempre admitir que o pensamento comanda os números, e não o contrário, o que exige, neste como nos demais casos, manter acesa uma visão crítica sobre eles. Um pouco mais cínico e direto, Churchill dizia: "Só devemos acreditar em estatísticas que nós mesmos fabricamos". (Curiosamente, o esforço dos racistas europeus para "demonstrar objetivamente" a inferioridade dos negros também se baseou na fabricação de estatísticas. A mais recente tentativa nesse sentido foi o livro The Bell Curve, um grosso volume publicado nos Estados Unidos, cheio de números.)
Não estamos diante nem de provas irrefutáveis da "verdade" nem de manipulações geradoras de "mentira". Outros critérios, igualmente possíveis, gerariam outros subgrupos prejudicados na sociedade brasileira, sem relação com a questão racial. Nas regiões Norte e Nordeste (onde, excetuando-se Maranhão e Bahia, a presença negra não é muito significativa) estão os piores indicadores sociais do Brasil, que poderiam fazer a festa de quem quisesse falar de pobreza minimizando os problemas dos negros. Também poderíamos montar subgrupos fragilizados juntando dados, por exemplo, sobre moradores de municípios com menos de 10.000 habitantes, trabalhadores rurais sem terra, minifundistas de todo o país, desempregados e subempregados, idosos, migrantes, trabalhadores manuais de modo geral – e tantos outros grupos quantos a nossa imaginação conceber. Se o racismo fosse o motor da exclusão, apenas o recorte dado pela cor da pele geraria subgrupos desiguais, o que não acontece. A maioria de pobres no Sul é branca; no Centro-Oeste e no Norte, de ascendência indígena nítida e recente; na maior parte dos Estados nordestinos, também de ascendência indígena, porém mais misturada; no Rio de Janeiro, na Bahia e no Maranhão, é negra. Em todas as regiões encontramos todas as cores e, quase sempre, uma enorme mistura, que torna o critério da cor, além de indesejável, muito confuso.
A importância que meus interlocutores dão aos seus números contrasta fortemente com a forma imprecisa como os utilizam. Para Sueli, os negros são "45 por cento da população do país" (o que é claramente absurdo); para Marco Frenette, eles "oscilam entre 35 e 45 por cento", pois ele reconhece que tudo depende "da estatística e do critério da determinação de cor utilizados". Para Sueli, "65 por cento dos pobres e 70 por cento dos indigentes são pessoas negras"; para Samuel, entre as famílias com renda de até meio salário mínimo (onde estão, evidentemente, os pobres e indigentes), "30 por cento são negras". Em seguida, o próprio Samuel passa a referir-se a "negros e pardos", como se isso não alterasse completamente o universo abrangido. Pessoas que defendem as mesmas posições e usam as mesmas fontes apresentam números disparatados e incoerentes, e pretendem, com eles, fechar o debate.
Sueli e Samuel agregam remissões ao processo histórico de formação de nossa sociedade. Com mais razão em alguns casos (como na importante questão da escravidão), com menos em outros, com nenhuma em outros mais, defendem a política de cotas lembrando a antiga exclusão social, cultural e política dos negros. Mas, por que só dos negros, se essa exclusão é uma marca geral da nossa história e atinge a grande maioria dos brasileiros? Os povos indígenas, por exemplo, eram donos destas terras há milhares de anos e somavam pelo menos 10 milhões de indivíduos em 1500; hoje, são 300.000. Por que esquecê-los? Por causa da cor da pele? Quanto à restrição da participação política dos negros na República Velha, também citada por Sueli, basta lembrar que nessa época os brasileiros aptos a votar correspondiam a apenas 4 por cento da população total; durante muito tempo o voto no Brasil foi censitário, associado a determinada renda; além de todos os pobres, também todas as mulheres estavam excluídas desse direito até a década de 1930, por força de lei. Quanto à "falta de qualquer política de integração social da massa escrava ‘liberta’", é a mesma eterna falta de política de integração do povo brasileiro nos benefícios do desenvolvimento; no século 20, por exemplo, expulsamos do campo milhões de famílias, que, independentemente de sua cor, vieram (e continuam vindo) para as cidades também sem nenhuma compensação.
Se as cotas forem só para negros, é inescapável admitir que estamos adotando um critério racial, embora todos aceitem que, no caso da espécie humana, raças não existem. Se as cotas forem estendidas a todos os subgrupos igualmente prejudicados – único desdobramento lógico e coerente da proposta –, pior a emenda do que o soneto. Pois, assim agindo, o Brasil decretaria sua própria extinção, passando a reconhecer-se como um ajuntamento de grupos subnacionais, que podem ser recortados quase até o infinito. Abandonaríamos o conceito de povo brasileiro. Deixaríamos de ser uma nação. Sem projeto coletivo, seríamos facilmente expulsos da história. Voltarei a isso adiante.
É claro que a questão da cor, como muitas outras, agrega especificidades que precisam ser conhecidas, debatidas e trabalhadas em qualquer tentativa de descrição histórica e sociológica do Brasil. Porém, o considerável esforço feito nesse sentido nos últimos anos – que tem contado com fontes de financiamento externas bastante generosas, oriundas especialmente dos Estados Unidos – tem gerado, o mais das vezes, uma sociologia maniqueísta apoiada em estatísticas de má qualidade. No lugar do sistema capitalista, entram os "brancos"; no lugar da exploração do trabalho e das desigualdades sociais, entra uma "índole racista"; no lugar da dependência externa, fica o silêncio; no lugar de revolucionar a sociedade e as instituições, pedem-se cotas. Até a educação pública, universal e gratuita passa a ser considerada uma utopia inalcançável, sendo como tal, na prática, abandonada. Nenhum dos três artigos faz qualquer referência, direta ou indireta, às estruturas do capitalismo periférico e dependente, que são determinantes dos nossos grandes problemas (são essas estruturas, aliás, que explicam tanto a implantação como o prolongamento da escravidão em nosso passado).
Como pode esse pensamento apresentar-se como radical? A resposta é simples: pela construção de uma identidade reativa. Trata-se de um procedimento muito comum dentro da esquerda. Para nos diferenciar do mito do brasileiro pacífico e cordial, por exemplo, freqüentemente inventamos o contramito do brasileiro violento e sanguinário; respondemos ao mito do Brasil grande, caro ao regime militar, jogando fora o conceito de nação; o mito da ausência de racismo encontrou sua resposta no contramito de uma sociedade essencial e visceralmente racista. Constitui-se assim um olhar carregado de negatividade – pois as identidades reativas são, por definição, negativas. A negatividade, por sua vez, se apresenta como radicalidade.
Esse círculo de ferro interdita qualquer aproximação amorosa com o Brasil. Se elogiamos a mistura, somos hipócritas, pois, como diz Marco Frenette, estamos escondendo "emoções e sentimentos inconfessáveis"; se praticamos a convivência e nos misturamos de fato, ainda segundo Frenette, "é pela necessidade imposta pela vida miserável". Embora nenhum dos três autores tenha dito isso, já ouvi muitas vezes que a separação entre brancos e pretos nos Estados Unidos, muito mais nítida, mostra que lá as relações são mais honestas. Chegamos assim onde sempre nos leva o mundo dos pastiches ideológicos: o que é bom (neste caso, elogio e prática da mistura) é ruim (hipocrisia e necessidade), e o que é ruim (separação entre as pessoas) é bom (honestidade).
Dividir o Brasil em negros e brancos é um delírio, pois a grande maioria da nossa população não é uma coisa nem outra. Tratar brancos como privilegiados e opressores é um desrespeito a milhões de pessoas pobres e trabalhadoras. Negar o caráter essencialmente mestiço do nosso povo e da nossa cultura é uma cegueira. Todos os estudos demonstram que o povo brasileiro é o mais mestiço do mundo, constituído por uma infinita gradação de cores e tipos, sendo cada geração mais misturada que a anterior. Essa mestiçagem, além de constitutiva dos nossos corpos, está presente em nossa comida, nossa língua, nossas artes, nossas músicas e danças, nossas festas, nossas formas de religiosidade (inclusive a católica, de matriz ibérica mas cheia de sincretismo), nossa literatura, nossa identidade nacional, nossas maneiras de ver o mundo, nosso jeito de praticar esportes, nossas lendas e mitos. Tudo isso tem de ser esquecido, negado ou desmoralizado, pois as qualidades são o terreno da mistificação. O racismo foi provado com quantidades, números, e os números não mentem jamais. Mestiçagem é apenas discurso. Negritude é fato.
Nenhuma das duas é discurso, nenhuma é fato. Estamos diante de duas propostas para o Brasil, feitas aliás em um momento decisivo de nossa história. Forças muito poderosas, internas e externas, atuam ativamente para desconstruir a idéia de povo brasileiro, tendo em vista consolidar a posição do Brasil como um espaço de fluxos para o capital internacional. Para escapar desse destino, ainda temos alguns trunfos: um amplo espaço geográfico, recursos naturais abundantes, capacidade técnica, as indústrias que constituímos. Mas o trunfo decisivo, aquele que vai decidir nossa viabilidade ou inviabilidade histórica, é o grau de consciência que tivermos sobre a nossa identidade coletiva, a nossa especificidade e o nosso potencial humano. Pois isso é que nos permitirá afirmar que o Brasil tem sentido e pode ter um projeto, pelo qual vale a pena lutar.
Nesse contexto, é desastroso o ponto de vista explicitado no artigo de Samuel Aarão Reis. Aparecemos ali como um ajuntamento de alemães, poloneses, italianos e outros subgrupos expatriados, todos eles praticando aqui, lado a lado, suas culturas de origem, colocados na vizinhança de negros que desejam praticar sua cultura africana e são reprimidos. Não, Samuel, o Brasil não é isso. Aos trancos e barrancos, nós soubemos fazer um povo novo (e estamos tentando fazer uma nação) a partir dos grupos humanos que o capitalismo mercantil encontrou neste território ou transplantou para cá para constituir uma empresa colonial – na origem, índios destribalizados, brancos deseuropeizados e negros desafricanizados, depois gente do mundo inteiro. Um povo filho da modernidade, como tal aberto ao futuro, ao outro e ao novo. Um povo que ainda está no começo de sua própria história, e cuja identidade – por sua gênese e sua trajetória – não pode basear-se em raça, religião, vocação imperial, ódio aos outros ou vontade de isolar-se. Um povo que tem na cultura – uma cultura de síntese – sua única razão de existir.
O que confere sentido ao Brasil, cada vez mais, e o que torna necessário e bonito que lutemos por ele é essa experiência humana de constituição de um povo novo, que aqui está em curso, incompleta e ameaçada. A escravidão é uma enorme mancha do passado, e ela criou facilidades para que também aqui aparecessem o que chamei de elementos (ou traços, ou características, ou idéias) racistas, que não predominaram. Mas, paradoxalmente, o subproduto mais importante da escravidão do passado – a presença de uma significativa população negra como um dos nossos elementos constituintes – é uma enorme dádiva para nosso presente e nosso futuro. Sem essa presença, o Brasil seria muito menos bonito, menos alegre, menos interessante, menos cheio de potenciais. Somos livres para decidir entre, de um lado, remoer as mazelas daquele passado e permanecer presos às categorias ideológicas que ele criou, sendo as "raças" a principal delas, ou, de outro lado, transformar em uma grande promessa de futuro o encontro humano que aqui ocorreu. Nosso povo, tal como existe, nos abre a possibilidade da segunda opção.
Há muito o que fazer. Ninguém deve ficar quietinho, como diz maldosamente a professora Sueli. O grande êxito de constituir um povo onde havia grupos desenraizados foi acompanhado, até aqui, do grande fracasso de não conseguir fazer com que esse povo assuma o comando de sua nação e quebre as estruturas que perpetuam a desigualdade interna e a dependência externa. Eis o desafio. Que é de todos. Nenhum tipo de racismo é bem-vindo.
César Benjamin é autor de A Opção Brasileira (Rio de Janeiro, Editora Contraponto, nona edição, 21-2544-0206) e integra a coordenação nacional do Movimento Consulta Popular.
A comunidade aqui e agora
Entra no ar a Rádio Viva Rio AM 1180
Abrir o diálogo entre a favela e o asfalto através de informação e entretenimento. É essa a missão da Rádio Viva Rio, que está no ar desde o dia 09 de setembro, transmitida na freqüência AM 1180, antigo dial da Rádio Mundial. Resultado de uma parceria entre o Viva Rio e o Sistema Globo de Rádio, a nova estação abre espaço para os talentos e manifestações culturais das comunidades pobres do Rio de Janeiro, privilegiando as notícias voltadas para essas comunidades e vindas delas.
A Rádio Viva Rio privilegia o samba, a música nordestina e tudo o que couber dentro do vasto rótulo de "música jovem" - hip hop, funk, reggae, rock e MPB. Além dos 17 programas da emissora, há flashes jornalísticos ao vivo em toda a programação. Notícias quentes das comunidades trazidas pelos "correspondentes comunitários" compõem o Informe Viva Rio, com duração de 5 minutos.
A estação tem alcance em todo o estado do Rio e em algumas cidades da região sudeste, e também está sendo transmitida ao vivo através da Internet pelo site www.radiovivario.com.br. São 35 funcionários, entre programadores, operadores, produtores e locutores, trabalhando na nova emissora.
A grade de programação da Rádio Viva Rio AM 1180 inclui programas como Nação Nordeste, voltado para a comunidade nordestina; Papo Cabeça, programa de comportamento para o público jovem recheado de black music; Chegando no Pedaço, apresentado pelo jornalista Cristiano Menezes, com muita música popular e espaço para entrevistas e reportagens sobre as comunidades; MPBeleza, uma mistura de rock, samba, punk, reggae e ska; Efeito Cufa, o melhor do hip hop apresentado pela equipe da Central Única de Favelas; Baticum, programa do Grupo Cultural AfroReggae; Conexão Babilônia, o melhor do hip hop com Mr. Zoy do Morro da Babilônia; Prá Você, voltado para o público feminino com dicas de beleza, família, saúde e sexualidade; Nas Rodas do Samba, tudo sobre o samba de raiz com Cláudio Jorge, e muito mais.
A Rádio Viva Rio nasceu a partir da Rádio Viva Favela, que passa agora a se chamar Rede Viva Favela, reunindo emissoras de todo o país através do site www.redevivafavela.com.br. Inicialmente, serão 60 rádios comunitárias integradas por essa rede. Somente em termos de público via Internet, a Viva Favela alcança 135 mil ouvintes por mês. Na freqüência AM, a expectativa é dobrar esse número em três meses, segundo Tião Santos, coordenador da Rádio Viva Rio.
Amigos do Transplante - Os familiares de doadores de órgãos e aqueles que estão à espera de doação contam agora com novos aliados: os voluntários. O projeto Amigos do Transplante, uma parceria do Viva Rio com o Hospital do Fundão, está capacitando voluntários para auxiliar as famílias de possíveis doadores e apoiar os transplantados.
O lançamento do projeto foi no dia 31 de agosto, na sede do Viva Rio, e teve a participação da Bateria Mirim da Mocidade Independente de Padre Miguel, escola que terá o "Transplante" como tema do enredo de 2003. Os voluntários estão sendo capacitados pelo Viva Rio e pelo Corpo Técnico de Profissionais do Sistema Nacional de Transplantes, e começam a atuar no Hospital a partir de outubro. Para ser voluntário do Amigos do Transplante é preciso ligar para (21) 2555-3777.
Compra Solidária - Os comerciantes da Rocinha, Maré e de Santa Cruz estão comprando seus produtos a preços menores diretamente dos fornecedores graças ao projeto Grupo de Compra Solidário, lançado no mês passado em comemoração ao primeiro aniversário da Estação Futuro. O novo projeto pretende potencializar e centralizar o poder econômico das favelas cariocas, possibilitando que os comerciantes adquiram produtos em maior quantidade e com redução dos preços. Agentes de Desenvolvimento atuam nas comunidades formando grupos de comerciantes e efetuando os pedidos de compra online. Assim, o pequeno empreendedor tem uma redução de custos, já que está lidando diretamente com o atacadista. O fornecedor oficial dos grupos é o Atacado Vila Nova.
Estrangeiros no Cantagalo - Representantes de instituições internacionais que trabalham com crianças em risco e violência armada conheceram no último dia 11 a bem sucedida experiência do GPAE (Grupo de Policiamento de Áreas Especiais) no Cantagalo e o Espaço Criança Esperança. Os estrangeiros vieram ao Brasil para participar do Seminário sobre Crianças Afetadas pela Violência Armada, em que foi apresentada a pesquisa sobre Crianças Combatentes em Violência Armada Organizada, realizada pelo ISER com apoio do Viva Rio.
Os 10 representantes de instituições internacionais como Human Rights Watch, ONU, Save the Children Sweden e UNICEF conheceram como o GPAE atua na comunidade e visitaram as atividades desenvolvidas com mais de 2000 crianças e jovens no Espaço Criança Esperança.
Piscinão de Ramos - O presidente da Petrobrás, Francisco Gros, visitou o Parque Ambiental da Praia de Ramos no último dia 10. A Petrobrás financiou a construção e manutenção do Piscinão, atualmente gerenciado pelo Viva Rio. A verba destinada à manutenção do Parque está assegurada até fevereiro de 2003. Saiba mais na página oficial do Parque Ambiental, www.praiaderamos.com.br.
[Viva Notícia é o informativo mensal do Viva Rio - Coordenação de Comunicação: Mônica Cavalcanti - Texto: Juliana Gutmann - Webmaster: Roberto Pêgo
Viva Rio - Ladeira da Glória, 98 - Glória - Rio de Janeiro - RJ / Tel: (21) 2555-3750 o site esá em www.vivario.org.br]
Entra no ar a Rádio Viva Rio AM 1180
Abrir o diálogo entre a favela e o asfalto através de informação e entretenimento. É essa a missão da Rádio Viva Rio, que está no ar desde o dia 09 de setembro, transmitida na freqüência AM 1180, antigo dial da Rádio Mundial. Resultado de uma parceria entre o Viva Rio e o Sistema Globo de Rádio, a nova estação abre espaço para os talentos e manifestações culturais das comunidades pobres do Rio de Janeiro, privilegiando as notícias voltadas para essas comunidades e vindas delas.
A Rádio Viva Rio privilegia o samba, a música nordestina e tudo o que couber dentro do vasto rótulo de "música jovem" - hip hop, funk, reggae, rock e MPB. Além dos 17 programas da emissora, há flashes jornalísticos ao vivo em toda a programação. Notícias quentes das comunidades trazidas pelos "correspondentes comunitários" compõem o Informe Viva Rio, com duração de 5 minutos.
A estação tem alcance em todo o estado do Rio e em algumas cidades da região sudeste, e também está sendo transmitida ao vivo através da Internet pelo site www.radiovivario.com.br. São 35 funcionários, entre programadores, operadores, produtores e locutores, trabalhando na nova emissora.
A grade de programação da Rádio Viva Rio AM 1180 inclui programas como Nação Nordeste, voltado para a comunidade nordestina; Papo Cabeça, programa de comportamento para o público jovem recheado de black music; Chegando no Pedaço, apresentado pelo jornalista Cristiano Menezes, com muita música popular e espaço para entrevistas e reportagens sobre as comunidades; MPBeleza, uma mistura de rock, samba, punk, reggae e ska; Efeito Cufa, o melhor do hip hop apresentado pela equipe da Central Única de Favelas; Baticum, programa do Grupo Cultural AfroReggae; Conexão Babilônia, o melhor do hip hop com Mr. Zoy do Morro da Babilônia; Prá Você, voltado para o público feminino com dicas de beleza, família, saúde e sexualidade; Nas Rodas do Samba, tudo sobre o samba de raiz com Cláudio Jorge, e muito mais.
A Rádio Viva Rio nasceu a partir da Rádio Viva Favela, que passa agora a se chamar Rede Viva Favela, reunindo emissoras de todo o país através do site www.redevivafavela.com.br. Inicialmente, serão 60 rádios comunitárias integradas por essa rede. Somente em termos de público via Internet, a Viva Favela alcança 135 mil ouvintes por mês. Na freqüência AM, a expectativa é dobrar esse número em três meses, segundo Tião Santos, coordenador da Rádio Viva Rio.
Amigos do Transplante - Os familiares de doadores de órgãos e aqueles que estão à espera de doação contam agora com novos aliados: os voluntários. O projeto Amigos do Transplante, uma parceria do Viva Rio com o Hospital do Fundão, está capacitando voluntários para auxiliar as famílias de possíveis doadores e apoiar os transplantados.
O lançamento do projeto foi no dia 31 de agosto, na sede do Viva Rio, e teve a participação da Bateria Mirim da Mocidade Independente de Padre Miguel, escola que terá o "Transplante" como tema do enredo de 2003. Os voluntários estão sendo capacitados pelo Viva Rio e pelo Corpo Técnico de Profissionais do Sistema Nacional de Transplantes, e começam a atuar no Hospital a partir de outubro. Para ser voluntário do Amigos do Transplante é preciso ligar para (21) 2555-3777.
Compra Solidária - Os comerciantes da Rocinha, Maré e de Santa Cruz estão comprando seus produtos a preços menores diretamente dos fornecedores graças ao projeto Grupo de Compra Solidário, lançado no mês passado em comemoração ao primeiro aniversário da Estação Futuro. O novo projeto pretende potencializar e centralizar o poder econômico das favelas cariocas, possibilitando que os comerciantes adquiram produtos em maior quantidade e com redução dos preços. Agentes de Desenvolvimento atuam nas comunidades formando grupos de comerciantes e efetuando os pedidos de compra online. Assim, o pequeno empreendedor tem uma redução de custos, já que está lidando diretamente com o atacadista. O fornecedor oficial dos grupos é o Atacado Vila Nova.
Estrangeiros no Cantagalo - Representantes de instituições internacionais que trabalham com crianças em risco e violência armada conheceram no último dia 11 a bem sucedida experiência do GPAE (Grupo de Policiamento de Áreas Especiais) no Cantagalo e o Espaço Criança Esperança. Os estrangeiros vieram ao Brasil para participar do Seminário sobre Crianças Afetadas pela Violência Armada, em que foi apresentada a pesquisa sobre Crianças Combatentes em Violência Armada Organizada, realizada pelo ISER com apoio do Viva Rio.
Os 10 representantes de instituições internacionais como Human Rights Watch, ONU, Save the Children Sweden e UNICEF conheceram como o GPAE atua na comunidade e visitaram as atividades desenvolvidas com mais de 2000 crianças e jovens no Espaço Criança Esperança.
Piscinão de Ramos - O presidente da Petrobrás, Francisco Gros, visitou o Parque Ambiental da Praia de Ramos no último dia 10. A Petrobrás financiou a construção e manutenção do Piscinão, atualmente gerenciado pelo Viva Rio. A verba destinada à manutenção do Parque está assegurada até fevereiro de 2003. Saiba mais na página oficial do Parque Ambiental, www.praiaderamos.com.br.
[Viva Notícia é o informativo mensal do Viva Rio - Coordenação de Comunicação: Mônica Cavalcanti - Texto: Juliana Gutmann - Webmaster: Roberto Pêgo
Viva Rio - Ladeira da Glória, 98 - Glória - Rio de Janeiro - RJ / Tel: (21) 2555-3750 o site esá em www.vivario.org.br]
sexta-feira, setembro 13, 2002
=====================
O MUNDO, SEGUNDO OS EUA
=====================
.:: BRINCADEIRAS BÉLICAS
Por Carolina Borges
Com justificativas banais de legítima defesa, em breve vários civis estarão envolvidos em um infernal cotidiano agonizante de outra guerra. Para a alegria da indústria armamentista americana.
http://www.novae.inf.br/pensadores/brincadeiras_belicas.html
.:: A JUSTIÇA REVANCHISTA DE BUSH E SUA MÍDIA
Por Mikel Amigot
Doze meses após o 11/09, a ferida continua sem cicatrizar, com anseios agora pela maioria pró-Bush de um castigo exemplar na pessoa e no país do paranóico ditador iraquiano Sadam Hussein
http://www.novae.inf.br/amigot/justica_assassina.htm
.:: MORTOS NÃO TRAZEM LIÇÕES
Por Maurício F. Pinto
Após 11 de setembro, o mundo mudou para pior. A maior potência econômica e militar do mundo continua retrógrada e selvagem.
http://www.novae.inf.br/mundopop/mortos.htm
.:: TERRORISMO IMPERIALISTA
Por Rodrigo Quesada Monge
É triste chegar à conclusão de que a tolerância é hoje mais que nunca um delírio de sonhos impossíveis.
http://www.novae.inf.br/quesada/imperio_terror.htm
.:: O CAPITÃO AMÉRICA
Por Nemo Nox
Um perfil do herói de Joe Simon que continua defendendo o velho american-way-of-life nos quadrinhos.
http://www.novae.inf.br/nemonox/capitao_america.htm
.:: HISTÓRIA
Relembre a edição da Novae do dia 12 de setembro de 2001, dedicada ao “Dia da Estaca Zero”
http://www.novae.inf.br/12092001.htm
===========
DESTAQUES
===========
.:: NOVAE ELEIÇÕES
OS NÚMEROS DA "SEGUNDA-FEIRA"
A segunda-feira está sendo muito lembrada nessa época eleitoral. A Novae aproveita e também entra nessa dança. Dedica essa página aos principais números da economia dos últimos 8 anos e que não devem sair da cabeça do eleitor em nenhuma segunda-feira, até 6 de outubro:
http://www.novae.inf.br/ativismo/segunda_feira.html
O MUNDO, SEGUNDO OS EUA
=====================
.:: BRINCADEIRAS BÉLICAS
Por Carolina Borges
Com justificativas banais de legítima defesa, em breve vários civis estarão envolvidos em um infernal cotidiano agonizante de outra guerra. Para a alegria da indústria armamentista americana.
http://www.novae.inf.br/pensadores/brincadeiras_belicas.html
.:: A JUSTIÇA REVANCHISTA DE BUSH E SUA MÍDIA
Por Mikel Amigot
Doze meses após o 11/09, a ferida continua sem cicatrizar, com anseios agora pela maioria pró-Bush de um castigo exemplar na pessoa e no país do paranóico ditador iraquiano Sadam Hussein
http://www.novae.inf.br/amigot/justica_assassina.htm
.:: MORTOS NÃO TRAZEM LIÇÕES
Por Maurício F. Pinto
Após 11 de setembro, o mundo mudou para pior. A maior potência econômica e militar do mundo continua retrógrada e selvagem.
http://www.novae.inf.br/mundopop/mortos.htm
.:: TERRORISMO IMPERIALISTA
Por Rodrigo Quesada Monge
É triste chegar à conclusão de que a tolerância é hoje mais que nunca um delírio de sonhos impossíveis.
http://www.novae.inf.br/quesada/imperio_terror.htm
.:: O CAPITÃO AMÉRICA
Por Nemo Nox
Um perfil do herói de Joe Simon que continua defendendo o velho american-way-of-life nos quadrinhos.
http://www.novae.inf.br/nemonox/capitao_america.htm
.:: HISTÓRIA
Relembre a edição da Novae do dia 12 de setembro de 2001, dedicada ao “Dia da Estaca Zero”
http://www.novae.inf.br/12092001.htm
===========
DESTAQUES
===========
.:: NOVAE ELEIÇÕES
OS NÚMEROS DA "SEGUNDA-FEIRA"
A segunda-feira está sendo muito lembrada nessa época eleitoral. A Novae aproveita e também entra nessa dança. Dedica essa página aos principais números da economia dos últimos 8 anos e que não devem sair da cabeça do eleitor em nenhuma segunda-feira, até 6 de outubro:
http://www.novae.inf.br/ativismo/segunda_feira.html
sábado, setembro 07, 2002
Sete de Setembro.. dia da in-dependência do Brasil... !!!???
Começou mal.. com ventos de mais de 120Km por hora... tombando coisas e derrubando árvores...
[fonte:O GLOBO]
aqui em casa as telhas de amianto tremeram.. algumas se soltaram.. foi sujeira prá todo lado.. as do vizinho voaram e deceparam uma pequena árvore de romãs que havia no quintal.. imagina se fosse meu pescoço, já que estava retirando a roupa do varal...
cachorros coloquei todos para dentro.. alguns no canil... mas depois de duas horas de ventania forte a coisa amenizou.. o desfile na Presidente Vargas foi cancelado.. sem ver a parada esse ano... mas o dia continua nublado com cara de invernão sulista.. lembrei do vento sul de floripa.. lá era até legal.. vento sul, céu azul.. vento norte.. chuva forte..
Marcílio...
estive em dúvidas se postava aqui esse notícia que tomou-me de assalto ja faz alguns dias...
Conversando com Marcílio, nosso amigo e colaborador aqui nesse Blog, fiquei sabendo de sua condição de saúde debilitada pela desoberta de uma doença degenerativa, Mal de Parkison...
O Marcilio segue lutando com bravura, até criando um blog para discutir o assunto << Mal de Parkinson>>
que tenho colaborado no que se refere aos ajustes técnicos..
Meus votos de melhoras ...
por hoje é só..
bração..
PS. a música do Dia.. Bee Gee - Embracee.. .
Começou mal.. com ventos de mais de 120Km por hora... tombando coisas e derrubando árvores...
aqui em casa as telhas de amianto tremeram.. algumas se soltaram.. foi sujeira prá todo lado.. as do vizinho voaram e deceparam uma pequena árvore de romãs que havia no quintal.. imagina se fosse meu pescoço, já que estava retirando a roupa do varal...
cachorros coloquei todos para dentro.. alguns no canil... mas depois de duas horas de ventania forte a coisa amenizou.. o desfile na Presidente Vargas foi cancelado.. sem ver a parada esse ano... mas o dia continua nublado com cara de invernão sulista.. lembrei do vento sul de floripa.. lá era até legal.. vento sul, céu azul.. vento norte.. chuva forte..
Marcílio...
estive em dúvidas se postava aqui esse notícia que tomou-me de assalto ja faz alguns dias...
Conversando com Marcílio, nosso amigo e colaborador aqui nesse Blog, fiquei sabendo de sua condição de saúde debilitada pela desoberta de uma doença degenerativa, Mal de Parkison...
O Marcilio segue lutando com bravura, até criando um blog para discutir o assunto << Mal de Parkinson>>
que tenho colaborado no que se refere aos ajustes técnicos..
Meus votos de melhoras ...
por hoje é só..
bração..
PS. a música do Dia.. Bee Gee - Embracee.. .
sexta-feira, setembro 06, 2002
=============================================
NEWSLETTER WWW.NOVAE.INF.BR
A personalidade ousada de ver o mundo
Uma revista de www.mfn.com.br
=============================================
Planeta Terra, 06 de setembro de 2002
=========
INÉDITOS
=========
.:: BRASIL S.A.
RAÍZES DO CAPITALISMO AUTORITÁRIO
Por José Lucas Alves Filho
A subserviência dessas elites só eram menores que sua arrogância, ao espoliar seus próprios trabalhadores, mantendo-os na ignorância e na miséria, fomentando enfermidades endêmicas pelo descaso sanitário e pelo abandono de infra-estruturas que poderiam sobrelevar as mazelas dessas sociedades condenadas ao atraso econômico
http://www.novae.inf.br/pensadores/raizes_autoritarias.htm
.:: MERCADO BELEZA
UMA AULA DE GONZO PARA A CAMPUS
Por Hernani Dimantas
A versão brasileira do livro de Cris Locke mostra que a editora não percebe que os micromercados são uma nova realidade. As pessoas estão conversando com pessoas numa linguagem humana, onde empresas não entram. Não tem nada de maluco nisso.
http://www.novae.inf.br/marketinghacker/maluco_nada.html
.:: NOVAE ELEIÇÕES
OS NÚMEROS DA "SEGUNDA-FEIRA"
A segunda-feira está sendo muito lembrada nessa época eleitoral. A Novae aproveita e também entra nessa dança. Dedica essa página aos principais números da economia dos últimos 8 anos e que não devem sair da cabeça do eleitor em nenhuma segunda-feira, até 6 de outubro
http://www.novae.inf.br/ativismo/segunda_feira.html
===========
DESTAQUES
===========
.:: ÉTICA NA POLÍTICA?
DA SAGRADA INGENUIDADE DOS CÉTICOS AO REALISMO MAQUIAVÉLICO
Por Antônio Ozaí da Silva
Os fins justificam os meios na medida em que estes meios não entram em contradição com os fins almejados. Quer dizer, nem tudo é permitido! Só é aceitável aquilo que contribui para que se atinja o fim e que não represente a negação deste.
http://www.novae.inf.br/mundopop/politica_etica.htm
::: EXCLUSIVO
Manoel Fernandes Neto, editor da Novae, fala sobre Internet, jornalismo e ética em entrevista para a revista Grito
http://www.novae.inf.br/mfn/grito.htm
::: CANAL ESPECIAL
NÃO !!!
Alca, globalização, indústria cultural. Confira o canal da Novae que diz NÃO! à tirania americana sobre os povos da terra.
http://www.novae.inf.br/ativismo/nao.html
::: MOMENTO HISTÓRICO
PESQUISA GOOGLE - NOVAE
Para facilitar sua busca de conhecimento livre, instalamos uma ferramenta livre de busca na Novae. Apesar das limitações, é melhor que nada. :o)
http://www.novae.inf.br/arquivos
NEWSLETTER WWW.NOVAE.INF.BR
A personalidade ousada de ver o mundo
Uma revista de www.mfn.com.br
=============================================
Planeta Terra, 06 de setembro de 2002
=========
INÉDITOS
=========
.:: BRASIL S.A.
RAÍZES DO CAPITALISMO AUTORITÁRIO
Por José Lucas Alves Filho
A subserviência dessas elites só eram menores que sua arrogância, ao espoliar seus próprios trabalhadores, mantendo-os na ignorância e na miséria, fomentando enfermidades endêmicas pelo descaso sanitário e pelo abandono de infra-estruturas que poderiam sobrelevar as mazelas dessas sociedades condenadas ao atraso econômico
http://www.novae.inf.br/pensadores/raizes_autoritarias.htm
.:: MERCADO BELEZA
UMA AULA DE GONZO PARA A CAMPUS
Por Hernani Dimantas
A versão brasileira do livro de Cris Locke mostra que a editora não percebe que os micromercados são uma nova realidade. As pessoas estão conversando com pessoas numa linguagem humana, onde empresas não entram. Não tem nada de maluco nisso.
http://www.novae.inf.br/marketinghacker/maluco_nada.html
.:: NOVAE ELEIÇÕES
OS NÚMEROS DA "SEGUNDA-FEIRA"
A segunda-feira está sendo muito lembrada nessa época eleitoral. A Novae aproveita e também entra nessa dança. Dedica essa página aos principais números da economia dos últimos 8 anos e que não devem sair da cabeça do eleitor em nenhuma segunda-feira, até 6 de outubro
http://www.novae.inf.br/ativismo/segunda_feira.html
===========
DESTAQUES
===========
.:: ÉTICA NA POLÍTICA?
DA SAGRADA INGENUIDADE DOS CÉTICOS AO REALISMO MAQUIAVÉLICO
Por Antônio Ozaí da Silva
Os fins justificam os meios na medida em que estes meios não entram em contradição com os fins almejados. Quer dizer, nem tudo é permitido! Só é aceitável aquilo que contribui para que se atinja o fim e que não represente a negação deste.
http://www.novae.inf.br/mundopop/politica_etica.htm
::: EXCLUSIVO
Manoel Fernandes Neto, editor da Novae, fala sobre Internet, jornalismo e ética em entrevista para a revista Grito
http://www.novae.inf.br/mfn/grito.htm
::: CANAL ESPECIAL
NÃO !!!
Alca, globalização, indústria cultural. Confira o canal da Novae que diz NÃO! à tirania americana sobre os povos da terra.
http://www.novae.inf.br/ativismo/nao.html
::: MOMENTO HISTÓRICO
PESQUISA GOOGLE - NOVAE
Para facilitar sua busca de conhecimento livre, instalamos uma ferramenta livre de busca na Novae. Apesar das limitações, é melhor que nada. :o)
http://www.novae.inf.br/arquivos
Assinar:
Comentários (Atom)
O tempo não apagou o que não terminou
O dia amanheceu cinzento, chuvoso e frio. Ainda assim, a certeza de que, em algum lugar longe daqui, você pensa em mim acalenta minha alma e...
-
Aqui vai a lista ordenada da classificação preliminar para a GEX - Porto Velho - RO 0001 Neander Alves do Couto ...
-
Pessoal, sem considerar os critérios de desempate, eis aí a listagem com os classificados para o INSS 2015, p ara a GEX Tefé - AM.. colo...