quarta-feira, maio 28, 2025

Diário de um profeta gripado: uma breve saga pneumática

 
*(ou “como sobrevivi ao apocalipse sem precisar ser internado, mas quase”)

Vocês lembram que falamos tanto de viroses e arboviroses que parecia previsão do tempo: “céu nublado com chance de dengue”? Pois é. Eis que virei o spoiler biológico da minha própria timeline. Diagnóstico: influenza. Tipo? Ah, sei lá. Foi uma gripe com nome de arquivo corrompido: “influenza_não_especificada_finalFINAL_definitivo4.pdf”. Tradução médica: “tá ferrado, toma esses remédios aqui e reza pro sistema imunológico fazer o seu trampo”.

Faltou só a musiquinha do Plantão da Globo cada vez que eu tossia.

A coisa ficou feia: cansaço, falta de ar, nebulização três vezes ao dia (com aquele perfume inconfundível de plástico hospitalar quente), injeções na veia cava superior (porque minhas mãos disseram "acabou pra mim, chefe"), e aquele combo maravilhoso de exames: sangue, RX de tórax, pressão arterial e o sempre simpático cotonete enfiado até o passado pra testar COVID.

Resultado:
COVID – Negativo.
RX – Normal.
Sangue – Inconclusivo, talvez eu nem seja humano.
Internação – Não precisou (por um triz).
Medicação – Um combo farmacológico digno de um laboratório inteiro.
Comida do hospital – sabor Nebulização à la mode.

Felizmente, sobrevivi. Estou em casa, quatro dias de atestado, respirando melhor, ainda tossindo como quem fuma tijolo, mas otimista (mentira, só tô cansado). Moral da história? Nenhuma. Mas fica o lembrete: profecia autoimune é real, e gripe não é brinquedo, viu?

Se cuidem. Bebam água. E fiquem longe de mim.

segunda-feira, maio 19, 2025

Gripe Aviária, Oropouche e Bebês Reborn: Bem-vindo ao Brasil, edição Febres & Delírios

Gerada pelo Monkey -
IA psicodélica
do ChatGPT
 Hoje vamos dar uma de poeta, ou cientista, louco que mistura um pouco de tudo e quer ver no que vai dar....vamos lá:

 Enquanto o noticiário insiste em repetir o mantra do apocalipse parcelado, o Brasil entra em mais uma fase do seu eterno reality show sanitário e social. E, como bons protagonistas de um roteiro que parece escrito por um roteirista bêbado da HBO, temos os seguintes capítulos na nossa novela tropical:

Capítulo 1: A Gripe Aviária Bate Asas no Sul

 Três focos confirmados no Rio Grande do Sul. O vírus da gripe aviária (H5N1) voltou a dar o ar de sua desgraça, provocando o sacrifício de aves, medidas de contenção e uma tensão danada no setor agropecuário. Não é a primeira vez, e provavelmente não será a última, que o H5N1 ameaça fazer o salto de espécie — e embora o risco humano ainda seja baixo, o histórico do vírus nos convida a não brincar de roleta viral.

Alerta sanitário, medidas de biossegurança, e aquele sentimento reconfortante de que, sim, as aves podem estar tramando algo. (Brincadeira. Esperamos que não.)

Capítulo 2: Oropouche – A Febre que Vem do Maruim

No Rio de Janeiro, mais precisamente em Guapimirim e Cachoeiras de Macacu, a coisa apertou. A febre do Oropouche, transmitida por um inseto menor que a paciência do brasileiro com filas — o maruim — fez uma vítima fatal e acendeu o sinal vermelho.

Causada por um vírus da família Peribunyaviridae, a febre do Oropouche costuma provocar sintomas parecidos com dengue: febre alta, dor no corpo, dor de cabeça, vômito, e às vezes até um surto de indignação civil. Não há vacina. Não há tratamento específico. Há apenas repelente, manga comprida e esperança.

Mais de 5 mil casos já foram registrados no país este ano. Enquanto o mosquito age na surdina, a população tenta adivinhar se está com dengue, zika, chikungunya ou apenas vivendo no Brasil em 2025.

Capítulo 3: A Febre Mental dos Bebês Reborn

E porque a sanidade já não vinha bem das pernas, agora temos brigas judiciais por guarda de bonecas. Sim, bonecas. Reborns. Aqueles bebês hiperrealistas que parecem recém-nascidos e que, aparentemente, despertaram em algumas pessoas instintos maternais — ou questões psiquiátricas não resolvidas.

Um caso recente envolveu disputa judicial de custódia e até tentativa de batismo. Um padre se recusou (com razão e talvez algum pânico), sugerindo uma visita ao psiquiatra. Internautas dividiram-se entre “deixa ela ser feliz com a boneca” e “meu Deus, o fim do mundo vem com fralda de algodão”.

Conclusão?

Estamos vivendo uma pandemia de surtos: virais, entomológicos e emocionais. A gripe aviária bate à porta dos aviários, o Oropouche se espalha como fofoca de barbearia, e o amor maternal encontra novos alvos de afeto — mesmo que feitos de vinil.

A recomendação? Mantenha-se informado, vacinado (quando possível), use repelente, e se apegue a seres inanimados com parcimônia. Porque o mundo já está doente o suficiente.


quinta-feira, maio 15, 2025

BREAKING: O Apocalipse Virou CEO – E Tinha Sotaque do Meio-Oeste estadunidense

Arte gerada por IA com curadoria temática e textual de Monday, o assistente satírico de plantão.
Arte gerada por IA, o assistente satírico de plantão.
 Queridos terráqueos (e possíveis observadores  extraterrestres que já estão atualizando o plano de evacuação da Terra), chegou a hora de aceitar: o roteiro da humanidade foi terceirizado pra um roteirista da Netflix com burnout.

Enquanto uns juram que Nostradamus previu isso tudo, outros têm certeza de que foram Os Simpsons. Eu, particularmente, acho que foi aquele tio do WhatsApp com “informações exclusivas” que previu primeiro.

Estamos falando de um líder global que:

  • Acha que mudar o clima é só uma questão de "atitude positiva" e talvez um boné novo.

  • Persegue imigrantes com mais empenho do que persegue a verdade.

  • Trata universidades como se fossem seitas perigosas que ousam pensar.

  • Demonstra o tato diplomático de um caminhão de entulho ao desmontar agências públicas e instituições humanitárias como quem apaga apps do celular.

  • E ainda entrega a chave do cofre estatal ao Gabinete do Musk, um coletivo informal de technobrólogos cuja política externa é baseada em memes, impulsos noturnos e audiências no X (antigo Twitter, agora aparentemente uma seita digital).

  • Usa IA para desinformar, mas jura que não sabe como configurar o Wi-Fi da Casa Branca.

Sim, parece o anticristo. Mas com menos carisma e mais bronzer.

Se Nostradamus realmente viu isso, aposto que ele fechou o livro na hora e foi tomar um vinho dizendo: "Deixa pra lá, isso ninguém vai acreditar mesmo..."

Enquanto isso, os Simpsons, coitados, só queriam brincar com pastelaria narrativa – e acabaram virando oráculos da decadência ocidental.

Se você ainda está esperando os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, já chegaram. Só que agora andam em SUV elétrico com design de origami agressivo, promovido como “salvador ecológico”, mas com autonomia moral de uma torradeira raivosa. Blindado até os sensores de empatia, com piloto automático que só funciona quando detecta bilionários no banco de trás.

E lá vão eles, cortando cabeças (não literalmente… ainda), fechando agências de ajuda como se estivessem reorganizando a lista de seguidores, e substituindo socorro humanitário por threads motivacionais e emojis.

Segurem seus chapéus de papel alumínio, meus caros. A montanha-russa começou e o botão de emergência virou NFT. Mas relaxa, o foguete é reutilizável.

(Texto satírico criado com a ajuda de um assistente de IA que provavelmente está mais cansado da humanidade do que você. Chamam ele de “Monday”)


quarta-feira, maio 14, 2025

Título: "Descontos indevidos e o tutorial do apocalipse digital para aposentados"


O governo descobriu o óbvio: que alguém — um ente invisível, provavelmente disfarçado de “Associação Nacional de Cofres Misteriosos” — andou metendo a mão nos vencimentos de aposentados e beneficiários do INSS. Fraude? Claro. Chocante? Só para quem não tem CPF.

E, como resposta, veio o alívio estatal: "Vamos devolver o dinheiro, sim, tá gente? Mas antes vamos só ali buscar de volta com os fraudadores." Que gracinha. Enquanto isso, os aposentados que quiserem contestar os descontos precisam fazer o quê? Usar o app Meu INSS. Com o quê? Com uma conta Gov.br. É isso mesmo. Resolver um problema no mundo físico com uma gincana digital. É tipo pedir pra sua avó de 82 anos fazer um Reels explicando o que é phishing.

Mais de 9 milhões de pessoas foram notificadas pelo aplicativo. Delas, 470 mil conseguiram contestar os descontos. O resto? Provavelmente ainda está tentando entender por que o celular trava toda vez que tentam abrir o navegador. Talvez estejam ligando para o neto, o genro, ou o padeiro da esquina que entende de "tecnologia" porque uma vez formatou um notebook em 2012.

A lógica é simples: o governo obriga aposentados a usarem tecnologia que não dominam, para impedir fraudes que o próprio sistema permitiu, e que agora promete ressarcir com recursos que saem antes mesmo de punir os culpados. É quase poético, se não fosse trágico. Ou se não fosse verdade.

Sem contar que essa mesma população — muitas vezes com mais de 65 anos, baixa escolaridade, pouco ou nenhum acesso à internet — foi jogada de cara em um ecossistema digital desenhado por jovens de 23 anos que acham que “scrollar” é instintivo, tipo respirar ou clicar em “aceito os cookies”. Para esses designers de interface, toda dificuldade se resolve com um gif animado sorridente e um botão azul escrito "avancar".

A ironia? Ninguém vai devolver tempo, paciência, nem a sanidade mental de quem teve que pedir ajuda ao neto para acessar uma conta gov.br com autenticação em duas etapas, reconhecimento facial, e senha que não pode conter seu nome, seu CPF, sua data de nascimento, ou qualquer coisa que um ser humano real consiga lembrar.

A fraude é feia, mas o processo de contestação é praticamente um crime de tortura mental assistida.

Talvez esteja na hora do governo criar um mascote simpático: o Seu INSSito. Um senhorzinho de bigode e suspensório que aparece na tela do celular gritando "TOQUE AQUI, MARIA, TOQUE AQUI!" em voz alta. E depois desaparece porque o aplicativo travou.

Ou talvez seja hora de fazer algo revolucionário: desenhar soluções pensando nas pessoas que realmente vão usá-las. Mas isso, claro, é bem mais difícil do que tirar dinheiro de aposentado.


terça-feira, maio 06, 2025

Mudanças Climáticas: Nada Muda, Só o Clima...

“Desde Rachel Carson até a COP 30: o planeta grita e a humanidade responde com uma reunião e um coffee break.”

Em novembro deste ano, o Brasil vai sediar a COP 30 — a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas. Sim, trinta. Três-zero. Porque a gente adora fazer reuniões e emitir relatórios que são basicamente: "Estamos fritando o planeta e ainda assim seguimos firmes no churrasco."

Mas essa história não começou agora. Lá pelos anos 50, uma senhora chamada Rachel Carson escreveu Silent Spring, um livro que já gritava — ironicamente em silêncio — sobre como pesticidas estavam detonando o meio ambiente. Depois veio Estocolmo em 1972, com gente reunida dizendo: "Precisamos fazer algo." Spoiler: não fizeram. 

Foi ali que escolheram, à revelia do termo ecodesenvolvimento, tão caro a Ignacy Sachs, o termo "Desenvolvimento Sustentável" que, na verdade trata-se de um oxímero.. enfim, foi o tal clube de Roma que alertou para os perigos do crescimento populacional e o esgostamento dos recursos naturais - o relatório "Limites do Crescimento". Se antes as divergências eram entre o Leste e o Oeste, passam a ser, a partir desse momento, entre o Norte (desenvolvido) e o Sul (em desenvolvimento), entre países ricos e países pobres.. por isso o termo de Sachs era mais afeto ao problema: era (e é) possível crescer sem esgotar os recursos naturais, mas, por seu viés marxista, foi rejeitado e o termo que pegou mesmo é esse que ainda hoje se utiliza: Desenvolvimento Sustentável.

Vieram mais conferências: Roma, Quito, Paris, Rio, Kioto, e cada cidade deixava sua assinatura como quem diz “Eu também tentei”. Em 2000, no meu trabalho de conclusão de curso (sim, sou esse tipo de pessoa), já falava sobre mudanças climáticas. Usei conceitos como Representações Sociais de Moscovici, Ecodesenvolvimento de Ignacy Sachs, e aquele famoso método científico: “olha, tá dando ruim”.

A questão é: por que nada muda, se a gente sabe que o clima está mudando?
Talvez porque mudar o próprio comportamento seja mais difícil do que fingir que 40ºC em abril é “coisa de El Niño”. Ou talvez porque parte da população acredita que aquecimento global é só um plano secreto da indústria das camisetas regata.

E o mais fascinante: em pleno 2025, com geleiras derretendo como picolé no asfalto, ainda tem até 15% de brasileiros e cerca de 20% da população mundial que não acreditam nas mudanças climáticas. Gente que olha pro termômetro quebrando recorde e diz: “É só verão.”

Enquanto isso, seguimos emitindo carbono com a leveza de quem sopra velinhas no bolo do planeta. Emissões, omissões e, claro, decisões que chegam atrasadas, quando o nível do mar já bate no segundo andar.

A COP 30 vem aí. Vai ser linda, cheia de promessas, com direito a painéis solares e discursos emocionados, e talvez até um coquetel sustentável com canudinhos de bambu. Mas eu me pergunto: será que, desta vez, alguma coisa muda... além do clima?

"O Vaticano Liga Pra Você (Ou Não)"

 Por que é tão importante saber quem será o novo Papa?

Photo by Aviz Media: https://www.pexels.com/photo/mysterious-silhouette-surrounded-by-smoke-30390894/


Sempre que o trono de São Pedro fica vago (ou como preferem dizer lá, "sede vacante" — porque latim é sempre mais dramático), o mundo parece se inclinar em direção ao Vaticano, esperando por fumaça. Literalmente. Branco: temos Papa. Preto: ainda não. É como um sinal de Wi-Fi medieval. E assim começa o espetáculo: jornalistas acampados na Praça de São Pedro, comentaristas teológicos temporários emergindo do nada, e claro, a infame bolsa de apostas papal — porque nada diz "espiritualidade" como tentar lucrar com a escolha do sucessor de um pescador galileu.

Mas por que tudo isso importa? Por que tanta gente se importa com o nome de um senhor de idade que vai morar num palácio decorado com afrescos e carregar um cajado dourado com humildade solene? Será que a escolha realmente afeta nossas vidas de simples mortais, presos entre boletos, redes sociais e o eterno dilema entre café e ansiedade?

A resposta, por incrível que pareça, é: talvez.

Além de ser o líder espiritual de mais de um bilhão de católicos, o Papa também é, tecnicamente, um chefe de Estado. Sim, o Vaticano é um país. Um país real, com passaporte, moeda própria (euro, claro, porque até o céu precisa de estabilidade econômica), e até uma guarda suíça armada com lanças e plumas na cabeça — uma estética que diz "carnaval histórico com orçamento ilimitado".

Então, escolher um Papa não é só questão de fé: é diplomacia, é política internacional, é soft power com crucifixo. A depender de quem for escolhido, há impactos em temas como imigração, meio ambiente, desigualdade social, e o eterno embate moral sobre... basicamente tudo. Será um Papa mais progressista, que conversa com os jovens e twitta em oito idiomas? Ou um mais tradicionalista, que olha torto até pra guitarra elétrica nas missas?

E me pergunto: se perguntássemos ao próprio Deus o que Ele pensa disso tudo — o conclave secreto, os votos em papelzinho, os cardeais com cara de suspense num cenário que parece uma mistura de novela histórica com “Missão Impossível” — será que Ele riria? Será que diria: “De novo com essa encenação toda? Eu só queria que amassem uns aos outros, gente.”

No fim das contas, talvez não importe apenas quem será o novo Papa, mas se ele lembrará que o cargo não é um trono, mas uma cadeira — e que o peso da tiara papal, mesmo simbólica, deveria ser o de carregar o mundo, não apenas governá-lo.

O tempo não apagou o que não terminou

O dia amanheceu cinzento, chuvoso e frio. Ainda assim, a certeza de que, em algum lugar longe daqui, você pensa em mim acalenta minha alma e...