segunda-feira, abril 26, 2004

A REALIDADE DE UM SONHO (V)

NÊODO

Dia 7 de março - domingo

A Clarice (Cla) liga pro Nêodo: diz que o Alê está com ela e explica em poucas palavras o nosso estranho encontro. E se com a Cla o reconhecimento demorou pra acontecer, com o Nêodo foi muito rápido. Estou falando com a amiga quando olho para o lado e vejo o Nêodo que me pergunta onde está a "Gazzetta dello Sport". Ao mesmo tempo ele abraça a Cla e nesse momento reparo que eles nunca tinham se visto antes. Depois o Nêodo se volta pra mim e em poucos segundos consegue me deixar maravilhado, sem palavras. Mal acaba de me abraçar e me dá de presente um broche com as bandeiras do Brasil e da Itália cruzadas. Nem tive tempo de agradecer e ele pega as minhas malas. Eu não queria que levasse as malas, pois já achava estar incomodando toda a sua rotina e a da família. Nem pensar em fazê-lo trabalhar! Ele pára: tira do bolso um chaveiro com duas chaves. Que lindo chaveiro! Trata se da cobra que fuma, o símbolo da Força Expedicionária Brasileira, assunto que fez com que nos conhecessemos. Olho com muita atenção e depois o devolvo ao seu dono. O Nêodo diz que é pra mim. Eu tento dar um sorriso, explicando que há duas chaves e que, se ele quiser me dar o chaveiro, pode entregar na minha volta pra Itália. Não, ele não quer me dar o chaveiro, mas as chaves da casa onde mora com a namorada, Therezinha, e onde eu iria ficar por duas semanas.

Aqui tenho que parar um pouquinho o conto. Se a casa fosse dele, da Therezinha, ou de qualquer outro, não seria isso a coisa mais importante. O importante foi que uma pessoa que nunca tinha me visto antes, depois um minuto de abraço, me entregou as chaves de casa. Quantas pessoas teriam feito isso? Eu, por exemplo, não. A minha educação baseou-se no "desconfia do próximo". Felizmente esta minha educação mudou um pouquinho ao longo dos anos, caso contrário eu não poderia fazer uma viagem assim longa só na base de umas amizades virtuais. Fica claro que a minha amizade com o Nêodo está sendo uma coisa extraordinária: tínhamos confiança um no outro antes mesmo da gente se encontrar, tendo falado apenas uma vez por telefone. Mas o gesto do Nêodo de me entregar as chaves de casa fica sendo uma coisa além do inesperado: eu não podia pensar nem de longe algo assim. Como nasceu a nossa amizade, vou contar quando fomos ao Monumento da Segunda Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo. Aquí o que eu quero mostrar é a imensa bondade deste homem e da sua família.
E, aproveitando deste momento "entre parenteses", tenho que dizer que não vou contar toda a viagem assim segundo por segundo como estou fazendo agora. Não quero aborrecer todos vocês!! Mas alguns momentos têm que ser lembrados como se eu os vivesse agora, pela primeira vez. E com imenso prazer. Vou continuar, por poucas linhas ainda este capítulo.

Fico com as chaves na mão: se já acho de ter ar de "bêbado" depois de três aviões e depois de vinte horas viajando, agora tenho que ter ar de "bobo". Estou saindo do aeroporto. A minha visita começa. Mas neste momento páro de pensar no turismo. Acabo de receber a mais grande lição de amizade que eu nunca tive.

terça-feira, abril 20, 2004

A REALIDADE DE UM SONHO (IV)


CLARICE

Dia 7 de março – domingo

Eis agora que estou sentado no Galeão. Melhor: no Antonio Carlos Jobim, como o pequeno grupo que toca as canções do Mestre dentro do aeroporto faz lembrar. Depois de saudar o par italiano com o qual fiz a viajem de São Paulo, pela primeira (e única) vez me sinto só: fico olhando o encontro dos outros passageiros com o pessoal que espera por eles. Vou me sentar. Muito parecem estar aquí por trabalho, por duas vezes se aproxima um cara que procura provavelmente um funcionário de uma firma: mas não sou eu quem o cara está procurando. Olho o relógio: nossa!, tenho bastante tempo pra esperar. Nem sei se a saida pode ser aquela certa para o encontro: nem sei se quero ficar sentado ou dar um passeio dentro do aeroporto. Olho pra todo o lado com ar vadio. Entra uma garota: quase parecida à Clarice, vista daquí. Tomara fosse ela: é ainda mais bonita que nas fotos. Verdade que a aparência não é importante; a Cla foi muito gentil em oferecer ajuda na minha visita carioca. Não importa como ela será exteriormente, porquê já sei da sua beleza interior. A garota logo vai embora. Neste momento uma dúvida: e se a Cla e o Nêodo vêem sozinhos e também eles vão se encontrar por aquí? Eu disse só para o Nêodo das cores das minhas malas (e de uma “Gazzetta dello Sport” que não tenho) mas não disse nada à Cla; que erro!!
Passam poucos minutos e a garota volta. Parece que ela esteja procurando alguém. Mas este alguém com certeza não sou eu. Na verdade…mais se aproxima mais parece a querida amiga. Mas não pode ser: cedo demais, mesmo se o avião que eu deveria pegar na origem fosse pontual. Volto aos meus pensamentos. De vez em quando procuro a garota. Ela sobe o andar superior….ela volta a descer…ela está se aproximando pra mim…aos poucos ela abre o sorriso…está sorrindo pra mim…eu também vou acenar um sorriso…Mas logo páro: o meu primeiro sorriso vai ser pra Cla ou pra Nêodo. Só pra eles. Apago o meu sorriso e viro a cabeça do outro lado.
Estou cansado mas a espera do encontro com os amigos e o saber que estou no Rio de Janeiro me mexem bastante. Viro a cabeça: a garota se sentou a poucos metros de mim mas voltada do outro lado, conforme à disposição das cadeiras. Assim estamos de perfil. Sim, na verdade é uma linda garota. Mas não quero olhar-la: sou tímido e não gosto de me fazer ver sempre olhando ela. Mas depois volto a olhar: e se fosse a Cla? Os cabelos…poderia ser…Tenho que virar de novo a cabeça. Novamente olhando ela: sim, parece muito, mas acho que não é…viro a cabeça.
Olhando: das fotos, poderia ser…
Não olhando: tenho que esperar só alguns minutos…
Olhando: parece, mas se fosse ela também me poderia reconhecer e agora nunca me olha, não pode ser…
Não olhando: será que estou no lugar certo pelo encontro? Mas a saida está aquí, tem que ser aquí…
Olhando: nossa! Os óculos que ela tem são os mesmos da última foto que a Cla me enviou…
Não olhando: e se realmente fosse a Cla?…
Olhando: cabelos, óculos, fisionomia parecida…
Não olhando: mas se ela está sentada e não olha nem um segundo pra mim, não pode ser…
Olhando: é…
Não olhando: não é…
Olhando: é…
Não olhando: não é…
Olhando: é…
Não olhando: não posso estar aquí sentado na dúvida, tenho que me fazer coragem e ir falar com ela…
Olhando: será ela? E se não fosse…
Não olhando: tenho que ir, se não fosse vou pedir desculpas a esta garota…
Olhando: com certeza os óculos são os mesmos…
Não olhando: coragem, guri! Levanta o teu corpo e chega de timidez! Afinal não tenho nada a perder senão o tempo aquí pensando se é ou não é…
Olhando: agora venho me aproximar, garota, fique alí sentada!
Viro pela última vez a cabeça. Cerca de vinte minutos depois que ela se sentou alí (e cerca de quarenta minutos depois que ela entrou pela primeira vez no aeroporto), pego a decisão de falar com a provável Clarice. Me levanto: quase com desinteresse pareço procurar a saida pra depois virar de repente para a garota. Toco o seu ombro esquerdo e ela vira a sua cara pra mim. Chegou a hora de falar, muito sério: “Peço desculpas…” O meu acento estrangeiro faz entender à garota quem eu sou. Ela abre o seu sorriso e depois começa a rir. Neste momento eu sei que diante de mim está a minha ex-amiga virutal e agora real, Clarice Abreu. Mas tenho que completar a frase, rindo: “…você está esperando uma pessoa que vem da Itália e que conseguiu pegar o avião antes daquele que ele devia pegar?” Clarice não diz nada: ela ri. Tenho que cumprir promessa. Vou do lado das cadeiras onde está ela, abraço ela bem apertado e a levanto do chão.

domingo, abril 18, 2004

LUTO

Morreu hoje Iginia Ponziani (Nonna Gina), minha avó.
Quero escrever só estas poucas linhas pra lembrar dela e de todos os meu avos dos quais ela era a última sobrevivente.

Alessandro

sábado, abril 17, 2004

CANTA, CANTA, MINHA GENTE
(Martinho da Vila)

"Canta, canta minha gente
Deixa a tristeza pra lá
Canta forte, canta alto
Que a vida vai melhorar

Cantem o samba de roda
O samba-canção e o samba rasgado
Cantem o samba de breque
O samba moderno e o samba quadrado
Cantem ciranda e frevo
O coco, maxixe, baião e xaxado
Mas não cantem essa moça bonita
Porque ela está com o marido do lado

Canta, canta minha gente
Deixa a tristeza pra lá
Canta forte, canta alto
Que a vida vai melhorar

Quem canta seus males espanta
Lá em cima do morro ou sambando no asfalto
Eu canto o samba-enredo
Um sambinha lento ou um partido alto
Há muito tempo não ouço
O tal do samba sincopado
Só não dá pra cantar mesmo
É vendo o sol nascer quadrado

Canta, canta minha gente
Deixa a tristeza pra lá
Canta forte, canta alto
Que a vida vai melhorar"

Animo, animo, que a vida vai com certeza melhorar!! ;-Þ

sexta-feira, abril 16, 2004

PRESENTE DE ANIVERSARIO

NEODO, O DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PRODUCAO DA UFSC ACABA DE CONFERIR-LHE O TITULO DE ESPECIALISTA NA AREA DE CONCENTRACAO MIDIA E CONHECIMENTO DANDO POR CONCLUIDO O SEU CURSO DE POS-GRADUACAO.
PARABENS. OS PAPEIS SEGUEM PELO CORREIO.

quinta-feira, abril 15, 2004

A REALIDADE DE UM SONHO (III)


OS PRIMEIROS MOMENTOS

Dia 7 de março – domingo

No percurso que tenho a fazer no imenso aeroporto de Guarulhos páro diante de uma grande janela: através dela vejo a lua cheia, bem redonda, que vai desaparecer aos poucos atrás dos morros. A luz do dia, o céu meio azul e meio cinzento (não sei porquê é madrugada ou porquê é a cor natural do céu paulista) me dão o “bom dia”: a lua é a primeira de uma série de imagens românticas que irão me acompanhar por toda a minha viagem.
Depois de passar pelos normais controles, eis que agora a língua portuguesa não é mais pra mim um simples prazer mas torna-se vital. E se daquí a poucas horas vou aprender que é melhor não fazer ver a própria situação de estrangeiro, aquí ser estrangeiro que faz de tudo pra falar a língua local ajuda muito. A gentileza do pessoal que encontro e ao qual peço ajuda pra pegar o avião certo, dá o resultado esperado. Na verdade mais que o esperado: o meu avião está atrasado mas a funcionária da Varig consegue pra mim um lugar no avião que vai partir daquí a pouco.

A PRIMEIRA IMAGEM CARIOCA

As nuvens cobrem a vista da cidade e só quando o avião desce o Rio de Janeiro aparece. “Onde está o Cristo?”, pergunta um italiano ao meu lado. Não consigo ver nem o Cristo, nem o Pão de Açúcar…sim, sim…o Pão de Açúcar está lá: pelo menos penso seja ele aquele morro à minha direita. Só que neste lado há morros em grandes quantitades enquanto em baixo do avião a cidade parece não ter fim. Não sei se tudo isso é Rio de Janeiro, mas fico muito impressionado: se não é Rio, é uma das cidades em volta deles.
Depois do terceiro pouso em poucas horas a meta está alcançada. Agora não sei se ligar pro Nêodo e dizer que cheguei antes, pegar um taxi pra lhe fazer uma surpresa ou deixar o tempo passar, também porquê tenho ainda que enfrentar mais controles. Dou por certo que o Nêodo e a Cla venham juntos: tenho a idéia (errada) que eles já se conhecem e que venham juntos ao Galeão. Enquanto os meus pensamentos voam mais do que os aviões, vejo uma igreja bem em cima de um pequeno morro de forma quase cubica, pelo menos visto deste lado. O mesmo italiano de antes me pergunta qual o nome da igreja: mas é a primeira vez que estou aquí, como posso saber? Curiosa esta igreja lá em cima. A Igreja de Nossa Senhora da Penha é a primeira clara imagem que tenho gravado nos olhos da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

terça-feira, abril 13, 2004

sábado, abril 10, 2004

BUONA PASQUA

Permettetemi ogni tanto di scrivere in italiano, dando così al Blog un certo sapore internazionale...

Buona Pasqua al fratello Nêodo e alla sua meravigliosa famiglia, alla Cla e alla sua altrettanto meravigliosa famiglia, alle persone (meravigliose, tanto per cambiare) che ho conosciuto a Rio, ai lettori del Diário.

Saluti,
Alessandro

quarta-feira, abril 07, 2004

A REALIDADE DE UM SONHO (II)


VIAGEM - 2°

Dia 7 de março – domingo


Não vou contar a viagem minuto por minuto, fiquem tranquilos. Só digo que
entrei em terras brasileiras sobrevoando Recife e passei sobre Belo Horizonte antes de aterrar em Guarulhos. Só que era escuro, sendo noite. Nada se via.
Estou sentado bem no centro do avião quando o capitão anuncia que vamos começar a descer. Fora, as primeiras luzes esclarecem o dia. Está nublado, não consigo ver nada. Só repito que aquela que estou vendo é a luz do Brasil…do meu Brasil. Tenho que me destrair: pensando assim, além de ser pensamentos de criança, as lagrimas querem sair dos meus olhos. Tudo bem se fosse sozinho: mas o avião está cheio, as minhas emoções têm que estar fortes mas seguradas dentro de mim. Descendo descendo eis que pela primeira vez vejo o Brasil. “Ale, o Brasil, o Brasil…acredite, isso não é sonho não…Estás vendo a realidade…”. Sim, o Alessandro está pela primeira vez vendo a Terra Brasilis. Não sei o lugar, com certeza acho seja o estado de São Paulo (a descida começa muito antes do pouso, mas o Minas Gerais seria antes demais). Só que agora, sentado, não vejo nada. Mas estamos chegando…faltam 10 quilómetros….5…3...2…1… mas nada de zero! Faltando quase nada ao pouso o avião dá uma acelerada e volta a subir. Os passageiros não são muitos tranquilos: o mais tranquilo pareço eu! O avião vira e alí o espetáculo!! Com o avião virando, das janelas vejo São Paulo ou pelo menos a Grande São Paulo. Alí logo vejo a primeira diferença com a Itália: enquanto no País do Bota a terra é cor de marrom, aquí a terra é avermelhada. Bom, disso eu já sabia e já via nos livros e vídeos: mas esta vez o encontro é entre os meus olhos e a terra, nada de intermediários. Mais duas voltas sobre Guarulhos e finalmente o pouso.
E às 6 horas da manhã Alessandro David Andreini cheira o ar do Brasil, toca o chão do Brasil. Alessandro David Andreini está no Brasil.

domingo, abril 04, 2004

A REALIDADE DE UM SONHO (I)
(não é por vaidade que dei um título, mas só pra distinguir os posts do conto da minha vida carioca dos outros posts)


PREMESSA

Este deveria ser uma espécie de “capítulo IV” dos filmes da série “Star wars”. Tudo que aconteceu antes, do 1980 até hoje, foi contado aquí neste Blog em alguns posts que escrevi. Não tudo foi dito mas os leitores fiéis já podem ter uma idéia da minha paixão pelo Brasil e o meu relacionamento com esta terra. Vinte quatro anos depois do começo do namoro, no dia 7 de março 2004 – domingo - o encontro aconteceu. Esta é uma relação feita principalmente com o coração deste encontro: que me perdoem os erros gramaticais, os erros de forma. Espero que o que eu senti dentro de mim possa ser compreendido, porquê estou longe de ser um escritor. Muitas coisas vou me esquecer e se a memória volta vou fazer um “post scriptum” no final deste conto que irá se espalhar por algum tempo.

PENSAMENTO

“Porquê a poesia foi para mim uma mulher cruel em cujos braços me abandonei sem remissão, sem sequer pedir perdão a todas as mulheres que por ela abandonei” (Vinícius de Moraes)
Tirem a palavra poesia e escrevem Brasil: eis que o pensamento do Vininha se transforma no pensamento meu.

VIAGEM – I°

Dia 6 de março, sábado.

A Fiat Punto do meu sobrinho Riccardo é o primeiro meio de transporte que vai me levar para a meta final. Riccardo, Valentina e eu num carro: Alessandro, Flavia, Simona e Nicola no outro. Esta não é a “companhia do anel”, mas sim é a “companhia do tio”. Só Flavia e Riccardo são os meus sobrinhos, mas pra todos os outros também eu sou o tio. São eles a me acompanhar ao primeiro destino da viagem: o aeroporto Amerigo Vespucci, Firenze bairro Perétola. A chuva não pára de cair: tem o perigo de neve também. A chuva cai e nos 50 quilómetros que separam a minha Pescia a Firenze confesso que por duas vezes quase caio no pânico. O que é o que eu estava fazendo? Avião?? Estava brincando? Se nos dias anteriores eu fiquei numa calma que surpreendeu a todos, por duas vezes agora que estava pra começar a aventura os meus medos voltam. Sorte que o Riccardo, que também é meu colega de trabalho, está contando o que aconteceu naquela manhã lá na firma e assim eu posso me destrair.
Eis o aeroporto…a chuva é mais forte ainda…
No exato momento em que eu piso o chão do aeroporto estou com a consciência que tudo o que vou fazer nas próximas duas semanas será uma absoluta novidade para mim. Mas os medos, qualquer medo, de repente desaparecem. O coração está leve: a meta é o Brasil, lá duas pessoas amigas me esperam. Nada pode me dar medo, nem o temido avião.

Contos Fluminenses...

não vejo a hora de lê-los...

bração...

sábado, abril 03, 2004

TANTA SAUDADE
(Djavan - Chico Buarque, 1983)

Era tanta saudade
É, pra matar
Eu fiquei até doente
Eu fiquei até doente, menina

Se eu não mato a saudade
É, deixa estar
Saudade mata a gente
Saudade mata a gente, menina

Quis saber o que é o desejo
De onde ele vem
Fui até o centro da terra
E é mais além
Procurei uma saída
O amor não tem
Estava ficando louco
Louco, louco de querer bem

Quis chegar até o limite
De uma paixão
Baldear o oceano
Com a minha mão
Encontrar o sal da vida
E a solidão
Esgotar o apetite
Todo o apetite do coração

Mas voltou a saudade
É, pra ficar
Ai, eu encarei de frente
Ai, eu encarei de frente, menina
Se eu ficar na saudade
É, deixa estar
Saudade engole a gente
Saudade engole a gente, menina

Ai, amor, miragem minha, minha linha do horizonte, é monte atrás de monte, é monte, a fonte nunca mais que seca
Ai, saudade, inda sou moço, aquele poço não tem fundo, é um mundo e dentro um mundo e dentro um mundo e dentro é um mundo que me leva

quinta-feira, abril 01, 2004

MOSAICO

Uma amiga de minha irmã Daniela é uma número um em fazer mosaicos e trabalhos afins. Ela namorava um homem meu xará. Por ele fez um mosaico, aproximadamente um quadrado de 25/30 centímetros de lado, com o nome dele em cor de azul. Lindo de verdade!
Mas o diabo tem que desfazer as coisas: o namoro acabou e a pobrezinha ficou com este mosaico com o nome "Alessandro". Não sabendo o que ela poderia fazer do trabalho....
Adivinhem onde está agora o mosaico!

CONTOS FLUMINENSES...

Daquí a pouco vou começar a contar os meus dias brasileiros...

Abraços,
Alê

O tempo não apagou o que não terminou

O dia amanheceu cinzento, chuvoso e frio. Ainda assim, a certeza de que, em algum lugar longe daqui, você pensa em mim acalenta minha alma e...