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domingo, abril 12, 2009

Brasil tem quinta maior taxa de homicídio juvenil, diz estudo

ALESSANDRA CORRÊA
da BBC Brasil, em São Paulo

O Brasil tem a quinta maior taxa de homicídio juvenil entre 83 países listados no "Mapa da Violência: os Jovens da América Latina", lançado final do ano passado (nov. 2008). Segundo o relatório, a taxa no Brasil é de 51,6 homicídios para cada 100 mil habitantes.

Os outros quatro primeiros lugares no ranking também são países latino-americanos. El Salvador aparece em primeiro lugar, com taxa de 92,3. É seguido por Colômbia (73,4), Venezuela (64,2) e Guatemala (55,4).

Elaborado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, diretor de pesquisas do Instituto Sangari, o "Mapa da Violência" analisa dados de 83 países, 16 deles latino-americanos, em relação a homicídios, suicídios, acidentes de transporte e mortes por arma de fogo.

O relatório, lançado em parceria pelo Instituto Sangari, o Ministério da Justiça e a Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), usou como fonte principal o Sistema de Informação Estatística da OMS, com dados de 2002 a 2006, e outras fontes para analisar dados até 1994.

Quando analisada a taxa de homicídio total, o Brasil aparece em sexto lugar, com 25,2, atrás das Ilhas Virgens (28,4). Novamente, os quatro primeiros colocados são El Salvador (48,8 homicídios em 100 mil habitantes), Colômbia (43,8), Venezuela (29,5) e Guatemala (28,5).

O Brasil também tem um dos mais altos índices de vitimização juvenil do mundo. Isso significa que a taxa de homicídios entre jovens é bem maior do que a entre não-jovens. O país aparece em terceiro lugar no ranking, com índice de 2,7, atrás apenas de Porto Rico (3,3) e Venezuela (2,9), e logo à frente dos Estados Unidos (2,6).

Segundo o relatório, "o aumento vertiginoso" de taxas de homicídio jovem no Brasil até 2003 "constitui o fator explicativo do aumento dos índices globais de homicídio, dado que a mortalidade não-jovem teve crescimento baixo no período considerado".

O documento traz dados de 1994 a 2005. Nesse período, a taxa de homicídios na população total no Brasil passou de 20,2 para 25,2 No entanto, quando se observam as taxas de homicídio na população jovem, a evolução foi bem maior, de 34,9 em 1994 para 51,6 em 2005.

No mesmo período, a taxa média de homicídio juvenil na América Latina se manteve estável, de 33,9 em 1994 para 33,6 em 2005.

Apesar de o crescimento da taxa brasileira ser elevado em comparação ao conjunto total, quando analisados somente os 16 países latino-americanos ele é considerado baixo, segundo o relatório.

"No contexto latino-americano, o crescimento é considerado baixo", disse à BBC Brasil o autor do estudo. "A partir de 2003 (quando a taxa era de 56,2), começou a cair, devido ao estatuto do desarmamento, entre outros fatores", afirmou Waiselfisz.

Segundo o autor, apesar de o Brasil ocupar na quinta posição entre os países da América Latina, tanto na taxa total quanto nos homicídios juvenis, o país já esteve em posições mais elevadas em períodos anteriores, logo depois da Colômbia.

A mudança, conforme Waiselfisz, "se deve ao fato das quedas brasileiras dos últimos anos, enquanto em El Salvador, Guatemala e Venezuela as taxas cresceram significativamente, ultrapassando os índices brasileiros".

Violência contra criança gera custo social e político para o Brasil, diz médica

Da Agência Brasil -=>  violência contra a criança gera um grande custo social e político para o Brasil. A avaliação é da professora adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que também atua como médica pediatra e em clínica de adolescentes, Evelyn Eisenstein. “Estamos gastando dinheiro em vez de fazermos prevenção”, disse.

Em entrevista à Agência Brasil, Evelyn afirmou que o Brasil não está investindo no futuro ao não dar a devida importância às políticas públicas voltadas para combater a violência contra os jovens e as crianças. E um dos resultados disso, segundo ela, é o desperdício de dinheiro com a saúde, quando se poderia estar investindo na prevenção.

“O custo é que em vez de estarmos educando crianças e adolescentes para a saúde, para serem cidadãos saudáveis, nós temos um custo de crianças e adolescentes doentes. Não só doentes chegando aos serviços de emergência e hospitais públicos por uso de drogas, gravidez, doenças sexualmente transmissíveis ou problemas mentais e comportamentais. Também tem um custo nas escolas, com a repetência e as crianças saindo da escola. E tudo isso vem da violência", afirmou.

Para ela, os recursos públicos voltados à infância e à juventude deveriam ser investidos em educação. Segundo Evelyn, outra conseqüência da violência é o trauma gerado nas crianças. “Violência gera trauma. Não existe bater por disciplina”, ressaltou. E, embora recorde que o trauma pode ser superado por meio de um tratamento psicoterapêutico, a pediatra ressalta que isso gera um “custo maior e demorado”.

“A prevenção é o melhor investimento no futuro e até no presente. O número de crianças doentes mostra que o Brasil não está investindo os recursos que, por lei, é obrigado a investir. A maior violência é o próprio país ser violento contra suas crianças e adolescentes. E banalizar a violência em vez de preveni-la”, afirmou.

Evelyn acredita que essa violência contra as crianças pode ser evitada se houver diálogo dentro de casa e se for de fato implementado o Estatuto da Criança e do Adolescente. Essa prevenção, de acordo com ela, começa em casa e na escola. “Com os pais, nas escolas, tentando resolver qual é a tensão ou qual é o problema familiar. Foi o desemprego, por exemplo? Por que que a criança se torna o bode expiatório? Por que ela acaba sendo o resultado dessa violência?”, indaga a professora.

Outro ponto importante na prevenção destacado por Evelyn é a responsabilidade do Estado. “Os gestores têm de realmente abrir os recursos da nação. Isso está no Estatuto da Criança e do Adolescente. Crianças e adolescentes, que são metade da população brasileira, são prioridade absoluta. Cadê os recursos para creches, escolas, hospitais e serviços que atendem as crianças e os adolescentes?”


[ original]


Políticas Públicas Promotoras de Segurança e Paz

Com o Deputado Estadual Alessandro Molon
Dia 13 de maio de 2009 (quarta-feira)
Horário: 19h30
Local: Centro Loyola de Fé e Cultura / PUC-Rio (Estrada da Gávea, nº1 - Gávea)
Entrada franca


A Campanha da Fraternidade 2009 tem como tema "Fraternidade e Segurança Pública" e o Centro Loyola convida a analisar e pensar este tema no dia 13 de maio, num encontro com o Deputado Estadual e membro da Comissão de Justiça e Paz e Direitos Humanos do Rio de Janeiro Alessandro Molon.

A proposta é trazer à tona a questão da Segurança Pública, expondo projetos de políticas públicas que atendam a voz profética da campanha da Fraternidade 2009 da CNBB: "Fraternidade e Segurança Pública – A Paz é fruto da justiça".

A entrada é franca e não é necessário inscrever-se.
Mais informações pelo telefone 3527-2010, pelo email sculturaloyola@puc-rio.br ou pelo site www.puc-rio.br/centroloyola

Pesquisadores e Estagiários

O Observatório de Favelas do Rio de Janeiro, em convênio com a Secretaria Especial de Direitos Humanos e apoio do Unicef, lançou edital para seleção de pesquisador e estagiário para o Programa de Redução da Violência Letal Contra Adolescentes e Jovens. As inscrições devem ser feitas até o dia 15 de abril, através de envio de currículo para o endereço eletrônico prvl@observatoriode favelas.org. br . 

Os pesquisadores e estagiários vão realizar o levantamento de políticas e ações públicas e práticas sociais no campo da prevenção da violência, bem como atividades de mobilização e articulação de redes. O trabalho será desenvolvido ao longo de 12 meses, em 11 áreas metropolitanas: Recife, Salvador, Maceió, Belém, Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Vitória, Curitiba e Porto Alegre. Serão contratados apenas um estagiário e um pesquisador por região metropolitana. 

Os pesquisadores interessados devem ter formação em Ciências Sociais ou áreas afins e experiência anterior em pesquisa sobre violência urbana, segurança e políticas públicas. O valor mensal da bolsa é de R$ 1.500,00, bruto, com carga horária semanal de 30 horas. Os candidatos ao estágio devem ser alunos da graduação em Ciências Sociais ou áreas afins e ter experiência com movimentos sociais, trabalhos comunitários ou outras atividades de participação cidadã. O valor da bolsa é de R$ 400,00 mensais, com carga de 20 horas semanais.

É.. deu flamengo...

só um golzinho.. que coisa... mas tudo bem..  .Ale.. tá feliz!!!

Parabéns!

NoavE... em foco...

 O Brasil quer seu muro da vergonha
[Cristina Moreno de Castro] Há exemplos de vários muros que ajudaram a segregar povos ao redor do mundo. Sérgio Cabral quer construir 11 deles, ao redor de favelas da parte "nobre" do Rio de Janeiro.

Leia. Manifeste-se
http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1244


ESPECIAL DESARQUIVADOS

Quando a elite do Brasil chama de branda a tirania do regime militar, que torturou e assassinou, isto comprova que ainda precisamos desarquivar artigos e matérias para que o tema não caia no esquecimento. Leia alguns destaques sobre a ditadura publicada em 10 anos de NovaE.  Credibilidade não envelhece.

Leia. Manifeste-se
http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1255

“Tiraram meu tempo, e vão querer mais”
Desarquivar para não esquecer que a elite retrógrada de hoje foi aliada, irmã e sócia do mais triste período da história do Brasil. Confira o depoimento honesto e tocante do escritor, ativista e colunista da Novae, Chico Villela, sobre a sua prisão pela ditadura em 1973, e sua vida nos cárceres do DOI-CODI.

Leia. Manifeste-se
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Grafismo - Pátria Livre. Comente.
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MANIFESTE-SE. NOVAE INESQUECÍVEL

No ano do aniversário de 10 anos, a revista conclama seus leitores a contar esta história.

Saiba mais:
http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1200